Notícias diárias do mercado de eventos.

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Sambódromo da Marquês de Sapucaí

A Passarela Professor Darcy Ribeiro, popularmente conhecida como Sambódromo , localiza-se na Avenida Marquês de Sapucaí, nos bairros Centro e Cidade Nova, no município do Rio de Janeiro, no Brasil. A maior parte da passarela situa-se no Centro, porém a sua porção final, após a Avenida Salvador de Sá, pertence ao bairro Cidade Nova.

O seu projeto, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, foi implantado durante o primeiro governo fluminense de Leonel Brizola (1983-1987), visando a dotar a cidade de um equipamento urbano permanente para a exibição do tradicional espetáculo do desfile das escolas de samba. Inaugurada em 1984, com o nome oficial de “Avenida dos Desfiles”, marcou o início do sistema de desfiles das escolas de samba em duas noites, ao invés de em apenas uma noite, como era costume até então. Posteriormente, seu nome oficial mudou para “Passarela do Samba” e, finalmente, a partir de 18 de fevereiro de 1987, seu nome oficial passou a ser “Passarela Professor Darcy Ribeiro”, numa homenagem ao principal mentor da obra, o antropólogo Darcy Ribeiro. Essa denominação oficial se conserva até hoje. Popularmente, porém, a obra é mais conhecida como “Sambódromo”, que foi um termo cunhado pelo próprio Darcy Ribeiro , a partir da junção de “samba” com o sufixo de origem grega “dromo”, que significa “corrida, lugar para correr”. Sua estrutura, em peças pré-moldadas de concreto, mede cerca de 700 metros de comprimento.

 

Reforma de 2011-2012

Em 5 de junho de 2011, os camarotes do antigo Setor 2 foram derrubados para dar lugar a novas arquibancadas, seguindo o projeto original de Oscar Niemeyer. Com a reforma, a passarela passou a ser quase totalmente simétrica, à exceção da sua primeira arquibancada. Na época de sua construção, em 1984, o projeto de Niemeyer teve de ser modificado devido à existência de uma unidade industrial da CervejariaBrahma no local. As novas arquibancadas foram construídas a um custo de R$ 30 milhões de reais, totalmente custeados pela Ambev, dona da fábrica, que em contrapartida pôde “destombar” a velha fábrica e ainda teve a autorização de construir um prédio no restante do terreno. A nova passarela, após as reformas, teve sua capacidade aumentada de 60.000 para 72.500 pessoas e foi reinaugurada no dia 12 de fevereiro de 2012 há poucos dias do carnaval.

Olimpíadas de 2016

Em 2016, a passarela sediará a competição de tiro com arco e a chegada da maratona dos jogos olímpicos. Essas competições exigiram que a passarela passasse por uma reforma ao longo de 2011, com a demolição de alguns camarotes. Com isso, a passarela passou a ter uma simetria quase total entre seus dois lados, o que não havia sido possível quando da sua construção, devido à presença de um prédio ao lado da passarela (o prédio da Cervejaria Brahma), prédio este que foi, finalmente, implodido em 2011.

 

Lei Rouanet (8.313/91)

INTRODUÇÃO
A Lei 8313/91, também conhecida como Lei Rouanet, chamada assim em homenagem ao seu criador, o embaixador Sérgio Paulo Rouanet, proporciona às empresas o abatimento de até 4% do Imposto de Renda, dentro da alíquota de 15% incidente sobre o lucro líquido (Cálculo), quando essas empresas destinam verba para projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura. Considerada um sucesso, atualmente, em todo o Brasil, existem 500 mil empresas que chegam a aplicar R$ 4,7 bilhões em projetos sociais, 6% delas se utilizando da Lei Rouanet. A importância do investimento em cultura pode ser dimensionada por um dado simples que quantifica seu impacto social: segundo pesquisa do Ministério da Cultura, para cada milhão de real gasto em cultura, são gerados 160 novos postos de trabalho diretos e indiretos. Ainda segundo dados do Ministério da Cultura (MinC), em 2001, o uso das leis federais de incentivo à cultura, em número de projetos e em montante aplicado, cresceu 20% em relação ao ano anterior, com as empr esas destinando R$ 376,3 milhões a 1.224 projetos aprovados pelo MinC. A meta de renúncia fiscal, porém, ainda não foi completamente atingida. Em 2001, a princípio, foi fixada em R$ 160 milhões, sendo posteriormente ampliada para R$ 350 milhões, mas apenas R$ 260 milhões acabaram sendo abatidos nas declarações de Imposto de Renda. Desde 1991, o governo define um teto anual, referente ao valor que deixará de arrecadar, para incentivar a produção cultural. A Lei Rouanet também permite incentivo de pessoas físicas em até 6% do Imposto de Renda, mas, em 2001, apenas 2.760 contribuintes se utilizaram dessa prerrogativa, contribuindo com quase R$ 5 milhões.
Orientação para Utilização do Incentivo
As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, que realizarem doações ou patrocínios em favor de projetos culturais devidamente aprovados na forma da regulamentação do

Programa Nacional de Apoio à Cultura – PRONAC, poderão deduzir do Imposto de Renda devido as contribuições efetivamente realizadas no período de apuração.

Classificação como doações ou patrocínios

Considerando a existência de regras diferenciadas para o cálculo do incentivo fiscal, importa chamar a atenção para a classificação dos dispêndios como doações ou patrocínios. Considera-se doação a transferência gratuita, em caráter definitivo, à pessoa física ou jurídica de natureza cultural, sem fins lucrativos, de numerário, bens ou serviços para a realização de projetos culturais, vedado o uso de publicidade paga para divulgação deste ato.

Equipara-se à doação:

I. a distribuição gratuita, por pessoas jurídicas a seus empregados e dependentes legais, de ingressos para eventos de caráter artístico-cultural;

II. as despesas efetuadas por pessoas físicas ou jurídicas com o objetivo de conservar, preservar ou restaurar bens de sua propriedade ou sob sua posse legítima, tombados pelo Governo Federal;

Considera-se patrocínio:

a) a transferência gratuita, em caráter definitivo, à pessoa física ou jurídica de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, de numerário para a realização de projetos culturais, com finalidade promocional e institucional de publicidade;

b) a cobertura de gastos ou a utilização de bens móveis ou imóveis, do patrimônio do patrocinador, sem a transferência de domínio, para a realização de projetos culturais por pessoa física ou jurídica de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos

As doações e os patrocínios em favor de projetos culturais somente poderão se beneficiar do incentivo fiscal se o projeto tiver sido previamente aprovado pelo Ministério da Cultura, observando-se que a aprovação de projetos e a sua publicação no Diário Oficial da União deverá conter:

a) o título do projeto;

b) a instituição beneficiária de doação ou patrocínio;

c) o valor máximo autorizado para captação;

d) o prazo de validade da autorização;

e) o dispositivo legal (arts. 18 ou 26 da Lei nº 8.313/91, com a redação dada pelo art. 53 da Medida Provisória 2.228- 1/01) relativo ao segmento objeto do projeto cultural.

