República Federativa do Brasil

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Origem da Festa Junina | Arraiá – Brasil

As festas juninas no Brasil são, em sua essência, multiculturais, embora o formato com que hoje as conhecemos tenha se originado nas festas dos santos populares em Portugal: a Festa de Santo Antônio, a Festa de São João e a Festa de São Pedro e São Paulo principalmente. A música e os instrumentos usados (cavaquinho, sanfona, triângulo ou ferrinhos, reco-reco etc.) estão na base da música popular e folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil pelos povoadores e imigrantes do país irmão. As roupas caipiras ou saloias são uma clara referência ao povo campestre que povoou principalmente o nordeste do Brasil e pode-se encontrar muitíssimas semelhanças no modo de vestir caipira no Brasil e em Portugal. Do mesmo modo, as decorações com que se enfeitam os arraiais iniciaram-se em Portugal, junto com as novidades que, na época dos descobrimentos, os portugueses trouxeram da Ásia, tais como enfeites de papel, balões de ar quente e pólvora. Embora os balões tenham sido proibidos em muitos lugares do Brasil, são usados na cidade do Porto em Portugal com muita abundância e o céu se enche com milhares deles durante toda a noite. A dança de fitas típica das festas juninas no Brasil origina-se provavelmente da Península Ibérica.

No Brasil, recebeu o nome de “junina” (chamada inicialmente de “joanina”, de São João), porque acontece no mês de junho. Além de Portugal, a tradição veio de outros países europeus cristianizados dos quais são oriundas as comunidades de imigrantes, chegadas a partir de meados do século XIX. Ainda antes, porém, a festa já havia sido trazida ao Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.

As grandes mudanças no conceito artístico contemporâneo acarretaram na “adequação e atualização” dessas festas, em que ritmos e bandas não tradicionais aos tipicamente vivenciados são acrescentadas às grades e programações de festas regionais, incentivando o maior interesse de novos públicos. Essa tem sido a aposta de vários festejos para agradar a todos, não deixando de lado os costumes juninos. Têm-se, como exemplo, as festas no interior da Bahia, tais como a de Ibicuí, Amargosa e a de Santo Antônio de Jesus, que, apesar da inclusão de novas programações, não deixa de lado a cultura nordestina do forró, conhecido como “pé de serra” nos dias de comemoração junina.

A festa brasileira de São João é típica da Região Nordeste. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João Batista, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, integram a tradição as comidas feitas dele, tais como a canjica, a pamonha, o munguzá, o milho cozido, a pipoca e o bolo de milho. Também pratos típicos das festas são o arroz-doce, a broa de milho, a cocada, o bom-bocado, o quentão, o vinho quente, o pé-de-moleque, a batata-doce, o bolo de amendoim, o bolo de pinhão etc.

O local onde ocorre a maioria dos festejos juninos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não, onde barracas são erguidas unicamente para o evento, ou então um galpão já existente com dependências já construídas e adaptadas para a festa. Geralmente, o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro ou bambu. Nos arraiais, acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos matutos.

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A origem das Festas Juninas é pagã. Ainda antes da Idade Média, as celebrações anunciavam o solstício de verão e de inverno e homenageavam os deuses da natureza e da fertilidade.

A igreja acabou aderindo às festas atribuindo-lhes um caráter religioso, uma vez que não conseguia acabar com a sua popularidade.

Em Portugal, em virtude da coincidência de datas, passou-se a comemorar o São João, chamando-lhe de festas joaninas. No país lusitano, a Festa de São João na cidade do Porto é muito famosa e atrai milhares de pessoas que todos os anos festejam nas ruas.

No Brasil, as festas juninas foram introduzidas pelos portugueses no período colonial e, desde então, a comemoração sofreu influências das culturas africanas e indígenas e, por isso, possui características peculiares em cada parte do Brasil.

As festas caipiras, como são também conhecidas, são típicas da região nordeste, onde a maior festa de São João do mundo acontece em Campina Grande, no Estado da Paraíba.

O que não Pode Faltar na Festa?

Comidas e Bebidas

Os quitutes mais tradicionais da festa junina são: pipoca, paçoca, pé de moleque, canjica, cachorro-quente, pamonha, curau, bolo de milho, arroz-doce, pinhão, cuscuz e tapioca. Já as bebidas mais tradicionais são: vinho quente e quentão.

