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São Paulo Fashion Week

O evento começou a ser realizado no ano de 1996, com o nome de Morumbi Fashion Brasil na Bienal de São Paulo do Parque do Ibirapuera em São Paulo organizado pelo Grupo Luminosidade do empresário e promoter de eventos Paulo Borges. O Morumbi Fashion modificou completamente o mundo da moda brasileiro. Foi nesse período que marcas internacionais como Chanel, Versace, Gucci começaram a chegar ao Brasil. Isso trouxe uma mudança significativa para a indústria têxtil do país. Acirrados pela abertura das importações do Governo Collor os empresários brasileiros foram obrigados a investir em tecnologia de ponta, máquinario e mão-de-obra especializada, para concorrer com o mercado estrangeiro que crescia no Brasil. O evento ganhou o nome de São Paulo Fashion Week em sua décima edição em janeiro de 2001.

No início, eram realizados quatro desfiles por dia com público de 300 pessoas. Foi nesse período que começaram surgir as supermodelos brasileiras como Gisele Bündchen, Isabeli Fontana, Ana Claudia Michels, Alessandra Ambrósio dentre outras hoje todas com carreira e fama internacional que trouxeram maior renome e prestígio ao evento. Nessa época muitas marcas brasileiras como Colcci, Osklen, Cavalera, TNG, Triton, Virzi, Zapping, Animale começaram a ter fama internacionalmente e se tornaram grandes multimarcas. Muitos estilistas também despontaram nessa época, como Ricardo Almeida, Reinaldo Lourenço, Alexandre Herchcovitch, Glória Coelho, Victor Dzenk, Ronaldo Fraga, Amir Slama, Tufi Duek, Maria Fernanda Lucena, Neil Barret, Patrícia Vieira, Raia de Goeye, Lorenzo Merlino, Márcia Ganem. Dentre esses destacaram-se os estilistas Carlos Miele, Francisco Costa, diretor criativo da Calvin Klein Collection hoje estilistas de renome internacional.

Durante este tempo, estilistas, produtores, modelos, patrocinadores, tecelagens, jornalistas, agências, indústrias e técnicos se profissionalizaram e ganharam espaço na área. Hoje, o foco da semana não é apenas divulgar o trabalho dos criadores, mas, principalmente, organizar a produção de moda no Brasil, internacionalizar os desfiles e fomentar novos negócios. Em 2008 a empresa holding InBrands se tornou sócia do Grupo Luminosidade e ambos passaram a promover juntamente o evento. A parceira trouxe maior crescimento ao evento atraíndo um número maior de investidores e patrocinadores e movimentando ainda mais o mercado fashion brasileiro.

Hoje o evento acontece duas vezes por ano, com duração de seis dias cada uma, em março, apresentando a coleção de primavera-verão e outra em outubro, apresentando a coleção de outono-inverno. No decorrer dos anos, os investimentos no evento cresceram de 600 mil reais em sua primeira edição, para mais de cinco milhões de reais por edição. E tambem houve um aumentou significativo do numero de estilistas que participam do evento de 21 para 34 participantes e o público também cresceu, atualmente mais de 1 milhão pessoas visitam o evento contra cem mil em 1996.

Por isso, hoje a SPFW e o evento de moda mais importante da América Latina e aparece como a quinta maior semana de moda do mundo, ao lado de Paris, Milão, Nova Iorque e Londres. A semana de moda ja foi destaque nas mais importantes publições de moda do mundo e atualmente mais de duzentos veículos de imprensa internacional como as revistas Vogue, Elle, Vanity Fair, Harper’s Bazaar, Cosmopolitan fazem a cobertura do evento. O mesmo acontece com a cobertura jornalística nacional, são dois mil profissionais credenciados, contra os 250 dos primórdios.

A fashion week também foi responsável por criar diversos outros eventos paralelos voltados para as redes de fast-fashion e grandes produtores textéis que servem de suporte para levar as coleções apresentadas na semana de moda para as grandes lojas gerando um público mais abrangente. Algumas das modelos mais famosas do mundo como Naomi Campbell, Candice Swanepoel, Karolina Kurkova ja desfilaram no evento.

Algumas new faces tiveram a projeção de suas carreiras através do evento. É o caso de Rhaisa Batista, Emanuela de Paula, Aline Weber, Martha Streck entre tantas outras hoje famosas internacionalmente. Alguns modelos não alcançaram fama gigantesca após o evento, mas são considerados modelos de sucesso por muitos fotógrafos e estilistas, como por exemplo: Aleccia Moraez, Rafa Coleone, Luccas Molleto e Karina Colcci. Além de estruturar toda industria textil do país o evento já foi marcado pelo apoio a diversas campanhas pela fome, pela prevenção do Câncer e da Aids, reciclagem do lixo, educação entre outras causas sociais. A cada edição o evento conta com exposições de arte, fotografia e moda de renomados artistas brasileiros e internacionais.

SPFW Inverno 2009

Paulo Borges entrou no universo da moda sem nenhuma relação anterior com isso, começou ajudando um amigo a produzir desfiles e assim, descobriu o que realmente gostava de fazer. “Eu não sou estilista, não sou formado em moda e nunca fiz nada relacionado a isso. Quando era moleque passava o dia na igreja assistindo casamentos, de certa forma, aquilo é um tipo de desfile, acho que é a coisa mais próxima que eu tinha da moda.”, diz.

Mesmo sem tanta experiência no ramo, Paulo Borges decidiu seguir em frente porque era algo no que realmente acreditava. Hoje, ele é um dos maiores nomes da moda no Brasil e fez da SPFW uma referência para as semanas de moda que existem no mundo todo.

Inspire-se com a história de Paulo Borges e saiba como ele transformou a indústria da moda e colocou o Brasil no radar mundial do setor.

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Chrysler PT Cruiser

Um carro que irradia exclusividade em cada um de seus elementos, o Chrysler PT Cruiser vem inovando conceitos de espaço e tecnologia, o carro tem diversos itens a serem destacados, como o seu confortável sistema de regulagem em seis direções para o assento do motorista, bancos traseiros rebatíveis e outros acessórios que valorizam ainda mais o modelo interna e externamente.

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Chrysler 300 C

O Chrysler 300 é um sedan de porte grande da Chrysler projetado por Ralph Gilles como um sedan de automóvel de alta performance. Foi apresentado em Nova Iorque em 2003 como um carro conceito e começou a ser comercializado no final de 2004.

O 300 é comercializado nos Estados Unidos e na Austrália, sendo que neste último país é o primeiro grande porte desde o Chrysler Valiant, descontinuado em 1981.

Primeira geração (2005-2010)

O Chrysler 300 foi fabricado com base do Chrysler LX, que por sua vez era derivado do Mercedes-Benz W211 (2003-2009). Dentre os componentes derivados estão a suspensão traseira, os bancos dianteiros, a coluna de direção e a transmissão automática de 5 velocidades. A suspensão dianteira foi adaptada do Mercedes-Benz W220.

Chrysler 300 Heritage Edition 2009

TP EVENTOS AGORA COM VEÍCULOS EXECUTIVOS DE LUXO

Chrysler 300C
Ano: 2009
Cor: Preto
Fabricante: Chrysler
Potência: V6 24 válvulas – 3.5 litros
Motor: Hemi V8 5.7
Velocidade máxima: 274 km/h
Ar condicionado central
DVD
Boston Acoustics com 322 watts
Rodas 22 polegadas
Faróis de xenônio
Sensor de temperatura na cabine
Locação com Motorista
Perfeito estado de conservação
Foto 1 | Foto 2

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Volkswagen New Beetle

O Volkswagen New Beetle é a reedição do muito consagrado do antigo Volkswagen Fusca/Carocha (Old Beetle, Bug, Coccinelle, Vocho, Escarabajo, Käfer, Kever, Fusca).

O New Beetle nasceu como um estudo de design, que recebeu o nome-código Concept 1, sob as formas do antigo Fusca, mirando uma reedição do popular Volkswagen, já que a imagem da fábrica ainda estava bastante vinculada ao Fusca. O projeto do novo carro ficou a cargo dos estúdios californianos da Volkswagen.

Em 1998, após a reformulação do Volkswagen Golf europeu, que, à época, chegou a sua 4a. geração, a Volkswagen se utilizou da plataforma e mecânica deste para originar o novo Fusca/Beetle.