Não poderá ser beneficiária de doações ou patrocínios pessoa física ou jurídica vinculada ao doador ou patrocinador, considerando-se como tal:

a) a pessoa jurídica da qual o doador ou patrocinador seja titular, administrador, gerente, acionista ou sócio, nadata da operação, ou nos doze meses anteriores;

b) o cônjuge, os parentes até o terceiro grau, inclusive os afins, e os dependentes do doador ou patrocinador oudos titulares, administradores, acionistas ou sócios de pessoa jurídica vinculada ao doador ou patrocinador,nos termos da letra “a”;

c) outra pessoa jurídica da qual o doador ou patrocinador seja sócio.

Não se consideram vinculadas as instituições culturais sem fins lucrativos, criadas pelo doador ou patrocinador, desde que devidamente constituídas e em funcionamento, na forma da legislação em vigor.

Quanto ao projeto cultural

Somente poderão ser beneficiários de recursos incentivados, projetos culturais que visem a exibição, utilização e circulação pública dos bens culturais deles resultantes, vedada a concessão de incentivo a obras, produtos, eventos ou outros decorrentes, destinados ou circunscritos a circuitos privados ou a coleções particulares.

Quanto a intermediações

Nenhuma aplicação de recursos poderá ser feita por meio de qualquer tipo de intermediação. Todavia, a contratação de serviços necessários à elaboração de projetos para obtenção de doação, patrocínio ou investimento, bem como a captação de recursos ou a sua execução por pessoa jurídica de natureza cultural não configura intermediação.

Bens doados por pessoas físicas

O valor de bens móveis ou imóveis doados por pessoas físicas será o valor pelo qual o bem constar na declaração de bens do doador ou o seu custo de aquisição, no caso de bens adquiridos no mesmo ano da doação.

Bens doados por pessoas jurídicas

Nas doações feitas por pessoa jurídica, o valor dos bens doados será:

a) no caso de bens integrantes do ativo permanente: o valor contábil do bem, constante da escrituração do doador,corrigido monetariamente até 31.12.95, quando se tratar de bens adquiridos até essa data, líquido da respectiva depreciação, amortização ou exaustão acumulada;

b) no caso de bens não-integrantes do ativo permanente: o custo de aquisição ou produção.

Apuração de ganho de capital

Se as doações forem efetuadas por valor superior aos mencionados nos subitens anteriores, deverá ser apurado o ganho de capital (tributável) com base na legislação vigente.

Comprovação de doações ou patrocínios

A pessoa física ou jurídica responsável pelo projeto cultural aprovado deverá emitir comprovantes, sob a forma e modelo definidos pela Secretaria respectiva (Audiovisual, Livro e Leitura, Músicas e Artes Cênicas, Patrimônio, Museus e Artes Plásticas), em favor do doador ou patrocinador, devidamente firmados em três vias, que terão a seguinte destinação:

• a primeira via deverá ser entregue ao doador ou patrocinador para efeito do benefício fiscal;

• a segunda via deverá ser encaminhada à Secretaria respectiva (Audiovisual, Livro e Leitura, Músicas e Artes Cênicas, Patrimônio, Museus e Artes Plásticas), no prazo de 5 dias após a efetivação da operação;

• a terceira via deverá ficar em poder do responsável pelo projeto cultural por um prazo não inferior a 5 anos,para fins de fiscalização.

O comprovante deverá conter:

a) nome do projeto;

b) data da publicação de sua aprovação no Diário Oficial da União;

c) nome da pessoa física ou jurídica responsável pelo projeto, número de sua inscrição no CPF ou CNPJ e endereço completo;

d) tipo de operação (doação ou patrocínio);

e) valor da operação em reais, correspondente ao período da doação ou do patrocínio;

f) data da operação, no caso de contribuição em bens e serviços;

g) data do depósito bancário, nome do banco e número

da conta bancária do responsável pelo projeto, no caso de contribuição em espécie;

h) nome do doador ou patrocinador, número de sua inscrição no CNPJ ou no CPF e endereço completo;

i) assinatura do responsável pelo projeto ou, quando se tratar de pessoa jurídica, de seu representante legal, com indicação do nome, cargo e CPF.

Doações e patrocínios realizados por pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real Incentivo fiscal utilizável

As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão, respeitado o limite de 4% do imposto normal devido, deduzir diretamente do Imposto de Renda devido importância correspondente a até:

I. 40% do valor das doações e 30% do valor dos patrocínios realizados no período de apuração do imposto, em favor de projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura, até 24.09.97, com base no art. 26 da Lei nº 8.313/91;

II. 100% do valor das doações e patrocínios realizados no período de apuração do imposto, em favor de projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura, a partir de 25.09.97, com base no art. 18 da Lei nº 8.313/91, alterado pela Medida Provisória 2.228-1/01, que atenderem aos seguintes segmentos:

a) artes cênicas;

b) livros de valor artístico, literário ou humanístico;

c) música erudita ou instrumental;

d) circulação de exposições de artes visuais;

e) doações de acervos para bibliotecas públicas, museus, arquivos públicos e cinematecas, bem como treinamentode pessoal e aquisição de equipamentos para a manutenção desses acervos;

f) produção de obras cinematográficas e videofonográficas de curta e média metragem e preservação e difusãodo acervo audiovisual;

g) preservação do patrimônio cultural material e imaterial.

Limite de dedução do incentivo

A dedução do incentivo relativo a doações e patrocínios culturais fica limitada a 4% do imposto normal devido, observado o seguinte:

I. a dedução desse incentivo, conjuntamente à dedução do incentivo relativo a investimentos em projetos de produção audiovisual, não poderá exceder a 4% do imposto normal devido;

II. no caso de empresa submetida à apuração anual do lucro real (art. 9º da IN SRF nº 93/97):

a) a parcela do incentivo, que exceder ao limite de 4% do imposto normal devido no mês em que forem realizadas as doações ou os patrocínios, poderá ser deduzida nos meses seguintes, até dezembro do mesmo ano,sempre respeitado esse limite;

b) do imposto devido sobre o lucro real anual poderá ser deduzido o incentivo calculado com base nas doaçõese nos patrocínios realizados no ano-calendário, até o limite de 4% do imposto anual;

c) o valor do incentivo que não puder ser aproveitado no ano-calendário da realização das doações e dos patrocínios, em face da limitação, não poderá ser deduzido do imposto devido em ano-calendário subseqüente.

Exemplo de cálculo do incentivo

Supondo que, no mês de agosto/2001, uma empresa optante pelo pagamento mensal do imposto por estimativa apurou base de cálculo do imposto na importância de R$ 3.000.000,00 e realizou dispêndios em favor de projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura com base no art. 26 da Lei nº 8.313/91, nos seguintes valores:

• doações: ……………………. R$ 40.000,00;

• patrocínios:……………….. R$ 40.000,00.

