Se você tem uma empresa e ela ainda não quebrou, pode ser apenas sorte

Bem, não era preciso ir até a Suiça para descobrir isso. A Uber está mudando o transporte urbano no mundo inteiro e no Brasil já existe uma forte reação de taxistas e frotistas ao novo modelo. O WhatsApp e o Skype fizeram um rombo nas finanças das empresas de telefonia. A Amazon ajudou a fechar livrarias em centenas de lugares e a Airbnb oferece a seus hóspedes lugares surpreendentes como a casa-avião para quem não quer mais ficar num hotel pão-com-manteiga sem graça.

Até as montadoras de automóvel andam assustadas. E com razão. O carro elétrico não foi criado por elas. O acessório mais útil para enfrentar o trânsito das cidades, o Waze, foi feito por uma startup que hoje pertence ao Google. O veículo sem motorista não nasceu em Detroit mas em Mountain View. Tentando correr atrás do prejuízo, este mês a Ford, GM e a BMW lançaram programas que oferecem aos compradores dos seus modelos a oportunidade de alugar os veículos para outras pessoas quando eles não estiverem sendo usados. Assim, seus proprietários ganham uma nova fonte de renda. Nada como aprender com o inimigo, não é mesmo?

A moderna tecnologia não está criando só novos produtos e serviços mas principalmente novos modelos de negócio que as empresas tradicionais nem sonhavam. Aliás, sonhar, nunca foi tão importante hoje para acordar vivo amanhã.

Coluna de Ruy Lindenberg criada originalmente para Reclame no Rádio, na Rádio Estadão.

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