E assim aconteceu, em 1998, o mundo conheceu o New Beetle, com formas idênticas ao antigo modelo, porém, com mecânica, suspensão e plataforma do Volkswagen Golf de 4a geração. Dessa forma, o antigo motor traseiro refrigerado a ar, de cilindros contrapostos (boxer) e em posição longitudinal do Fusca foi deixado de lado em favor de um propulsor dianteiro refrigerado a água, de configuração em linha e em posição transversal.

O carisma do carro original se manteve, o que confere um apelo emocional de venda, porém, o preço alto evita que o novo VW venda de forma tão avassaladora quanto o seu antecessor, pois o New Beetle nem de longe é um carro popular, já que conta com refinamentos como banco de couro, direção hidráulica, câmbio automático, ar-condicionado, air-bags e reforços estruturais que absorvem e distribuem a energia de um impacto em caso de acidentes.

O New Beetle é fabricado na planta da Volkswagen de Puebla, no México, onde durante 5 anos conviveu com o modelo tradicional, que era montado na linha artesanal ao lado da linha robotizada onde agora o Beetle é hoje produzido, até que o velho Vocho, nome do Fusca no México, deixou de ser produzido, em 30 de julho de 2003, quando o New Beetle se tornou o sucessor legítimo (ao menos na aparência e lembranças) da lenda do Carro do Povo.

Versão Cabriolet

Existiu ainda uma versão Cabriolet (conversível) do New Beetle, com capota de lona, reeditando também as linhas do clássico Fusca Cabriolet produzido em conjunto pela Karmann e Volkswagen até 1979. Como predicados, essa versão traz um discreto friso cromado nas laterais e, quando arriada, a capota fica deitada de forma elegante sobre a traseira do carro, pois não é camuflada pelo porta-malas.

Em 2006, o New Beetle recebeu uma leve reestilização, a primeira em 8 anos, e permanece sendo exportado para a América do Norte, América Latina e Europa.

A gama de motores do New Beetle compreendiu um 1,4l, 1,6l, 1,8l, 1,9lTDI a diesel turboalimentado, 2,0l e 2,5. Todas as versões tem a opção de câmbio automático com tiptronic. A versão exportada para o Brasil foi a com propulsor 2,0l, com opções de câmbio mecânico e automático, em versão comum, de teto rígido, e Cabriolet. Para 2010, a Volks preparou uma versão de despedida para o New Beetle, a versão Final Edition, que será exatamente igual ao Volkswagen Sedán Última Edición, versão final do Fusca no México. A segunda geração, agora chamada Volkswagen Beetle está pronta em 2011 (para o hatch) e 2012 (para o cabriolet). O novo Volkswagen Beetle vai começar as suas vendas para o Brasil até o fim de 2012 ou nos primeros meses de 2013, e vai estacionar automaticamente.

Curiosidades

O New Beetle mantém, além do design, algumas características do Vw Sedan, como duas alças na coluna central entre os bancos dianteiros e traseiros, uma alça no painel em frente ao banco ao lado do motorista, e um irreverente vaso para flores ao lado do volante, como nos primeiros Fuscas produzidos na Alemanha até a década de 1950.
Por muito pouco o New Beetle não seria produzido. Após a apresentação do Concept 1 em 1994, a Volkswagen divulgou informação de que não tinha intenção de produzir o carro. Pouco tempo depois, dadas as pressões do público, a fábrica alemã voltou atrás e pôs o modelo em produção.
A modernização que atingiu o New Beetle também acabou com outra característica do Vw Sedan, o chassis separado da carroceria. O New Beetle usa estrutura monobloco, onde chassis e carroceria são uma única peça.
Além de repartir a plataforma (esquema de fixação de motor e suspensão) com o Volkswagen Golf de 4a geração, hoje descontinuado na Europa, o New Beetle também repartia a plataforma com o Audi A3 de 1a geração, hoje também já descontinuado na Europa em favor da sua segunda geração.
Em razão do motor dianteiro e transversal, o New Beetle também abandonou a conhecida tração traseira do Vw Sedan.
No dia 22 de novembro de 2010, a apresentadora estadunidense Oprah Winfrey, durante uma edição especial de Natal do seu programa no qual dá presentes a toda a plateia, resolveu, em parceria com a VW, dar para cada pessoa da plateia um exemplar da segunda geração do New Beetle, meses antes de seu lançamento oficial, previsto para Maio de 2011; mas a apresentadora chegou a mostrar uma silhueta de como vai ser o modelo, exibindo a sombra de um protótipo vindo da Alemanha. Em vista disso, os ganhadores só receberão o carro na data apresentada.

 

TP EVENTOS AGORA COM VEÍCULOS EXECUTIVOS DE LUXO

New Beetle
Ano: 2009
Cor: Amarelo
Fabricante: Volkswagen
Potência: 116 cv a 5200 rpm
Motor: 2.0
Velocidade máxima: 180 km/h
Ar condicionado
Rodas 15 polegadas
Faróis de xenônio
Sensor de temperatura na cabine
Locação com Motorista
Perfeito estado de conservação
Foto 1 | Foto 2

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Páscoa | Evento Religioso Cristão

Origem do nome páscoa

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pesa, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.

A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.

No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua , os franceses de Pâques, e também em outras línguas que provavelmente não saiu do hebraico: latim Pascha, azerbaijano Pasxa, basco Pazko, catalão é Pasqua, crioulo haitiano Pak, dinamarquês Påske, Pasko em esperanto, galês Pasg, Pasen em holandês, indonésio Paskah, Páskar em islandês, Paskah em malaio, em norueguês påske, Paști em romeno, Pasaka em suaíle, påsk em sueco e Paskalya em turco.

Os termos “Easter” (Ishtar) e “Ostern” (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês do século VII. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas a fertilidade, das quais provavelmente o mito de “Ostern”, e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.

Páscoa Cristã

Celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição.

Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida.

A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia da qual participou Jesus Cristo (segundo o Evangelho de Lucas 22:16) teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.

Páscoa Judaica

Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo), Deus mandou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap 12), disse Moisés que todos os primogênitos seriam exterminados (com a passagem do anjo por sobre suas casas), mas aqueles (Israelitas ou Egípcios) que seguissem suas instruções seriam poupados. Para isso, deveria sacrificar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro sobre as ombreiras das portas de suas casas e não deveriam sair de suas casas, assim, o anjo passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.

A Bíblia judaica institui a celebração do Pessach em Êxodo: Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua.

Tradições pagãs na Páscoa

Na Páscoa, é comum a prática de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas; em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substituídos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia e portanto, este é uma alusão a antigos rituais pagãos. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação associados a deusa nórdica Gefjun.

A lebre (e não o coelho) era o símbolo de Gefjun. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é comercialmente mais interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima.

A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. Seus cultos pagãos foram absorvidos e misturados pelas comemorações judaico-cristãs, dando início a Páscoa comemorado na maior parte do mundo contemporâneo.

Jesus de Nazaré | ישוע/ יֵשׁוּעַ

Jesus (em hebraico: ישוע/ יֵשׁוּעַ; transl.: Yeshua; em grego: Ἰησοῦς, Iesous), também chamado Jesus de Nazaré, que nasceu entre 7–2 a.C e morreu por volta de 30–33 d.C. é a figura central do cristianismo e aquele que os ensinamentos de maior parte das denominações cristãs além dos judeus messiânicos consideram ser o Filho de Deus. Ainda segundo o cristianismo e o judaísmo messiânico, Jesus seria o Messias aguardado no Antigo Testamento e refere-se a ele como Jesus Cristo (Yeshua Ha’Maschiach), um nome também usado fora do contexto cristão.

Praticamente todos os académicos contemporâneos concordam que Jesus existiu realmente, embora não haja consenso sobre a confiabilidade histórica dos evangelhos e de quão perto o Jesus bíblico está do Jesus histórico. A maior parte dos académicos concorda que Jesus foi um pregador judeu da Galileia, foi batizado por João Batista e crucificado por ordem do governador romano Pôncio Pilatos. Os académicos construíram vários perfis do Jesus histórico, que geralmente o retratam em um ou mais dos seguintes papéis: o líder de um movimento apocalíptico, o Messias, um curandeiro carismático, um sábio e filósofo, ou um reformista igualitário. A investigação tem vindo a comparar os testemunhos do Novo Testamento com os registos históricos fora do contexto cristão de modo a determinar a cronologia da vida de Jesus.