Nesse caso, temos:

I. determinação da parcela incentivada dos dispêndios pagos:

• doações: 40% de R$ 40.000,00 ………….. = R$ 16.000,00

• patrocínios: 30% de R$ 40.000,00 …….. = R$ 12.000,00

• soma……………………………………………………… = R$ 28.000,00

II. IRPJ devido no mês:

• imposto normal: 15% s/ R$ 3.000.000,00 = R$ 450.000,00

• adicional: 10% s/ R$ 2.980.000,00 (*)……. = R$ 298.000,00

• soma………………………………………………………. = R$ 748.000,00

III. limite de dedução do incentivo no mês:

• 4% de R$ 450.000,00 (imposto normal devido) = R$ 18.000,00 IV. incentivo aproveitável no mês (I ou III, o que for menor): R$ 18.000,00

V. excedente dedutível nos meses seguintes até dezembro/2001 (dentro do limite de 4% do imposto normal devido):

• R$ 28.000,00 – R$ 18.000,00 = R$ 10.000,00

Tratamento dos dispêndios para fins de apuração do lucro real

Para fins de determinação do lucro real, o valor de doações e patrocínios realizados terão o seguinte tratamento:

a) as doações (40%) e os patrocínios (30%) em favor dos projetos culturais são integralmente dedutíveis como despesa operacional, sem prejuízo do aproveitamento do incentivo fiscal nas condições informadas nos sub-itens anteriores;

(*) O adicional do Imposto de Renda incide sobre a parcela da base de cálculo mensal que exceder a R$ 20.000,00.

b) as doações e os patrocínios (100%) em favor de produção cultural não poderão ser deduzidos como despesa operacional, ou seja, deverão ser adicionados ao lucro líquido, para fins de determinação do lucro real.

Dedução do incentivo pelas pessoas físicas

As pessoas físicas poderão deduzir o incentivo fiscal exclusivamente na Declaração de Ajuste Anual, desde que apresentem a declaração completa, ou seja, quem apresentar a Declaração Simplificada não poderá aproveitá-lo. A partir do ano-calendário de 1998, a dedução do incentivo relativo a doações e patrocínios culturais, somada à dedução dos incentivos relativos a investimentos em projetos audiovisuais e a doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, não podem ultrapassar a 6% do valor do imposto devido na declaração, não sendo aplicáveis limites específicos a qualquer dessas deduções (art. 22 da Lei nº 9.532/97). O valor excedente ao limite de dedução admitido no ano-calendário da realização de doação ou patrocínio não poderá ser deduzido em ano posterior, nem mesmo na hipótese de projeto cultural de execução plurianual.

Obrigações a cumprir pelos responsáveis por projetos e pelos doadores e patrocinadores

De acordo com o art. 9º da IN SE-MinC/SRF nº 1/95:

I. as pessoas físicas ou jurídicas responsáveis pelos projetos culturais deverão encaminhar, no prazo de 30 dias após a execução final do projeto, a respectiva prestação de contas à Secretaria respectiva (Audiovisual, Livro e Leitura, Músicas e Artes Cênicas, Patrimônio, Museus e Artes Plásticas), que constará de informações sob a forma e modelos por esta definidos, com os seguintes elementos:

a) relatório técnico sobre execução do projeto e avaliação dos resultados;

b) demonstrativo da execução de receita e despesa, que evidencie todos os aportes, inclusive sob a forma de bens e serviços, os rendimentos auferidos da aplicação de recursos no mercado financeiro e possível saldo;

c) relação dos pagamentos de qualquer espécie;

d) relação de bens móveis e imóveis adquiridos, produzidos ou construídos;

e) conciliação bancária;

f) comprovante do recolhimento ao Fundo Nacional da Cultura (FNC), de eventual saldo não-utilizado na execução do projeto;

II. os incentivadores confirmarão perante à Secretaria respectiva

(Audiovisual, Livro e Leitura, Músicas e Artes Cênicas,

Patrimônio, Museus e Artes Plásticas), em modelo definido por esta, as informações prestadas pelos beneficiários, indicando as formas utilizadas do incentivo fiscal;

III. o não-cumprimento dessas obrigações acarretará:

a) no caso de falta de prestação de contas à Secretaria respectiva (Audiovisual, Livro e Leitura, Músicas e Artes Cênicas, Patrimônio, Museus e Artes Plásticas), pelos responsáveis por projetos culturais, a inabilitação, inclusive dos sócios da pessoa jurídica, ao acesso aos incentivos em questão, pelo prazo de até três anos;

b) no caso de falta de confirmação de informações perante à Secretaria respectiva (Audiovisual, Livro e Leitura, Músicas e Artes Cênicas, Patrimônio, Museus e Artes Plásticas), os incentivadores (doadores ou patrocinadores) ficarão sujeitos ao recolhimento do Imposto de Renda que tenham deixado de pagar, com os acréscimos legais.

Infrações e penalidades

As infrações às normas que regem o incentivo fiscal, sem prejuízo das sanções penais cabíveis, sujeitam o doador ou patrocinador ao pagamento do valor do Imposto de Renda devido em relação a cada período de apuração, além de penalidades e demais acréscimos legais. Para esse efeito considera-se solidariamente responsável por inadimplência ou irregularidade verificada a pessoa física ou jurídica propositora do projeto. Na hipótese de dolo, fraude ou simulação, inclusive no caso de desvio de objeto, será aplicada aos infratores a multa correspondente a duas vezes o valor da vantagem recebida indevidamente; no caso de conluio, a multa será aplicada ao doador ou patrocinador e ao beneficiário.

Controles que devem ser mantidos pelos responsáveis por projetos

A pessoa física ou jurídica responsável pela execução de projetos culturais deverá possuir controles próprios, em que registre, de forma destacada, a despesa e a receita do projeto, bem como manter em seu poder todos os comprovantes e documentos a ele relativos, pelo prazo de cinco anos contados a partir da data do recebimento das doações ou dos patrocínios.

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Ministério da Cultura (Brasil)

Ministério da Cultura
Esplanada dos Ministérios, Bloco B
Criação 15 de março de 1985
Atual ministro Marta Suplicy
Orçamento R$ 1,28 bilhões (2008)

Histórico

Em 12 de abril de 1990, no governo do presidente Fernando Collor de Mello, o Ministério da Cultura foi transformado em Secretaria da Cultura, diretamente vinculada à Presidência da República. Essa situação foi revertida pouco mais de dois anos depois em 19 de novembro de 1992, pela lei nº 8.490, já no governo do presidente Itamar Franco.

Em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso, foram ampliados os recursos e a estrutura foi reorganizada segundo a lei nº 9.649 aprovada em 27 de maio de 1998. Desde então o ministério tem sido um importante incentivador e patrocinador de diversos projetos culturais pelo país, notadamente na área de cinema e teatro.

Em 2003, o Ministério foi reestruturado por meio do Decreto 4805, passando a ter a estrutura atual: ao Ministro é subordinada uma Secretaria Executiva com três diretorias (Gestão Estratégica, Gestão Interna e Relações Internacionais), seis Representações Regionais (nos estados de Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo) e seis Secretarias: Fomento e Incentivo à Cultura,Políticas CulturaisCidadania CulturalAudiovisualIdentidade e Diversidade Cultural e Articulação Institucional.

Complexo Cultural

O Complexo Cultural do Ministério da Cultura apresenta, gratuitamente, uma série de atrações culturais, como exposições temporárias e exibições de filmes. Está aberto diariamente de segunda a sexta-feira e, excepcionalmente, em alguns finais de semana. O uso do espaço com fins particulares e de caráter lucrativo não são permitidos, sendo um local de cultura gratuita.

Apoio a Projetos

O Ministério da Cultura apóia projetos culturais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91), a Lei Rouanet, da Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente. Obtenha nesta página informações sobre os mecanismos de apoio.