Os cristãos acreditam que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu de uma virgem, praticou milagres, fundou a Igreja, morreu crucificado como forma de expiação, ressuscitou dos mortos e ascendeu ao Paraíso, do qual regressará. A grande maioria dos cristãos venera Jesus enquanto a encarnação de Deus, o Filho, a segunda de três pessoas na Santíssima Trindade. Alguns grupos cristãos rejeitam a Trindade, no todo ou em parte.

No contexto islâmico, Jesus (transliterado como Isa) é considerado um dos mais importantes profetas de Deus e o Messias. Para os muçulmanos, Jesus foi aquele que trouxe as escrituras e é filho de uma virgem, mas não é divino, nem foi vítima de crucificação. O judaísmo rejeita a crença de que Jesus seja o Messias aguardado, argumentando que não corresponde às profecias messiânicas do Tanach.

Etimologia

Um judeu contemporâneo de Jesus possuía um único nome, por vezes complementado com o nome do pai ou cidade de origem. Ao longo do Novo Testamento, Jesus é denominado “Jesus de Nazaré” (Mateus 26:71), “Filho de José” (Lucas 4:22) ou “Jesus, filho de José de Nazaré” (João 1:45). No entanto, em Marcos 6:3, em vez de ser chamado “filho de José”, é referido como “o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão”. O nome “Jesus”, comum em várias línguas modernas, deriva do latim “Iesus”, uma transliteração do grego Ἰησοῦς (Iesous). A forma grega é uma tradução do aramaico ישוע‎ (Yeshua), o qual deriva do hebraico יהושע‎ (Yehoshua). Aparentemente, o nome Yeshua foi usado na Judeia na época do nascimento de Jesus. Os textos do historiador Flávio Josefo, escritos durante o século I em grego helenístico, a mesma língua do Novo Testamento, referem pelo menos vinte pessoas diferentes com o nome Jesus (i.e. Ἰησοῦς) A etimologia do nome de Jesus no contexto do Novo Testamento é geralmente indicada como “Javé é a salvação”.

Desde os primórdios do cristianismo que os cristãos se referem a Jesus como “Jesus Cristo”. A palavra Cristo tem origem no grego Χριστός (Christos), a qual é uma tradução do hebraico מָשִׁיחַ (Masiah), e que significa “o unigido” e é geralmente traduzida como Messias. Jesus é denominado pelos cristãos de “Cristo”, uma vez que acreditam que ele é o Messias esperado profetizado na Bíblia Hebraica. Embora originalmente se tratasse de um título, ao longo dos séculos o termo “Cristo” foi sendo associado a um apelido – parte de “Jesus Cristo”. O termo “cristão”, que significa “aquele que professa a religião de Cristo, tem sido usado desde o século I.

Relíquias associadas a Jesus

A destruição total que se seguiu ao cerco de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C. fez com que os artigos sobreviventes da Judeia do primeiro século se tornassem extremamente raros e com que praticamente não existam registos da história do judaísmo na última parte do século I e ao longo de todo o século II. Margaret M. Mitchell afirma que embora Eusébio de Cesareia relate que os primeiros cristãos tenham deixado Jerusalém para se instalar em Pela pouco antes da sua destruição, deve-se aceitar que não tenham chegado até nós artigos cristãos em primeira mão sobreviventes do período inicial da Igreja de Jerusalém. No entanto, ao longo da história do cristianismo são várias as alegações de relíquias atribuídas a Jesus, às quais estão sempre associadas dúvidas e controvérsias. No século XVI o teólogo Erasmo de Roterdão escreveu de forma satírica acerca da proliferação de relíquias e dos edifícios que poderiam ser construídos com a quantidade de madeira que se alegava ter pertencido à cruz usada durante a Crucificação. De igual modo, enquanto os teólogos debatem se Jesus foi crucificado com três ou quatro pregos, por toda a Europa continuam a ser veneradas as relíquias de pelo menos trinta pregos da cruz. Algumas relíquias, como os alegados vestígios da coroa de espinhos, são visitados apenas por um reduzido número de peregrinos, enquanto outras, como o Sudário de Turim (o qual está associado com a devoção católica aprovada da Santa Face de Jesus) são veneradas por milhões de pessoas, entre as quais os papas João Paulo II e Bento XVI. Não existe consenso académico sobre a autenticidade de qualquer relíquia atribuída a Jesus.

Causa da morte: Crucificação de Jesus

A Paixão de Cristo – Filme Completo

A PAIXÃO DE CRISTO é um filme sobre as últimas doze horas da vida de Jesus de Nazaré, antes da sua morte. O trama do filme começa no Jardim das Oliveiras (Getsêmani) onde Jesus vai orar após a Última Ceia. Traído por Judas Iscariotes, Jesus é preso e levado de volta para dentro dos muros da cidade de Jerusalém onde os líderes dos Fariseus o confrontam com falsas acusações de blasfêmia. Jesus é trazido diante de Pilatos, o Governador Romano da Palestina, que ouve as acusações feitas contra ele, pelos fariseus. Percebendo que enfrenta um conflito político e religioso, Pilatos transfere a responsabilidade da decisão para o Rei Herodes. Herodes devolve Jesus a Pilatos, que propõe que a multidão escolha entre Jesus e o criminoso Barrabás. A multidão escolhe pela liberdade de Barrabás e condenam Jesus a morte – e morte de cruz. O filme mostra como Jesus foi entregue aos soldados romanos, e cruelmente flagelado. Também mostra o sacrifício de Jesus de levar a cruz até o alto do Gólgota. Ali, Jesus é crucificado – mas antes de morrer Ele diz: “está consumado”, e entrega o seu espírito a Deus. O filme termina com a sua ressurreição dentre os mortos.

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Crucificação de Jesus

A crucificação de Jesus foi um evento que ocorreu no século I d.C. Jesus, que os cristãos acreditam ser o Filho de Deus e também o Messias, foi preso, julgado pelo Sinédrio e condenado por Pôncio Pilatos a ser flagelado e finalmente executado na cruz. Coletivamente chamados de Paixão, o sofrimento e morte de Jesus representam aspectos centrais da teologia cristã, incluindo as doutrinas da salvação e da expiação.

A crucificação de Jesus está descrita nos quatro evangelhos canônicos, foi atestada por outras fontes antigas e está firmemente estabelecida como um evento histórico confirmado por fontes não-cristãs1. Os cristãos acreditam que o sofrimento de Jesus foi previsto na Bíblia hebraica, como no salmo 22 e nos cânticos de Isaías sobre o servo sofredor. De acordo com uma harmonia evangélica, Jesus foi preso no Getsêmani após a Última Ceia com os doze apóstolos e foi julgado pelo Sinédrio, por Pilatos e por Herodes Antipas antes de ser entregue para execução. Após ter sido chicoteado, Jesus recebeu dos soldados romanos, como zombaria, o título de “Rei dos Judeus”, foi vestido com um robe púrpura (a cor imperial), uma coroa de espinhos, foi surrado e cuspido. Finalmente, Jesus carregou a cruz em direção ao local de sua execução.

Uma vez no Gólgota, Jesus recebeu vinho misturado com bile para beber. Os evangelhos de Mateus e Marcos relatam que ele se recusou a beber. Ele então foi pregado à cruz, que foi erguida entre a de dois ladrões condenados. De acordo com Marcos 15:25, ele resistiu ao tormento por aproximadamente seis horas, da hora terça (aproximadamente 9 da manhã) até a sua morte (Marcos 15:34-37), na hora nona (três da tarde). Os soldados afixaram uma tabuleta acima de sua cabeça que dizia “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus” em três línguas (“INRI” em latim), dividiram entre si as suas roupas e tiraram a sorte para ver quem ficaria com o robe. Eles não quebraram as pernas de Jesus como fizeram com os outros dois crucificados (o ato acelerava a morte), pois Jesus já estava morto. Cada evangelho tem o seu próprio relato sobre as últimas palavras de Jesus (sete frases ao todo). Nos evangelhos sinóticos, vários eventos sobrenaturais acompanharam toda a crucificação, incluindo uma escuridão, um terremoto e, em Mateus, a ressurreição de santos. Após a morte de Jesus, seu corpo foi retirado da cruz por José de Arimateia com a ajuda de Nicodemos e enterrado num túmulo escavado na rocha. De acordo com os evangelhos, Jesus então voltou da morte dois dias depois (o “terceiro dia”).

Os cristãos tradicionalmente entendem a morte de Jesus na cruz como sendo um sacrifício proposital e consciente (dado que Jesus não tentou se defender em seus julgamentos), realizado por ele na figura de “agente de Deus” para redimir os pecados da humanidade e tornar a salvação possível. A maior parte dos cristãos proclamam este sacrifício através do pão e do vinho na Eucaristia, uma lembrança da Última Ceia, e muitos também comemoram o evento na Sexta-Feira Santa anualmente.

Relatos sobre a crucificação

Os estudiosos modernos consideram o batismo de Jesus e a sua crucificação como sendo dois fatos historicamente certos sobre ele. James Dunn afirma que estes “dois fatos na vida de Jesus detém hoje uma concordância quase universal” e “figuram bem alto na escala do ‘quase impossível duvidar ou negar’ dos fatos históricos” que eles são geralmente os pontos de partida para o estudo do Jesus histórico. Bart Ehrman afirma que a crucificação por ordem de Pôncio Pilatos é o elemento mais certo que sabemos sobre ele. John Dominic Crossan afirma que a crucificação de Jesus é tão certa quanto um fato histórico pode ser. Eddy e Boyd afirmam que está atualmente “firmemente estabelecido” que existe confirmação por fontes não-cristãs sobre a crucificação de Jesus.

Craig Blomberg afirma que a maioria dos acadêmicos na terceira busca pelo Jesus histórico consideram a crucificação indisputável. Ainda que os estudiosos concordem na historicidade da crucificação, eles discordam sobre as razões e sobre o contexto em que ela se insere, por exemplo E. P. Sanders e Paula Fredriksen defendem a historicidade da crucificação, mas argumentam que ele não a teria previsto e que a sua profecia sobre sua morte é uma história cristã. Christopher M. Tuckett afirma que, embora as razões exatas para a morte de Jesus sejam difíceis de determinar, um dos fatos inquestionáveis sobre ele é que ele foi crucificado. Geza Vermes também entende que a crucificação é um evento histórico, mas apresenta sua própria explicação e contexto para ela.

John P. Meier enxerga a crucificação de Jesus como um fato histórico e afirma, baseado no “critério do embaraço”, que os cristãos não teriam inventado uma morte sofrida do seu líder. Meier afirma ainda que diversos outros critérios, como da “múltipla atestação” (a confirmação por mais de uma fonte), o “critério da coerência” (o evento se encaixa corretamente em outros eventos históricos) e o “critério da rejeição” (o evento não foi contestado por fontes antigas) ajudam a estabelecer a crucificação de Jesus como um evento histórico.

Embora quase todas as fontes antigas sobre a crucificação sejam literárias, a descoberta arqueológica de 1968, a nordeste de Jerusalém, do corpo de um homem crucificado no século I nos deu boas evidências confirmatórias sobre os relatos evangélicos da crucificação. O homem foi identificado como sendo Yohan Ben Ha’galgol e morreu por volta de 70 d.C., por volta da época da revolta judaica contra Roma. As análises na “Hadassah Medical School” estimaram que ele morreu com quase trinta anos. Estes estudos também mostraram que ele foi crucificado de uma forma muito similar à relatada nos evangelhos. Outra descoberta arqueológica relevante, que também data do século I, é um osso do calcanhar de uma pessoa não identificada perfurado por prego descoberto numa cova em Jerusalém, preservado pela Autoridade Israelense para Antiguidades e em exposição no Museu de Israel.

Data, local e pessoas presentes

Cronologia da crucificação

Ano da crucificação

Embora não haja consenso sobre a data exata da crucificação, os estudiosos geralmente concordam que ela ocorreu numa sexta-feira de ou próxima da Páscoa judaica (15 de Nisan), durante o governo de Pôncio Pilatos (r. 26-36). Como o calendário hebreu era utilizado no tempo de Jesus e ele incluía a determinação dada de uma nova fase da lua e do amadurecimento da colheita da cevada, o dia – e mesmo o mês – exato da Páscoa judaica num determinado ano é tema de muita especulação83 84 . Várias abordagens já foram utilizadas para estimar o ano da crucificação, inclusive o uso dos evangelhos canônicos, a cronologia da vida de Paulo de Tarso, assim como diferentes modelos astronômicos. Estas estimativas para o ano da crucificação resultaram numa faixa entre 30 e 36 d.C.85 86 87 A frequently suggested date is Friday, April 3, AD 33.

Dia da semana e hora

O consenso entre os estudiosos modernos é de que os relatos do Novo Testamento representam a crucificação ocorrendo numa sexta-feira, mas datas de quinta ou quarta já foram propostas. Alguns deles propuseram a data de quinta baseadas num “duplo sabbath” causado por um sabbath de Páscoa adicional caindo entre o pôr-do-sol de uma quinta e a tarde de uma sexta à frente do sabbath semanal de costume. Outros argumentaram que Jesus foi crucificado numa quarta e não numa sexta, com base na menção de “três dias e três noites” em Mateus 12:40 antes de sua ressurreição, celebrada no domingo, ao que foram contestados por acadêmicos explicando que esta tese ignora o idioma judaico, no qual um “dia e noite” pode se referir a qualquer parte de um período de 24 horas, que a expressão em Mateus é idiomática e não uma afirmação de que Jesus teria passado 72 horas no túmulo e que muitas referências à ressurreição no terceiro dia não requerem literalmente três noites.

Em Marcos 15:25, afirma-se que a crucificação ocorreu na hora terceira (9 da manhã) e que a morte de Jesus ocorreu na hora nona (3 da tarde). Porém, em João 19:14, Jesus ainda está perante Pilatos na hora sexta. Os acadêmicos já apresentaram diversos argumentos para tratar desta aparente contradição, alguns sugerindo uma reconciliação, por exemplo baseando-se na tese da utilização do sistema horário romano em João, mas não em Marcos, argumento rejeitado por outros. Diversos estudiosos notáveis argumentaram que a precisão moderna na marcação dos horários durante o dia não deve ser projetada nos relatos evangélicos, escritos numa época quando não havia a padronização dos mecanismos de contagem de tempo e nem um registro exato das horas e minutos estava disponível. Geralmente o horário era aproximado para a o período de três horas mais próximo.

Caminho para a crucificação

Os três evangelhos sinóticos fazem referência a um homem chamado Simão Cirineu, que foi obrigado a carregar a cruz, enquanto que, no evangelho de João.

O evangelho de Lucas também descreve uma interação entre Jesus e as mulheres que estavam na multidão de lamentadores que o seguia, citando Jesus dizendo: «Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; mas chorai por vós mesmas e por vossos filhos, porque dias virão, em que se dirá: ‘Bem-aventuradas as estéreis, os ventres que nunca geraram e os peitos que nunca amamentaram.’ Então começarão a dizer aos montes: ‘Cai sobre nós’, e aos outeiros: ‘Cobri-nos’, porque se isto se faz no lenho verde, que se fará no seco?» (Lucas 23:28-31).

Tradicionalmente, o caminho que Jesus tomou é chamado de Via Dolorosa (latim para “Caminho Doloroso”)[carece de fontes] e é uma rua na Cidade Velha de Jerusalém. Ele está marcado por nove das quatorze “Estações da Cruz”[carece de fontes] e passa pela Igreja Ecce Homo. As demais cinco estações estão localizadas dentro da Igreja do Santo Sepulcro[carece de fontes].

Não há referências à lendária103 Santa Verônica nos evangelhos, mas fontes como a Acta Sanctorum descrevem-na como uma mulher piedosa de Jerusalém que, por pena de Jesus que carregava sua cruz até o Gólgota, deu-lhe seu véu para que ele limpasse a testa e o rosto.

Local da crucificação

A localização precisa da crucificação permanece tema de muitas conjecturas, mas os relatos bíblicos indicam que ela ocorreu fora dos muros da cidade, num local acessível aos que passavam e passível de ser observado a distância110 . Eusébio de Cesareia identificou sua localização como sendo ao norte do Monte Sião, local consistente com os dois locais mais citados em tempos modernos.