 

 

 

48ª GIFT FAIR | 17º D.A.D – 10 a 13/03/2014

Como um dos setores mais relevantes da economia brasileira, o mercado imobiliário em desenvolvimento crescente realiza a cada ano milhares de lançamentos residenciais e comerciais  e  vêm mudando a paisagem urbana em várias cidades do Brasil. Segundo o Sindicato da Habitação (Secovi), no ano passado, a projeção era de 35 mil unidades residenciais somente em São Paulo. Em praticamente todos estes empreendimentos, logo no ponto de venda já é sugerido uma decoração para o apartamento o que sinaliza para o consumidor quais serão os passos e investimentos seguintes assim que ele estiver com a escritura em mãos: tornar esta nova moradia mais bonita, decorada e confortável. Portanto, outro forte segmento que tem movimentado um gigantesco mercado é o da decoração e bom funcionamento da casa, em parte alimentado por este “boom” imobiliário, mas também pela crescente onda de se permanecer mais tempo na segurança do lar.

Pensar na decoração da casa e equipá-la com objetos e utensílios que tenham design e funcionalidade para dar personalidade, estilo e facilitar o dia a dia visando qualidade de vida, é o que rege e motiva milhões de pessoas a buscarem nas inúmeras lojas existentes criações e soluções em móveis, enfeites, utilidades e uma infinidade de peças e presentes que nascem a cada dia de forma industrial ou artesanal.

Para atender essas  demandas do mercado e como referência do setor ‘moda casa’, acontecem de 10 a 13 de março de 2014  a 48ª GIFT FAIR e o 17ª D.A.D (Salão Internacional de Decoração, Artesanato, Design) dois grandes e consolidados eventos do setor para a América Latina, sendo que a primeira é uma das mais importantes feiras que acontece no calendário mundial. As feiras reúnem cerca de 700 expositores numa área de aproximadamente 70 mil m2, no tradicional Expo Center Norte, em São Paulo.

O aquecimento do setor imobiliário e dos investimentos estrangeiros em novos empreendimentos no Brasil, não só na área residencial, mas também comercial somado ao efervescente mercado de noivas e listas de casamento, além das datas comemorativas como o Dia das Mães e Natal, são alguns dos fatores que fazem manter em alta o consumo de artigos para casa, utilidades e objetos de decoração e design.

Nos últimos 24 anos, a GIFT FAIR  foi responsável por ter organizado o setor e formatado um modelo de feira que atendesse datas estratégicas para que o comércio possa planejar o aquecimento das vendas. Anualmente, é apresentado o que existe de mais significativo e importante para que o comerciante tenha todas as novidades lançadas pelo segmento, tornando sua loja e seu negócio mais completos.

Entre os expositores da GIFT FAIR estão: Tramontina, Whilrlpool, Schmidt, Nadir Figueiredo, Coza, Brinox, Forma Inox, Oxford, Scalla Cerâmica, Sanremo, Plasútil, Martiplast, Plasvale, Luminarc, Invicta, Cisper, Chiave Comercial, Full-Fit, Wheaton, Anabell e Brandani Gift como também a participação nesta edição dos cristais da Strauss e os utensílios da Ritratto.

O salão D.A.D  (Decoração, Artesanato, Design) reúne diversificados e renomados importadores, fabricantes e produtores de objetos e produtos para casa, como enxovais, quadros, luminárias, móveis, entre inúmeros objetos que dão estilo aos ambientes. O espaço útil está 10% maior, demonstrando o crescimento dos expositores participantes neste setor.
Aqui os destaques ficam por conta de empresas como: Cecília Dale, Imaginarium, Cristais São Marcos, Cristais di Murano, Ethnix, Goods BR, 6F Decorações, China Shopping, Ricardo Oliveira, Uatt e Urban.

Alguns expositores internacionais, vindos da Itália, Portugal e Japão, também estão confirmados.

EMPREENDEDORISMO
O espaço “Novos Talentos” funciona como uma incubadora dedicada aos artesãos, designers e pequenos empresários vindos de várias partes do Brasil que almejam entrar no mercado e ampliarem suas oportunidades de negócio, viabilizando comercialmente os produtos e as suas criações. Nesta edição, o número de participantes cresceu de 60 para 90 expositores. Segundo Mauro Jordão, presidente da Laço, empresa promotora das feiras, ‘organizamos um espaço para favorecer e abrigar empresas que estão nascendo’.

COPA DO MUNDO INSPIRA AÇÕES ESPECIAIS
Em 2014, a edição da GIFT FAIR / D.A.D está dedicada também para os preparativos da Copa do Mundo no Brasil. Os quase 6.000 km de ruas dos pavilhões da feira estarão revestidos com tapetes nas cores verde e amarelo para receber os mais de 65 mil profissionais que percorrerão entre os setores de objetos para o lar (houseware), mesa posta (tableware), utensílios de copa e cozinha (kitchenware) e decoração (mobiliário, vasos, luminárias etc).

ESTAÇÃO GOURMET – “RECEBER NA COPA”
Está programado também um espaço  especial para que os  visitantes possam, durante os quatro dias de feira, receber informações,  dicas, ideias práticas e até mesmo receitas gourmets voltados para os  dias dos Jogos da Copa do Mundo no Brasil.  “Receber na Copa” terá curadoria das especialistas em espaços decorados e cozinha,  Virgínia Lamarco e Monica Cullen.
O ACONCHEGO NO LAR TEM A COZINHA COMO FOCO
Segundo a pesquisadora de tendências holandesa Li Edelkoort, “a casa é um espaço de união de pessoas”. Em seu recente estudo sobre tendências, Li aposta na cor verde e seus variados tons para a moda e decoração e para quem busca equilíbrio, nas estampas florais como sinal de otimismo. Por outro lado, segue o movimento em torno dos trabalhos artesanais e dos materiais táteis, assim como das formas orgânicas. Um ponto também abordado pela especialista foi o conceito de “gathering – juntar, unir, agregar”, por conta das cozinhas maiores e das mesas espaçosas.

Com o mercado de decoração e utilidades em forte expansão atendidos pela feira, as empresas do segmento acompanham as tendências para oferecer inovação, funcionalidade, design, conforto e qualidade nos produtos que compõe o “morar bem”.

NÚMEROS DEMONSTRAM A GRANDIOSA OPERAÇÃO PARA VIABILIZAR A GIFT FAIR / D.A.D
Com o objetivo de facilitar a circulação e o conforto dos visitantes, a organização criou uma nova entrada de acesso, posicionada ao lado da atual entrada principal. Nomeada “Entrada Norte”, o acesso traz maior conveniência para quem chega à feira principalmente de táxi e transporte fretado.

A GIFT FAIR e o D.A.D contabilizam números representativos e expressivos  de impacto:
• O público esperado é de aproximadamente 65.000 profissionais ao longo dos quatro dias da feira.
• A energia instalada de 15.000 KVA é o equivalente ao consumo de uma cidade de 15.000 habitantes.
• O carpete utilizado é reciclado e os 37.000 metros quadrados são feitos com 1.000.000,00 de garrafas PET 2 litros.
• O consumo de água 2.201,9 metros cúbicos é o equivalente ao consumo diário de 2.750 famílias (calcula-se que numa família de quatro integrantes consome-se 200 litros por dia).
• Cerca de 8.000 trabalhadores são contratados para a montagem da feira.
• 400 táxis disponibilizados para o período do evento (considerado o segundo maior ponto de táxi da cidade de São Paulo).