Calvário é uma palavra que deriva da palavra latina para “caveira” (calvaria), que é utilizada na tradução Vulgata como “local da caveira”, a explicação dada nos quatro evangelhos para a palavra aramaico Gûlgaltâ, que era o nome do local da crucificação. Os evangelhos não explicam por que ele era chamado assim, mas diversas teorias já foram propostas. Uma é de que, como o local se prestava às execuções públicas, o Calvário poderia estar repleto de caveiras de vítimas abandonadas (o que seria contrário às tradições funerárias judaicas, mas não às romanas). Outra é de que o Calvário foi chamado assim por causa de um cemitério próximo (o que é consistente com ambos os locais propostos em tempos modernos). Uma terceira teoria é de que o nome deriva do contorno físico do local, o que seria mais consistente com o uso da palavra no singular, ou seja, “local da caveira”. Mesmo sendo geralmente chamado de “Monte do Calvário”, o local era provavelmente uma pequena colina ou um formação rochosa113 .

O local tradicional, localizado dentro da atual Igreja do Santo Sepulcro no Bairro Cristão da Cidade Velha, foi atestado já no século IV. Um segundo local (geralmente chamado de “Calvário de Gordon”), localizado mais ao norte da Cidade Velha, perto de um local popularmente chamado de Túmulo no Jardim, tem sido alardeado como o local correto desde o século XIX, principalmente pelos protestantes.

Pessoas presentes na crucificação

Mateus 27:1-66 apresenta diversos indivíduos presentes na crucificação. Dois “rebeldes” ou “ladrões” foram crucificados juntamente com Jesus, um à direita e outro à esquerda (v. 38). Há ainda o centurião e outros soldados guardando todos os crucificados (v. 54). Além disso, observando à distância, estavam “muitas mulheres”, seguidoras de Jesus durante o seu ministério (v. 55), principalmente “Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José e a mulher de Zebedeu” (v. 56).

Lucas 23:28-31 afirma que, no caminho do Calvário, Jesus falou com diversas mulheres que estavam na multidão, chamando-as de “filhas de Jerusalém”. Estudiosos bíblicos já apresentaram diversas teorias sobre a identidade delas e também das que estavam presentes na crucificação, incluindo entre elas Maria, mãe de Jesus, e Maria Madalena.

Lucas não menciona que a mãe de Jesus estava presente durante a crucificação, porém João 19:26-27 relata a sua presença e afirma que, na cruz, “Jesus, vendo a sua mãe e perto dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí teu filho!”.

O evangelho de João também coloca outras mulheres (as Três Marias) ao pé da cruz, afirmando que “Perto da cruz de Jesus estavam sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléopas, e Maria Madalena.” É incerto se o evangelho de João se refere no total a três ou quatro mulheres na cruz. Referências às mulheres também aparecem em Mateus 27:56 e Marcos 15:40 (que também menciona Salomé). Comparando as referências, todos parecem incluirm Maria Madalena.

O evangelho de Marcos afirma que soldados romanos também estavam presentes na crucificação: «O centurião, que estava em frente de Jesus, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus.» (Marcos 15:39)

Crucificação – History 

 

Steve Jobs

Steven Paul Jobs (São Francisco, Califórnia, 24 de fevereiro de 1955 — Palo Alto, Califórnia, 5 de outubro de 2011) foi um inventor, empresário e magnata americano no setor da informática. Notabilizou-se como co-fundador, presidente e diretor executivo da Apple Inc. e por revolucionar seis indústrias: computadores pessoais, filmes de animação, música, telefones, tablets e publicação digital. Além de sua ligação com a Apple, foi diretor executivo da empresa de animação por computação gráfica Pixar e acionista individual máximo da The Walt Disney Company.
No final da década de 1970, Jobs, em parceria com Steve Wozniak e Mike Markkula, entre outros, desenvolveu e comercializou uma das primeiras linhas de computadores pessoais de sucesso, a série Apple II. No começo da década de 1980, ele estava entre os primeiros a perceber o potencial comercial da interface gráfica do usuário guiada pelo mouse, o que levou à criação do Macintosh.
Após perder uma disputa de poder com a mesa diretora em 1985, Jobs demitiu-se da Apple e fundou a NeXT, uma companhia de desenvolvimento de plataformas direcionadas aos mercados de educação superior e administração. A compra da NeXT pela Apple em 1996 levou Jobs de volta à companhia que ele ajudara a fundar, sendo então seu CEO de 1997 a 2011, ano em que anunciou sua renúncia ao cargo, recomendando Tim Cook como sucessor.
Morreu em 5 do outubro de 2011, aos 56 anos de idade, devido a um câncer pancreático.

Discurso STEVE JOBS (legendado)

Computadores:

Apple Computer Inc e Apple I
Apple II
Apple III
Apple Lisa

Macintosh

O projeto Annie nasceu em 1979, fruto do desejo do engenheiro Jef Raskin de criar um equipamento simples, com tela, teclado e computador numa única peça e vendido por mil dólares. Raskin imaginava o computador pessoal como produto de massa, por isso trabalhava para baratear os custos. O projeto era tocado inicialmente por apenas quatro engenheiros e durante muito tempo esteve a ponto de ser abortado. Raskin considerava machismo batizar computadores com nomes femininos, por isso trocou o nome do projeto para “Macintosh”, em homenagem a sua espécie de maçã favorita, McIntosh. A grafia foi modificada para não gerar processos com o fabricante de equipamentos de áudio McIntosh Laboratory.
Jobs começou a ficar fascinado pelas ideias de Raskin para o projeto – uma máquina barata para o grande público, com uma interface gráfica simples e design despojado – mas não concordava com a transgressão na qualidade para manter os custos baixos. Raskin e Jobs começaram uma disputa pela liderança do projeto que terminou com o afastamento de Raskin por ordem de Mike Scott, presidente da Apple na época. Jobs começou a recrutar engenheiros entre os funcionários da Apple e no começo de 1981 já contava com uma equipe de 20 pessoas. A equipe foi transferida para uma casa de dois andares a cerca de três quadras da sede da Apple. Era vizinha de um posto da Texaco e passou a ser conhecida como Texaco Towers.
A equipe retornaria a sede em meados de 1983. Nesse meio tempo, Jobs incitou uma rivalidade, nada saudável, entre as equipes do Mac e do Apple Lisa. No auge da disputa, Steve Capps, engenheiro do Mac hasteou uma bandeira pirata no recém construído prédio da Apple, que permaneceu tremulando por algumas semanas até que membros do Apple Lisa a sequestrassem. Após a ação, enviaram um bilhete a equipe do Macintosh pedindo resgate.
O Mac foi o primeiro produto da Apple a integrar a filosofia de desenvolvimento “de uma ponta a outra”. Para Jobs, os melhores produtos eram os aparelhos completos com o software talhado para o hardware, e vice-versa. De acordo com essa linha de pensamento, há um sacrifício nas funcionalidades de um equipamento quando o sistema operacional e os softwares são desenvolvidos de forma genérica, para vários hardwares diferentes, havendo sempre o risco de incompatibilidade. Essa filosofia seria reafirmada anos depois com o iMac, iPod, iPhone e iPad.
O primeiro anúncio do Macintosh foi exibido durante os comerciais do Super Bowl XVIII em 22 de janeiro. As três redes nacionais ABC, CBS e NBC além de cinquenta estações locais levaram ao ar notícias sobre o anúncio 1984, que se propagou numa velocidade sem precedentes. A peça de 1 minuto dirigida por Ridley Scott e produzida pela empresa de publicidade Chiat/Day na Inglaterra foi escolhida pela TV Guide e pela Advertising Age como o maior comercial de todos os tempos.
O lançamento oficial do Mac aconteceu em 24 de janeiro de 1984, durante a reunião anual dos acionistas da Apple no auditório do Flint do De Anza Community College. Com capacidade para 2.600 lugares, o local estava lotado por acionistas, jornalistas e Apple maniacos. A apresentação teatral do equipamento deixou o púbico surpreso e entusiasmado. Jobs tirou o Mac de uma bolsa, conectou teclado e mouse e puxou um disquete de 3½ do bolso da camisa colocando-o no drive. Ao som de Carruagens de Fogo o Mac apresenta em sua tela a palavra “MACINTOSH” inicialmente na horizontal e depois descendo na vertical. Em seguida aparecem as palavras “Insanamente grandioso” como se estivessem sendo escritas de forma cursiva. A seguir são apresentadas imagens de captura de tela de softwares do Mac como o QuickDraw.
Uma surpresa no final da apresentação causou ainda mais frenesi ao já impressionado público. O Macintoshi foi o primeiro computador a se apresentar. Com uma voz eletrônica ele se dirigiu ao público da seguinte forma: “Olá. Sou o Macintosh. É ótimo sair daquela maleta, com certeza. Não estou acostumado a falar em público, mas quero compartilhar com vocês uma máxima que me ocorreu quando conheci um IBM de grande porte. Nunca confiem num computador que não consigam levantar. Gosto de falar, claro. Mas agora quero sentar e ouvir. Assim, é com muito orgulho que apresento um homem que tem sido como um pai para mim, Steve Jobs”. O final da apresentação gerou cinco minutos de aplausos contínuos descritos pelo jornalista Walter Isaacson como “um pandemônio, com gente na multidão aos saltos e socando o ar num frenesi.”
O sucesso do Macintosh inicialmente contribuiu com o aumento da influencia de Jobs sobre a Apple. As divisões do Mac e do Lisa foram unificados sob sua direção, mas o processo foi traumático para ambas as equipes. Jobs mostrava-se cada vez mais impiedoso e extravagante. O desgaste com as equipes acabaria por contribuir com sua saída no ano seguinte.
No segundo semestre de 1984, as vendas do Mac começaram a apresentar queda. A interface bonita e agradável não compensavam a baixa potência, lentidão do equipamento, ausência de disco rígido e pouca memória RAM. Embora fosse um computador deslumbrante não havia publicidade que conseguisse mascarar suas limitações.

Steve Jobs apresenta o comercial “1984”

Aqui nós vemos Steve Jobs em um discurso em 1983, apresentando o famoso filme comercial “1984” (Ridley Scott) pela primeira vez para uma platéia exclusiva. Exibido em 22 de janeiro de 1984, o filme marcou o lançamento do computador pessoal Macintosh.

Macintosh 1984

Saída da Apple

O sucesso inicial das vendas do Macintosh reafirmaram a personalidade difícil e as excentricidades de Jobs. Inicialmente John Sculley, presidente da Apple, o apoiou entregando-lhe as unidades unificadas do Mac e do Lisa. As exigências extravagantes quanto a design e estética, cobranças cruéis de funcionários e parceiros acabaram desgastando sua imagem no conselho da Apple. As quedas nas vendas do Mac a partir do segundo semestre de 1984 e vendas nulas do Lisa acabaram levando Jobs e Sculley a desentendimentos gerenciais.
Em 24 de maio de 1985, numa reunião entre Jobs, Sculley e o corpo executivo da Apple, todos apoiaram firmemente Sculley. Com a restruturação planejada por Sculley, Jobs não ficaria com o controle de nenhuma divisão e nenhum encargo operacional, mas poderia ficar na empresa com o título de presidente do conselho e no papel de visionário dos produtos. Jobs não aceitou. Ele agora estava fora da Apple.

NeXT

Após sua saída da Apple, Jobs mirou no mercado educacional criando a NeXT. Parte da equipe da nova empresa foi recrutada nas fileiras de engenheiros da Apple, o que gerou revolta em parte da diretoria da empresa. O imbróglio seria resolvido com um acordo extra-judicial no final de 1986. Na NeXT Jobs teve oportunidade de se entregar a seus melhores e piores instintos na área de gerenciamento, design e trabalho coletivo.
O computador NeXT foi considerado caro por conselheiros acadêmicos. No lançamento o equipamento era vendido por 6.500 dólares enquanto as instituições de ensino exigiam preços entre 2 mil e 3 mil. As vendas do computador, lançado em meados de 1989, ficaram em torno de 400 unidades mensais. Número muito abaixo das previsões e da capacidade da NeXT. O fracasso na comercialização dos seus produtos obrigou Jobs a fechar o setor de hardware da empresa. O sistema operacional do NeXT seria, entretanto, responsável pela maior reviravolta na vida de Jobs e da Apple. A Apple precisava com urgência de um novo Sistema Operacional e a opção encontrada foi adquirir a NeXT e levar Jobs junto. O anúncio da aquisição foi feito em 20 de dezembro de 1996.

Retorno à Apple – 1997

Em 1996 a Apple, que estava desenvolvendo um novo sistema operacional, comprou a NeXT Computer, de Steve Jobs, para poder usar o NeXTStep como base para o seu novo sistema operacional. Com esta operação, Jobs retornou para a Apple – que estava numa situação financeira frágil e a ponto de fechar – em 1997, como consultor. A companhia foi salva a tempo com a venda de 40% das ações à rival Microsoft, com uma ideia e um produto criativo de impacto, introduzindo o iMac em 1998 com o novo sistema operacional, o Mac OS 9. Com o passar dos anos a Apple readquiriu as ações da Microsoft, o que evitou a sua falência.
Depois do sucesso de vendas dos primeiros iMacs, Jobs preparou uma nova revolução, a de refazer o famoso Mac OS, criando uma nova e poderosa plataforma que uniu o poder e a estabilidade do sistema Unix com a praticidade e elegância do tradicional Mac OS. Em 2000 foi lançado o Mac OS X.
Sob a orientação de Jobs, a Apple aumentou suas vendas significativamente depois destas inovações implantadas por ele e a sua equipe. O iMac foi o primeiro computador introduzido no mercado com várias características avançadas, principalmente pelo seu design inovador e pelo material utilizado, basicamente o plástico translúcido e colorido, o que decretou a morte da cor padrão para PCs (o bege), e a partir de então muitos deles passaram a usar este tipo de material nos produtos de informática em geral. Desde então, Jobs trabalhou muito em ideias criativas deste nível, obtendo sucesso de vendas com elas.
Uma das suas inovações foi ramificar a Apple para além do seu mercado restrito da informática, passando a atuar na área de eletrônica, telecomunicações (iPhone), músicas digitais (AAC e MP3), com a introdução em 2001 do tocador portátil de música iPod, integrado com a loja de venda legal de música pela Internet através do iTunes, um software dedicado para reprodução de áudio, vídeo, CDs e de rádios online. O iPod conquistou o público pela sua leveza, praticidade, modernidade e simplicidade.
Em 2007 a Apple passou a comercializar telefones moveis, chamados de iPhone, com tecnologia de toque (batizada de multi-touch por aceitar toques simultâneos); em 2008 lançou a versão de tecnologia 3G do aparelho, iPhone 3G; em julho de 2009 lançou o iPhone 3Gs (speed), com comando de voz e muito mais rápido que os modelos anteriores.
Em junho de 2010, a Apple lançou o iPhone 4. Uma das maiores novidades de então, muito aguardada pelos usuários das versões anteriores: foi a possibilidade do multitask (execução de vários programas simultaneamente), além da câmera com 5 MP com flash, entre outras mudanças. O iPhone 4 foi alvo de polêmicas, após alguns usuários (0,55%, de acordo com a própria fábrica) constatarem que, se tocado em determinado ponto (onde ficava a antena), o equipamento sofria queda de sinal. Poucas semanas depois, Steve Jobs apresentou-se publicamente em uma conferência, admitindo a existência do problema. Para contorná-lo, os usuários teriam duas opções: receber gratuitamente uma espécie de capa para evitar o toque na antena; ou então ir a qualquer loja da Apple para a devolução do dinheiro.

MacWorld

Steve Jobs fazia anualmente palestras emblemáticas (Keynotes), nas MacWorlds, quando lançava as suas tão esperadas ideias para a Apple (e o público ficava muito frustrado quando não havia novidades convincentes nestes eventos da Apple). Jobs e os seus parceiros apresentavam as novidades que a empresa lançaria em cada temporada. Muitas dessas novidades acabavam tornando-se tendência de mercado. No final de 2008, a Apple declarou que a MacWorld 2009 seria a última em que a empresa iria participar. Nesta edição do evento, Phil Schiller, vice-presidente de marketing de produtos da Apple na época, foi o palestrante oficial.

Steve Jobs apresenta primeiro iPhone legendado (2007)

Primeira apresentação do iPhone da Apple, por Steve Jobs, na MacWorld 2007.