Serviço:
Nome Oficial: 48ª Gift Fair e 17ª D.A.D
Data: De 10 a 13 de março de 2013 (de segunda-feira a quinta-feira)
Horário de Funcionamento: das 10h às 20h. Entrada até às 19h, e no dia 13 até às 16h
Local: Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333 (Entrada Sul) – São Paulo – SP – Brasil
Pavilhões Azul, Branco, Verde e Vermelho
NOVA Entrada Norte – Rua Coronel Marques Ribeiro, 200, Portão 4
Promotora: Laço Ltda. / Presidente: Mauro Jordão
Av. das Nações Unidas, 12399 – 1º andar, cj. 12A – Brooklin Paulista, CEP 04578-000 – São Paulo – SP – Brasil
Informações: 0800-7733307
Site

Jogos Olímpicos de Inverno

Jogos Olímpicos de Inverno são um evento multiesportivo realizado a cada quatro anos, reunindo modalidades de desportos de inverno disputadas no gelo e na neve, sendo um dos eventos máximos do Movimento Olímpico, ao lado dos Jogos Olímpicos de Verão.
A primeira competição de caráter mundial a reunir desportos de inverno foi a Semana Internacional de Desportos de Inverno, realizada em 1924 na cidade francesa de Chamonix. Apenas dois anos depois o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu dar o estatuto de Jogos Olímpicos àquela competição, que passaria a acontecer regularmente.
No princípio, os Jogos de Verão e de Inverno eram atribuídos a um mesmo país para serem realizados no mesmo ano. Foi assim até a quarta edição, na Alemanha, em 1936 (ano em que Berlim sediou os Jogos de Verão e Garmisch-Partenkirchen sediou os Jogos de Inverno). Depois de duas edições canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial (Sapporo 1940 e Cortina d’Ampezzo 1944), os Jogos passaram a ser realizados por países diferentes, mas continuaram a acontecer no mesmo ano. Em 1986 o COI decidiu intercalar os Jogos de Verão e de Inverno, realizados sempre nos anos pares. Assim, os Jogos de Albertville 1992 foram sucedidos pelos Jogos de Lillehammer 1994.
Os Jogos de Inverno sofreram mudanças significativas desde a sua criação. A ascensão da televisão como um meio global de comunicação melhorou o perfil dos Jogos. Foi também criado um fluxo de renda, através da venda de direitos de transmissão e publicidade, que tornou-se lucrativa para o COI. Isto permitiu que interesses externos, tais como empresas de televisão e patrocinadores influenciassem os Jogos. O COI teve de responder a críticas diversas e escândalos internos, bem como a utilização de substâncias dopantes por atletas. Houve um boicote político das Olimpíadas de Inverno. Nações também têm usado os Jogos de Inverno para mostrar a pretensa superioridade de seus sistemas políticos.
Os Estados Unidos sediaram os Jogos quatro vezes, mais do que qualquer outro país. Em seguida vem a França, com três edições. No total, dez países já receberam os Jogos de Inverno. A última edição ocorreu em Vancouver (Canadá), em fevereiro de 2010. A atual edição está sendo disputada no balneário de Sóchi, na Rússia, que também é a primeira cidade subtropical a receber os Jogos Olímpicos de Inverno. A edição de 2018 está marcada para o condado de Pyeongchang, na Coreia do Sul.

Esportes

Capítulo 1, do artigo 6 da edição de 2007 da Carta Olímpica define esportes de inverno como “esportes que são praticados na neve ou no gelo.”Ao longo dos anos, o número de esportes e eventos realizados nos Jogos Olímpicos de Inverno aumentou. Houve também esportes de demonstração, que são disputados durante os Jogos, mas para os quais não são concedidas medalhas. Desde 1992, uma série de novos esportes foram adicionados ao programa olímpico. Estes incluem patinação de velocidade em pista curta, snowboard, esqui estilo livre e moguls. A adição desses eventos ampliou o apelo dos Jogos Olímpicos de Inverno para além da Europa e América do Norte. Enquanto potências europeias, como a Noruega, Alemanha e a Rússia continuam a dominar os tradicionais esportes olímpicos de inverno, países como Coreia do Sul, Austrália e Canadá se tornaram potências emergentes nos novos esportes e os Estados Unidos se equilibram entre as duas vertentes.Os resultados são mais paridade no quadro de medalhas, mais interesse nos Jogos Olímpicos de Inverno, e maior audiência da televisão mundial.

Jogos Olímpicos de Inverno de 2014

Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, oficialmente Jogos da XXII Olimpíada de Inverno, acontecem entre 6 a 23 de fevereiro e têm como sede principal Sóchi e como subsede o resort da Clareira Vermelha, localizados no krai de Krasnodar, na Rússia. Os Jogos Paralímpicos estão sendo geridos pelo mesmo comitê organizador (SOGOC).
Esta é a segunda vez que a Rússia sedia as Olimpíadas e a primeira vez que sediará os Jogos Olímpicos de Inverno. Anteriormente, o país sediou dos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou, enquanto ainda fazia parte da União Soviética. Sóchi é a primeira cidade subtropical a sediar os Jogos de Inverno, sendo conhecida como destino de verão por causa do seu clima moderado.
Os Jogos são realizados em dois clusters, o costeiro em Sóchi sediando os esportes de gelo e o das montanhas sediando os eventos de neve na Clareira Vermelha.
A preparação para os Jogos não envolveu apenas os locais de competição, mas também grandes obras nos sistemas de telecomunicações, potência elétrica, e transportes na área de Sóchi. Essas melhorias incluem a construção de várias arenas na costa do Mar Negro, no Vale Imeretinsky, além das infraestruturas na Clareira Vermelha, que também são novas.
Além disso, a preparação para os Jogos esteve envolvida em várias polêmicas, como o alto nível de corrupção por parte das autoridades russas, os altos níveis de poluição e os conflitos entre a comunidade LGBT e autoridades russas.
Esses são também os primeiros Jogos Olímpicos sob a presidência do alemão Thomas Bach a frente do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Parque Olímpico de Sóchi (Cluster do Litoral)

O Parque Olímpico de Sochi está localizado as margens Mar Negro, no Vale Imeretinsky, a apenas 4 km da fronteira da Rússia com a Geórgia. Os locais serão agrupados em torno de um lago artificial, onde estão localizadas a Praça das Medalhas e a Pira Olímpica, permitindo uma curta distância para todos os locais de competição. As novas instalações incluem:16
Estádio Olímpico de Fisht (40 000 espectadores) – Cerimônias de Abertura e Encerramento, premiações;17
Domo de Gelo Bolshoi (12 000 espectadores) – Hóquei no gelo;18
Shayba Arena (7 000 espectadores) – Hóquei no gelo;19
Centro de Curling Cubo de Gelo (3 000 espectadores) – Curling;20
Palácio de Patinação Iceberg (12 000 espectadores) – Patinação artística e patinação de velocidade em pista curta;21
Arena Adler (8 000 espectadores) – Patinação de velocidade.22
A Vila Olímpica principal, além do Centro Internacional de Mídia estão localizados também no Centro Olímpico de Sóchi.