Rivalidades

A rivalidade de Steve Jobs com Bill Gates, ex-presidente e principal acionista da Microsoft, já é elemento cultural do setor. Essa disputa pode ser verificada no filme produzido pelo canal de TV a cabo TNT, “Pirates of Silicon Valley” (Piratas do Vale do Silício, na versão em português), que aborda a biografia deles e das suas empresas, algumas vezes de forma exagerada. Podemos ver a disputa que existia entre eles e suas respectivas empresas muito antes de serem os ícones e “ídolos” que são hoje.
A relação de Steve Jobs com Bill Gates foi de certa forma balanceada em rivalidade e amizade, ambos firmaram acordos milionários como no caso em que a Apple necessitava de bons editores de textos dos quais a Microsoft possuía o Word, Excell e etc. E quando a Apple após o lançamento do music player mais famoso do mundo, o iPod, disponibilizou seu avançado serviço de música, o iTunes, ao sistema operacional da Microsoft.
Na biografia autorizada de Jobs, Walter Isaacson relata um encontro entre Steve e Bill. Steve Jobs estava debilitado demais para levantar de sua cama, devido ao câncer que foi tratado de maneira tardia, quando recebeu a visita de Bill Gates. Ambos passaram um bom tempo conversando sobre suas famílias e suas vidas. A tal visita aconteceu pouco antes da morte do cofundador da Apple em 2011.

Pixar e Disney

Em 1986, Jobs comprou da Lucasfilm um estúdio de computação gráfica, o Pixar Studios, por 10 milhões de dólares. Com uma parceria estratégica com a Disney criou, produziu e lançou vários filmes em animação 3D de sucesso, tais como o Toy Story, Procurando Nemo, Ratatouille, “Up, Altas Aventuras” e o mais recente “Aviões”. Com a compra dos estúdios Pixar pelo grupo de comunicação e entretenimento Walt Disney, Jobs tornou-se o maior acionista individual da Disney, onde deveria ocupar um posto no conselho diretivo, segundo uma nota divulgada pela Disney no dia da aquisição, em janeiro de 2006.

Stevenotes

No mundo corporativo, foi inegável a habilidade de Jobs de influenciar a plateia a comprar seus produtos. E além disso, em preparar apresentações de forma simples e objetiva. Antes de mais nada, Jobs fazia conforme recomendado pela maioria dos principais designers de apresentação: começava no papel.
De fato, foi inquestionável a presença dessa habilidade nas stevenotes, como eram conhecidas as keynotes de Jobs, transformando a exibição típica de slides, que é tediosa, mecânica e lenta em um evento teatral completo: com heróis e vilões, elenco de apoio e telas de fundo estonteantes. As keynotes de Jobs na MacWorld Expo 2007 e 2008 foram consideradas as melhores apresentações de todos os tempos. O lançamento do Macintosh é considerado uma das apresentações mais impressionantes da história do corporativismo nos Estados Unidos.
Jobs praticou o zen budismo, cujo princípio central é o conceito denominado kanso ou simplicidade33 . Uma apresentação de Jobs era muito simples, visual e sem marcadores. Pesquisas sobre o funcionamento cognitivo provam que os marcadores são a maneira menos eficaz de transmitir informações importantes. Nos slides de Jobs pôde-se perceber evidências de contenção, simplicidade e uso poderoso, mas sutil, do espaço vazio. Isso dá aos slides um espaço visual pra respirar. Espaço e branco significa elegância, qualidade e clareza.
De forma geral, as grandes apresentações possuem os nove elementos abaixo34 : Slogan, Declaração de amor, Três mensagens básicas, Metáforas e analogias, Demonstrações, Parceiros, Depoimento do cliente e aval de terceiros, Videoclipes, e Flip charts, suportes e show-and-tell. Em geral, Jobs elaborava um roteiro verbal para sua plateia, esquematizados em grupos de três: uma apresentação pode ser dividida em três atos; a descrição do produto em três recursos; e uma demonstração em três etapas. Para Jobs, a “regra de três” era um dos conceitos mais poderosos da teoria da comunicação.
O fundador da Apple estabeleceu a base de uma história convincente apresentando para sua plateia um antagonista, um inimigo e um problema que precisava de uma solução35 . Ao introduzir o antagonista (o problema), a plateia se agrupava em torno do herói (a solução). O apresentador tem que criar um espaço no cérebro da plateia para que este retenha a informação que ele esta prestes a transmitir. Se o apresentador oferecer uma solução sem definir o problema isso não vai acontecer. Dessa forma, deve ser criada uma resposta concisa para as perguntas: “O que você faz?”, “Que problema você resolve?”, “Qual é o seu diferencial?”, “Por que devo me interessar?”. De acordo com as pesquisas sobre o funcionamento cognitivo, a plateia começa a “morrer” depois de 10 minutos.
As demonstrações ajudam os apresentadores a criar uma conexão emocional com todo tipo de aprendiz da plateia: o visual, o auditivo e o cinestésico. Os aprendizes visuais correspondem a cerca de 40% da plateia, os quais aprendem por meio da visualização. Dessa forma, devem ser elaborados slides com poucas palavras e muitas imagens. Os aprendizes auditivos representam de 20% a 30% da plateia. Devem ser usadas técnicas verbais e retóricas, através de histórias pessoais ou exemplos eloquentes para apoiar as mensagens principais. Os aprendizes cinestésicos são aqueles que aprendem fazendo, movendo-se e tocando. Devem ser usados objetos, exercícios escritos, ou fazendo-os participar das demonstrações.
As palavras usadas em suas apresentações são importantes. Mas, além disso, também é importante a forma como ele as expressa, mantendo uma ligação com os slides. Jobs, quando estava no clímax, fazia três coisas que qualquer um pode e deve fazer para aprimorar as habilidades oratórias e de apresentação: ele estabelecia contato visual, mantinha uma postura aberta e fazia gestos frequentes com as mãos.
A pesquisa científica descobriu que o contato visual está associado à honestidade, confiança, sinceridade e segurança e a falta dele à falta de confiança e de capacidade de liderança. A quebra do contato visual é infalível para perder a conexão com sua plateia. Jobs sabia exatamente o que havia em cada slide e o que ia dizer no momento em que o slide apareceria.
Os sinais não verbais causam maior impacto em uma conversa. O tom de voz, por sua vez, é o segundo fator mais influente e as palavras realmente ditas são o terceiro e o menos importante. As pessoas julgam o apresentador o tempo todo, mas, principalmente, nos primeiros 90 segundos do encontro.
Jobs raramente cruzava os braços ou ficava atrás de um púlpito. Sua postura era aberta, não colocando nada entre si e sua plateia. Ao manter as mãos paradas, o apresentador se mostra rígido e formal. Jobs, por sua vez, enfatizava quase toda frase com um gesto que complementava suas palavras. Além disso, ele diversificava sua expressão verbal para criar suspense, entusiasmo e emoção utilizando quatro técnicas: inflexão, pausas, volume e ritmo.
De fato, Jobs mudou a vida de todo o mundo com seus produtos. Além disso, deixou também um legado sobre como fazer apresentações.

Problemas de saúde

Em outubro de 2003, Jobs foi diagnosticado com câncer de pâncreas.
Em julho de 2004 ele foi submetido a uma cirurgia de duodenopancreatectomia, para retirada do tumor.
No dia 24 de agosto de 2011, Jobs renunciou à presidência da Apple. Ele esperava permanecer como presidente da mesa de direção da empresa, recomendando em sua carta de demissão que Tim Cook fosse nomeado seu sucessor.

Morte

Steve Jobs morreu no dia 5 de outubro de 2011 na sequência de um câncer pancreático raro que afeta as funções exócrinas do órgão, contra o qual lutava desde 2004. O anúncio foi dado pela família dele, que disse: “morreu em paz hoje”. A causa final da morte foi uma parada respiratória. A empresa da qual ele foi fundador e CEO, a Apple Inc., divulgou um comunicado separadamente anunciando a morte de Steve Jobs:

“Estamos profundamente tristes ao anunciar que Steve Jobs faleceu hoje.
O brilho de Steve, sua paixão e força foram as fontes de inúmeras inovações que enriquecem e melhoram todas as nossas vidas. O mundo é incomensuravelmente melhor por causa de Steve.
Os grandes amores da sua vida foram a sua esposa, Laurene e sua família. Nossos corações estão com eles e para todos que foram tocados por seus dons extraordinários.”