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Cidade de São Paulo

São Paulo é um município brasileiro, capital do estado de São Paulo e principal centro financeiro, corporativo emercantil da América do Sul. É a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano e de todo o hemisfério sul, e a cidade brasileira mais influente no cenário global, sendo considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta, recebendo a classificação de cidade global alfa, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC). O lema da cidade, presente em seu brasão oficial, é “Non ducor, duco“, frase latina que significa “Não sou conduzido, conduzo”.

Fundada em 1554 por padres jesuítas, a cidade é mundialmente conhecida e exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos, parques e museus, como o Memorial da América Latina, o Museu da Língua Portuguesa, o Museu do Ipiranga, o MASP, o Parque Ibirapuera, o Jardim Botânico de São Paulo e a avenida Paulista, e eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de Arte, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, São Paulo Fashion Week e a São Paulo Indy 300.

O município possui o 10º maior PIB do mundo, 14 representando, isoladamente, 11,5% de todo o PIB brasileiro e 36% de toda a produção de bens e serviços do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionais estabelecidas no Brasil, além de ter sido responsável por 28% de toda a produção científica nacional em 2005. A cidade também é a sede da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa), a segunda maior bolsa de valores do mundo em valor de mercado. São Paulo também concentra muitos dos edifícios mais altos do Brasil, como os edifícios Mirante do Vale, Itália, Altino Arantes, a Torre Norte, entre outros.

São Paulo é a sexta cidade mais populosa do planeta e sua região metropolitana, com 19 223 897 habitantes, é a quarta maior aglomeração urbana do mundo. Regiões muito próximas a São Paulo são também regiões metropolitanas do estado, como Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba; outras cidades próximas compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como Sorocaba e Jundiaí. A população total dessas áreas somada à da capital – o chamado Complexo Metropolitano Expandido – ultrapassa 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado inteiro. As regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo já formam a primeira macrometrópole do hemisfério sul, unindo 65 municípios que juntos abrigam 12% da população brasileira.

Dados Gerais

  • Fundação da cidade: 25 de janeiro de 1554
  • Localização: Região Sudeste do Brasil
  • Distância da Costa:
    – Costa dos Alcatrazes – São Sebastião – 186 km
    – Guarujá – 93 km
    – Ilhabela – 204 km
    – Santos – 72 km (8)
  • Umidade Relativa do Ar: 78% – média anua
  • Clima: Tropical Temperado
  • Temperatura média anual: 19°C
  • Extensão: 1.530 quilômetros quadrados de área.
  • Altitude: Média em torno de 760 metros.
  • Latitude: 23°32.0’S
  • Longitude: 46°37.0’W
  • População – 10.886.518 habitantes.
  • Religião Predominante: Católica
  • Moeda: Real (R$)
  • Fuso Horário: GMT (-)3 horas

GUIAS+FOLHETOS+MANUAIS+MAPAS+DIVERSOS

 

Conheça um pouco São Paulo:

Sambódromo do Anhembi

O Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo, conhecido popularmente como Sambódromo do Anhembi, está localizado no Anhembi, no distrito de Santana, na Zona Norte da cidade de São Paulo, no Brasil. Nele, são realizados, todos os anos, os desfiles das escolas de samba do Carnaval de São Paulo.

Anhembi Parque

Anhembi Parque é um complexo cultural-comercial localizado na Avenida Olavo Fontoura, em Santana, na Zona Norte da cidade de São Paulo, no Brasil. É administrado pela São Paulo Turismo S/A, empresa pertencente ao município de São Paulo. Foi construído pela Companhia Brasileira Fichet & Schwartz Hautmont, sob gestão do eng. Raymond Faure. Seus 400 mil m² de área total sediam 30% dos eventos que acontecem no Brasil e 55% dos eventos da Região Sudeste do País. Seus espaços recebem mais de 1.000 eventos por ano, dos mais diversos gêneros e portes. Estima-se que circulam pelo Anhembi mais de 11 milhões de pessoas no período.

História

A atual denominação é sucessora da antiga “Anhembi Eventos e Turismo de São Paulo”, que, por sua vez, foi a sucessora da denominação “Centro de Convenções Anhembi”, criada por Caio de Alcântara Machado. Devido a problemas financeiros, o complexo foi encampado pela prefeitura de São Paulo.

Composição acionária

Empresa de capital aberto, tem, como sócia majoritária, a Prefeitura da Cidade de São Paulo, com 77% das ações. Os outros 23% estão nas mãos de particulares, cerca de 200 acionistas, entre os quais o seu fundador, Caio de Alcântara Machado.

Atuação

Atua para fazer de São Paulo um destino-referência em entretenimento e lazer, que vai muito além dos negócios, com destaque ao turismo e divulgação de diversos pontos turísticos da cidade de São Paulo.

Desenvolve diversos projetos, com o objetivo de fazer com que o turista que vem a São Paulo, principalmente a negócios, fique mais tempo na cidade para vivenciar a riqueza cultural daquela que é considerada o maior centro de referência da América Latina quando o tema é vanguarda, conhecimento, cultura, eventos ou saúde. É considerado o maior centro de eventos da América Latina.

O Anhembi abriga a sede da São Paulo Turismo S/A e o Hotel Holiday Inn, construído pela iniciativa privada e arrendado por 20 anos renováveis ou até o término do pagamento de sua construção.

Principais Estruturas

  • Pavilhão de Exposições
  • Auditório Elis Regina
  • Palácio das Convenções
  • Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo
  • Arena Anhembi
  • Nova Arena Anhembi

O Pavilhão de Exposições foi aumentado em 5 mil metros quadrados em 2010, e passou a ter 76 mil metros quadrados de área útil, onde acontece grande parte das mais importantes feiras realizadas no Brasil. No Palácio das Convenções, estão disponíveis 5 halls, 4 salas e 3 auditórios de diversos tamanhos, ideais para feiras de menor porte, congressos e reuniões. Inaugurado em 1985, o Auditório Elis Regina foi totalmente reformado em 2002 e tornou-se um dos melhores espaços da cidade para receber eventos como convenções, congressos e formaturas. O Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo, com 93 mil metros de área para eventos ao ar livre, abriga o Carnaval de São Paulo desde sua inauguração (1993).

No ano de 2004, foi criada, sob o patrocínio da marca de cerveja Skol, a Arena Skol Anhembi, um espaço para megaeventos que acomoda até 35 mil pessoas. O nome atual é Arena Anhembi. Em 2012 foi inaugurada a Nova Arena que acomoda até 24.000 pessoas. Na Arena Anhembi foram realizados diversos shows internacionais, como: Carlos Santana, Oasis, Elton John, Aerosmith, Ne-yo, RBD, Amy Winehouse, Green Day, Britney Spears, Rihanna, Demi Lovato, Big Time Rush,Miley Cyrus, Red Hot Chilli Peppers, Maroon e Keane. Entre as apresentações nacionais: Jorge Ben Jor, Maria Rita, Nando Reis, Zeca Baleiro, Roberto Carlos, Rita Lee, Fábio Júnior, Paula Fernandez, Seu Jorge, Zélia Duncan, Lulu Santos, Jota Quest, O Rappa, Restart, Paralams do Sucesso, NX Zero, Charlie Brown Jr, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Thiaguinho, Luan Santana, entre outros. No dia 14 de março de 2010, o centro de eventos recebeu uma prova de corrida válida pelo campeonato IZOD Indy Car Series, ou Fórmula Indy. O vencedor foi o australiano Will Power, da Penske. Will Power venceu novamente as edições 2011 e 2012 da etapa São Paulo da Fórmula Indy, também realizadas no Anhembi.

O site Museu de Eventos do Anhembi registra a história do Anhembi Parque.

Carnaval de São Paulo

 

História

Depois do embarque do Mililique e do entrudo em terras brasileiras, a festa, que viria a se tornar o Carnaval, desenvolveu-se de forma diferente nos diversos lugares em que floresceu: na Bahia, de forma ligada aos fortes ritmos africanos; no Rio de Janeiro, já desde muito cedo organizado em sociedades, o embrião das futuras Escolas de Samba; em São Paulo, objeto do verbete, sob forte influência das populações que migravam do campo para a cidade, já no contexto da crise da economia cafeeira. Foi a população resultante do êxodo rural causado pela crise do café que desencadeou o início do Carnaval paulistano.

As comemorações carnavalescas e o próprio samba diferiam pouco do Rio de Janeiro para São Paulo, exceto por uma nítida diferença de andamento, ou seja, a grosso modo, de velocidade, de tempo da música. O sambista paulista, acostumado à árdua lida nas lavouras de café e migrando para a cidade para o trabalho operário, fazia o que Plínio Marcos denominou de “samba de trabalho, durão, puxado para o batuque”, contrastando com o lirismo e a cadência do samba carioca. Além disso, o samba paulistano era decisivamente influenciado por outros ritmos fortemente percurssivos, como o jongo-macumba, também conhecido por Caxambú. Data dessa época o início da relação entre o Carnaval e o direito: a repressão policial sofrida pelos sambistas, feita de forma dura e sem critério. Os sambistas, não só no Carnaval, mas durante todo o ano, eram vistos como vagabundos, marginais que eram duramente perseguidos pelas autoridades.

Na periferia marginalizada de uma São Paulo em construção, o som retumbante dos batuques anunciava uma cultura imigrante que mais tarde influenciaria a cultura brasileira de forma definitiva. Os negros, últimas gerações de escravos do final do século XIX, resgatavam sua identidade perdida nos navios negreiros com o som dos seus instrumentos peculiares em um samba rural e popular, improvisado em meio às lavouras cafeeiras. Não eram poetas ou compositores, mas cantavam sua vida em ritmo dançante e contagiante.

A história do samba em São Paulo é feita de alguns grandes nomes. Um deles e talvez o primeiro é Dionísio Barbosa, negro da primeira geração de escravos livres que veio para a capital em busca de oportunidades como liberto. Aqui, foi para a Barra Funda, reduto negro da cidade.

Nascido em 1891, Dionísio uniu a expressão do interior paulista com a influência do samba do Rio de Janeiro, onde conheceu a Festa da Penha e todas as tradições carnavalescas cariocas. Em 1914, reuniu sua família e foi para as ruas festejar, cantar e tocar o samba que iniciou a tradição dos cordões. Já havia na cidade eventos carnavalescos, mas eram manifestações da classe rica e branca, onde investiam todo seu apoio no desfile de Carros Alegóricos, e nas competições de Clubes. O Cordão Barra Funda era o primeiro movimento cultural organizado dos negros, o primeiro cordão da cidade, algo pequeno, composto por 15 a 20 pessoas. Este movimento foi o embrião do hoje A.C.S.E.S.M. CAMISA VERDE E BRANCO, ressurgida como escola de samba, graças a união dos sambistas do Grupo Barra Funda com os do Camisas Verdes, em 4 de setembro de 1953. (fonte Jornal USP ano XXII no.790)

A tradição carnavalesca paulistana, além do chamado “Carnaval de Rua”, consistente em bailes e brincadeiras populares pelas ruas da cidade, era centralizada na figura dos cordões, entre os quais destacavam-se justamente os Geraldinos, Mocidade do Lavapés, Ruggerone e Campos Elyseos, os maiores da cidade até então. A festa nas ruas e os desfiles de cordões ocorriam paralelamente e em harmonia, compondo o quadro cultural paulistano. Data de 1885 a primeira intervenção da Prefeitura Municipal de São Paulo no Carnaval, promovendo o primeiro desfile carnavalesco dos cordões existentes à época. Os cordões por longo tempo definiram a musicalidade da população operária paulistana, e neles é que se desenvolvia o samba paulistano.

Na década de 1930, começaram a surgir as primeiras Escolas de Samba, oriundas da Marcha-Rancho de Santana do Parnaíba, e dos desfiles das Grandes Sociedades na Avenida Paulista, e graças a influencia da Rádio Nacional que começara a transmitir os desfiles carnavalescos do Rio, nasce a E.S. Primeira de São Paulo . Os desfiles ainda eram organizados de forma mais artesanal, e como não havia ainda uma diferenciação em São Paulo, Cordões, Blocos e Escola de Samba desfilavam competindo pelo mesmo certame, o primeiro desfile de uma escola que se tem notícia foi em 1931 na Praça Patriarca no centro de São Paulo. Os desfiles já tinham caráter oficial desde 1935, eram financiados pela prefeitura de São Paulo, que oferecia local, arquibancadas, infraestrutura além de apoiar e oficializar campeonatos através da C.C.R.P, ou das Federações que ao longo dos anos comandavam as instituições carnavalescas daqui… logo então podemos dizer que o carnaval de São Paulo já era oficial desde então.

Porem graças a lacunas mal preenchidas, erros de administração, documentações perdidas infelizmente a oficialialização é feita pelo Prefeito José Vicente Faria Lima (carioca, nascido em Vila Isabel e apreciador de samba) em 1968, da Lei nº 7.100/67, destinada a regular a promoção do Carnaval pela Prefeitura Municipal de São Paulo, e regulamentada pelo Decreto nº 7.663/68. Essa lei, juntamente com a criação da Secretaria de Turismo e Fomento e as atividades por esta promovidas, encontrava-se num contexto de ampliação da atuação cultural da Municipalidade. Ainda como consequência desta política, foi idealizada no ano de 1968 e criada no ano de 1970 a Anhembi Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo S/A, (hoje chamada de SPTuris) sociedade de economia mista de capital aberto, que atualmente tem 77% de suas ações em propriedade da Prefeitura Municipal de São Paulo. A Anhembi teria, no futuro, papel de destaque nas transformações pelas quais passou o carnaval paulistano.

A edição da lei acima referida iniciou o fenômeno denominado “oficialização do Carnaval”. Embora aparentemente extremamente bem intencionada, a atuação da Prefeitura revelou-se desastrosa do ponto de vista cultural. Isso porque, embora o parágrafo único do artigo 1° da lei estipulasse vários investimentos públicos em infraestrutura para acomodar festejos em vários pontos da cidade, além de instituir verbas e premiações, na prática os recursos foram destinados unicamente a organizar o desfile das Escolas de Samba, decretando, pela falta de incentivo e recursos, o fim dos cordões e da ligação do Carnaval paulistano com suas raízes culturais.