—Apple

No mesmo dia, o site corporativo da Apple recebia os visitantes com uma página simples mostrando o nome de Steve Jobs, o seu ano de nascimento e morte e um dos seus retratos mais famosos. Ao ser clicada, a imagem conduzia a uma página com um obituário que dizia:

A Apple perdeu um visionário e gênio criativo, e o mundo perdeu um ser humano incrível. Aqueles de nós que tiveram sorte o bastante para conhecer e trabalhar com Steve perderam um amigo querido e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma empresa que só ele poderia ter construído e seu espírito sempre será a base da Apple.
—Apple, http://www.apple.com/stevejobs/ (em inglês).

Hoje o site http://www.apple.com/stevejobs/ traz um tributo Remembering Steve (Lembrando Steve )

Lembrando Steve
Mais de um milhão de pessoas de todo o mundo compartilharam suas memórias, pensamentos e sentimentos sobre Steve. Uma coisa que todos eles têm em comum – de amigos pessoais de colegas para os proprietários de produtos Apple – é a forma como eles foram tocados por sua paixão e criatividade. Você pode ver algumas dessas mensagens abaixo.
E compartilhar o seu próprio em rememberingsteve@apple.com

The Crazy One – Steve Jobs Tribute (legendado português)

O comercial “Think different” da Apple remixado, em homenagem a Steve Jobs – criado por Ken Segall.

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Ayrton Senna da Silva | Nosso Campeão Brasileiro!!!!

Ayrton Senna da Silva (São Paulo, 21 de março de 1960 — Bolonha, 1 de maio de 1994) foi um piloto brasileiro de Fórmula 1, três vezes campeão mundial, nos anos de 1988, 1990 e 1991. Foi também vice-campeão no controverso campeonato de 1989 e em 1993. Morreu em acidente no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994. É reconhecido como um dos maiores nomes do esporte brasileiro e um dos maiores pilotos da história do automobilismo.
Senna começou sua carreira competindo por kart. Mudou-se para competições de automobilismo em 1981, sagrando-se campeão do Campeonato Britânico de Fórmula 3 após 2 anos de sua estreia. Seu bom desempenho na Fórmula 3 impulsionou sua ascensão à Fórmula 1, fazendo sua primeira aparição na categoria no Grande Prêmio do Brasil de 1984 pela equipe Toleman-Hart, tendo abandonado a corrida na 8a volta. Em sua primeira temporada, Senna conseguiu pontuar em 5 corridas, fechando o ano com treze pontos e a 9a posição na classificação geral dos pilotos. No ano seguinte, trocou a Toleman-Hart pela Lotus-Renault, equipe pela qual venceu seis Grands Prix ao longo de três temporadas. Em 1988, juntou-se o francês Alain Prost (que seria seu maior rival em sua carreira)13 na McLaren-Honda e viveu anos vitoriosos pela equipe. Os dois juntos venceram 15 dos 16 Grands Prix daquela temporada, e Senna sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. Prost levou o campeonato de 1989, e Senna retomou o título em 1990 – ambos títulos foram decididos por colisões entre os pilotos no Grande Prêmio do Japão. Na temporada seguinte, Senna faturou seu terceiro título mundial, tornando-se o piloto mais jovem a conquistar um tricampeonato na Fórmula 1 – façanha que foi mantida até o final da temporada de 2012, quando Sebastian Vettel chegou ao tricampeonato vencendo por três anos consecutivos. A partir de 1992, a equipe Williams-Renault dominou amplamente a competição. Ainda assim, Ayrton senna conseguiu terminar a temporada 1993 como vice-campeão, vencendo cinco corridas. Negociou uma transferência para Williams em 1994.
Sua reputação de piloto veloz ficou marcada pelo recorde de pole positions que deteve. Sobre asfalto chuvoso, demonstrava grande capacidade e perícia, como demonstrado em atuações antológicas nos GPs de Mônaco 1984, de Portugal 1985 e da Europa 1993. Senna ainda detém o recorde de maior número de vitórias no prestigioso Grande Prêmio de Mônaco – seis – e é o terceiro piloto mais bem sucedido de todos os tempos em termos de vitórias.
Em dezembro de 2009 a revista inglesa Autosport publicou uma matéria onde fez uma eleição para a escolha do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. A revista consultou 217 pilotos que passaram pela categoria, e Ayrton Senna venceu tal votação.
A rede de comunicação estatal britânica, BBC, elegeu o brasileiro Ayrton Senna como o melhor piloto de Fórmula 1 da história. “Provavelmente nenhum piloto da Fórmula 1 tenha se dedicado mais ao esporte e dado mais de si mesmo em sua rígida busca pelo sucesso. Ele era uma força da natureza, uma combinação incrível de muito talento e, em alguns casos, uma determinação espantosa”, aponta o texto publicado no site da BBC.
Em 2012, o SBT realizou o programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos para eleger a maior personalidade do país. Ayrton Senna ficou entre os 12 mais votados, sendo vencido por Chico Xavier em uma das semifinais do programa.

Em 2014, foi homenageado pela escola de samba Unidos da Tijuca, que veio a ser campeã do carnaval carioca.
É considerado um dos maiores ídolos do esporte no Brasil, ganhando inclusive a alcunha de herói nacional por parte da mídia especializada.

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Sambódromo da Marquês de Sapucaí

A Passarela Professor Darcy Ribeiro, popularmente conhecida como Sambódromo , localiza-se na Avenida Marquês de Sapucaí, nos bairros Centro e Cidade Nova, no município do Rio de Janeiro, no Brasil. A maior parte da passarela situa-se no Centro, porém a sua porção final, após a Avenida Salvador de Sá, pertence ao bairro Cidade Nova.

O seu projeto, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, foi implantado durante o primeiro governo fluminense de Leonel Brizola (1983-1987), visando a dotar a cidade de um equipamento urbano permanente para a exibição do tradicional espetáculo do desfile das escolas de samba. Inaugurada em 1984, com o nome oficial de “Avenida dos Desfiles”, marcou o início do sistema de desfiles das escolas de samba em duas noites, ao invés de em apenas uma noite, como era costume até então. Posteriormente, seu nome oficial mudou para “Passarela do Samba” e, finalmente, a partir de 18 de fevereiro de 1987, seu nome oficial passou a ser “Passarela Professor Darcy Ribeiro”, numa homenagem ao principal mentor da obra, o antropólogo Darcy Ribeiro. Essa denominação oficial se conserva até hoje. Popularmente, porém, a obra é mais conhecida como “Sambódromo”, que foi um termo cunhado pelo próprio Darcy Ribeiro , a partir da junção de “samba” com o sufixo de origem grega “dromo”, que significa “corrida, lugar para correr”. Sua estrutura, em peças pré-moldadas de concreto, mede cerca de 700 metros de comprimento.

 

Reforma de 2011-2012

Em 5 de junho de 2011, os camarotes do antigo Setor 2 foram derrubados para dar lugar a novas arquibancadas, seguindo o projeto original de Oscar Niemeyer. Com a reforma, a passarela passou a ser quase totalmente simétrica, à exceção da sua primeira arquibancada. Na época de sua construção, em 1984, o projeto de Niemeyer teve de ser modificado devido à existência de uma unidade industrial da CervejariaBrahma no local. As novas arquibancadas foram construídas a um custo de R$ 30 milhões de reais, totalmente custeados pela Ambev, dona da fábrica, que em contrapartida pôde “destombar” a velha fábrica e ainda teve a autorização de construir um prédio no restante do terreno. A nova passarela, após as reformas, teve sua capacidade aumentada de 60.000 para 72.500 pessoas e foi reinaugurada no dia 12 de fevereiro de 2012 há poucos dias do carnaval.

Olimpíadas de 2016

Em 2016, a passarela sediará a competição de tiro com arco e a chegada da maratona dos jogos olímpicos. Essas competições exigiram que a passarela passasse por uma reforma ao longo de 2011, com a demolição de alguns camarotes. Com isso, a passarela passou a ter uma simetria quase total entre seus dois lados, o que não havia sido possível quando da sua construção, devido à presença de um prédio ao lado da passarela (o prédio da Cervejaria Brahma), prédio este que foi, finalmente, implodido em 2011.