Em 1977 o desfile foi transferido para a Avenida Tiradentes, onde eram construídas arquibancadas que comportavam (ainda que com pouca infraestrutura) trinta mil pessoas.

Em 1986, a organização das Escolas de Samba passou a ser feita nos moldes atuais, com a fundação da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo – LigaSP, que de certa forma, substituiu aUESP sem extingui-la, uma vez que a representação das agremiações tornou-se bipartite: as Escolas do Grupo Especial e do Grupo de Acesso (respectivamente a primeira e a segunda divisão) eram representadas pela LigaSP acima aludida; e as Escolas dos grupos inferiores, bem como os blocos pela UESP, que deixou de representar todas as Escolas como fazia desde a sua fundação. Em 1990, a Prefeita Luiza Erundina sancionou a Lei nº 10.831, que, de acordo com sua emenda “socializa o Carnaval da Cidade de São Paulo, revoga a Lei n° 7.100/67, e dá outras providências”. Esta lei acomete à Prefeitura, por meio do artigo 3°C/c artigo 2°, II, a responsabilidade de organizar o Carnaval, por meio da Anhembi S/A. A lei também reconhece e institucionaliza a representação das Escolas de Samba por meio de entidades associativas, que, desde 1986, funcionava da maneira acima descrita.

A lei n° 10.831/90 desencadeou a última mudança de endereço dos desfiles de Carnaval, que se deu em 1991, quando passaram a ser realizados no Polo Cultural Grande Otelo, uma grande passarela de mais de quinhentos metros construída na Avenida Olavo Fontoura, e popularmente conhecido por Sambódromo do Anhembi. Este local, de propriedade da Anhembi S/A, sedia os desfiles desde então, e nele ainda são realizados diversos eventos das mais variadas naturezas.

Temos, dessa forma, que a atuação administrativa da Prefeitura Municipal de São Paulo, por meio de leis e decretos, e de seu órgão de administração indireta, interagindo com fatores históricos, sociológicos e antropológicos, determinou a forma atual do Carnaval paulistano, inclusive determinando o abandono de suas raízes culturais e musicais.

A partir de 2006 passou a vigorar dois títulos no Carnaval paulistano. O primeiro e mais importante título é o do Grupo Especial das Escolas de Samba, o outro título, passou a ser disputado apenas pelas escolas ligadas a torcidas organizadas de clubes de futebol, casos da Mancha Verde (ligada ao Palmeiras) e Gaviões da Fiel (ligada ao Corinthians), nascia assim o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas. A intenção em 2006 era realizar apenas esse Grupo de Escolas Desportivas quando houvesse duas ou mais agremiações ligadas a clubes disputando o Grupo Especial do Carnaval, mas em 2007, mesmo com a presença apenas da Mancha Verde no Grupo Especial, o título foi mantido, dando o bicampeonato a torcida do Palmeiras, que levara o primeiro título desse novo grupo em 2006. Em 2008 o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas deixou de existir, fazendo com que Gaviões da Fiel e Mancha Verde voltassem a disputar com as outras escolas o título do Grupo Especial no carnaval de 2008.

E depois de vários anos, sem sair do papel o Carnaval de São Paulo ganhará com previsão de término em 2016, a Fábricas de Sonhos nos mesmos moldes da Cidade do Samba, no carnaval carioca. que reunirá os barracões das principais escolas de samba do carnaval.

O carnaval é muito importante, para todos os brasileiros e até para os turistas de outros países, o carnaval é a imaginação, sonho, amor e muita alegria para todos.

Vídeo que apresenta a história do carnaval no Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Bahia.

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Caio de Alcântara Machado

Caio de Alcântara Machado (São Paulo, 30 de abril de 1926 — 20 de agosto de 2003) foi um publicitário brasileiro e criador das feiras industriais de negócios.

Formado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, ajudava o seu pai nas Lojas Assunção, que vendia rádios e vitrolas. Fazia o programa Parada de Sucessos na rádio Excelsior (CBN). Quando se desligou dos negócios da família em 1956, fundou a primeira agência de publicidade, de capital totalmente brasileiro; a Alcântara Machado Publicidade, atual AlmapBBDO. Em viagem a Nova York, Caio ouviu falar, pela primeira vez, em feira industrial. Por sugestão de seu amigo Charles Snitow, empresário norte-americano, resolve levá-las para o Brasil.

Em 1958, é inaugurada pelo Presidente da República Juscelino Kubitschek, a I Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit), no Pavilhão Internacional, do parque do Ibirapuera, em São Paulo.

A partir de 1960 a Fenit fez grande sucesso, com o seu nome associado à Rhodia – (divisão têxtil), trazendo os fios sintéticos e seus tecidos, sendo apresentados com desfiles de modas e shows de música, onde foi revelada a modelo e atriz Mila Moreira. Vieram outras feiras industriais de negócios como as feiras da Mecânica, de Utilidades Domésticas – UD -, o Salão Anhembi e o Salão da Criança.

Foi um dos sócios de Octavio Frias no semanário Folha de S.Paulo até 1961. Em 1968 é empossado presidente do Instituto Brasileiro do Café – (IBC). Machado acreditava que o café brasileiro voltaria a ser uma grande cultura no Brasil.

O Pavilhão Internacional começou a ficar pequeno para as feiras. Foi escolhido um terreno às margens do rio Tietê, que teria no futuro estações do metrô e rodoviária próximas, aeroportos de Cumbica e Congonhas próximos também. Foi feito um projeto contendo dois pavilhões de exposições, Palácio das Convenções, hotel da marca Holiday Inn (para atender ao turismo de negócios). As obras foram paradas em 1972. Só ficando o Palácio das Convenções pronto. Este complexo de construções se chamaria Centro Interamericano de Feiras e Salões, mais conhecido como Parque Anhembi, hoje. No mesmo ano, aconteceu a feira Brasil Export, voltada para o comércio exterior.

A agência de publicidade não foi vendida em 1997 a Alcantara Machado feiras de negócios Ltda como previsto, mas para um grupo interno de diretores tendo como maior acionista Jose Rafael Guagliardi. Caio foi homenageado pela escola de samba Sociedade Rosas de Ouro, com o samba-enredo Quem plantou o palco, hoje é o espetáculo, no carnaval de 2001.

Caio enfrentou muitas dificuldades até atingir seus objetivos. Seus trabalhos, sempre reconhecidos, foram premiados diversas vezes, incluindo o prêmio Homem de Marketing do Ano, que arrematou seis vezes, e a Legião de Honra da França.

As feiras industriais de negócios tiveram grande influência na internacionalização da economia, com o fortalecimento e a modernização da indústria brasileira.

“Vai dar jacaré” era uma frase muito usada por Caio e a lembrança do animal passou a ser associada naturalmente a sua pessoa pelos profissionais do setor. Através dos tempos, dezenas, centenas de quadros e alegorias de jacarés foram se espalhando por seu escritório, presenteadas por seus amigos e admiradores.

Depoimento de Caio de Alcantara Machado, sobre o Prêmio Caio, concedido ao jornalista Cacá Góes, do programa Feiras & Negócios.