Todos esses elementos ajudam a compor o ambiente da festa, chamado de arraial. Ali é onde ficam as barraquinhas de comidas e bebidas típicas decoradas com bandeirinhas coloridas.

Danças

Nas festas juninas ouve-se e dança-se forró. A quadrilha é, todavia, a dança típica da festa. Ela tem origem nas danças de salão na França e consiste numa bailada de casais caracterizados com vestimenta tipicamente caipira.

Balões e Fogueira

Os balões são tradicionais, embora atualmente existam restrições por questões de segurança. Tradicionalmente, a soltura de balões indica o início das comemorações.

A fogueira também faz parte do cenário da festa. De origem pagã, ela simboliza a proteção contra os maus espíritos.

A tradição foi mantida pelos católicos, que dedicaram uma forma de fogueira diferente para cada santo: a quadrada é de Santo Antônio; a redonda de São João; e a triangular de São Pedro.

Brincadeiras

Brincadeiras como a cadeia, pau de sebo, pescaria, correio-elegante, saltar a fogueira, argola, entre outros, não podem faltar. Estão incluídas também as simpatias – que acabam carregando um pouco do tom de divertimento.

No dia 13 de junho as igrejas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”, o qual deve ser comido pelas mulheres que procuram marido.

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Projeto Bússola

O Projeto Bússola é um projeto social encantador que pretende auxiliar adolescentes em suas escolhas de carreira e elementos fundamentais para a construção de seu engajamento profissional, sem impor o destino, mas ajudando no caminho a ser trilhado trazendo informações que possam guiar conquistas.

O projeto é composto por 4 etapas:

1) Identificar o sonho e áreas de interesse dos adolescentes

2) Capacitar profissionalmente, de forma a torná-los mais competitivos no mercado de trabalho. São mais de 100 horas de capacitação com profissionais renomados de mercado nos seguntes temas: Mundo das Carreiras, Atitude Empreendedora, Orientação Vocacional e Profissional, Word, Excel, Power Point, Introdução a Finanças Corporativa e Pessoais, Comunicação Escrita, Comunicação Verbal e Não verbal, Dicas de Processo Seletivo, Autoliderança, Criatividade e 10 encontros de Inglês funcional.

3) Inclui-los no mercado de trabalho em programas de estágio ou menor aprendiz em empresas parceiras que apoiam o projeto.

4) Orientá-los em direção ao alcance de seus sonhos profissionais através de mentores (pessoas atuantes no mercado que acompanharão e orientarão os jovens sobre cursos, vagas, atitudes para que possam alcançar mais rapidamente a profissão/formação que desejam.

O público alvo são 18 adolescentes entre 15 a 18 anos, ambos os sexos que estejam cursando ou concluído o Ensino Médio.

A 3ª turma será realizada aos sábados de 19 de agosto a 25 de novembro das 8h às 17h30.

Este projeto vem fazendo a diferença na vida dos jovens, seus familiares, comunidade e nos voluntários. Veja abaixo o depoimento espontâneo do Matheus que foi contratado pela Claro//Net através do Projeto Bússola

MENSAGEM DO MATHEUS

“Vocês do projeto bússola me ajudaram muito a alcançar o meu objetivo. Agora se iniciará uma nova etapa da minha vida .

Lembrarei de vocês nos meus caminhos. O projeto fez jus a seu nome. Direcionou-me para o melhor caminho e me ensinou que tendo vontade e determinação eu chego onde eu quiser.

Muito obrigado a todos vocês que estão se solidarizando e tendo olhos para nós que não temos quase nenhum apoio nesse assunto”.

Para que o Projeto Bússola seja realizado 30 voluntários (Professores, Coordenador Pedagógico, Navegadores, Gestor dos Navegadores, Captadores de Vagas, Captadores de Recursos, Monitores.

Apesar de todas estas pessoas do bem disponibilizarem seu tempo e experiências gratuitamente ainda há custos como:

Almoço – O almoço dos jovens é custeado pelo projeto Bússola e considerando os 12 encontros temos um custo total de R$ 5.000,00 por turma.

Coffee Break – Durante os 12 encontros é oferecido 2 coffees breaks aos jovens um custo de R$ 2.500,00 por turma.

Deslocamento – O translado dos jovens da comunidade até os locais de treinamento tem um custo de R$ 5.500,00 por turma.

Total de R$ 13.000,00 por turma e buscamos apoio para compor este valor.

Através deste Crowdfunding pedimos parte deste valor para viabilizar este projeto magnífico e encantador.

Quero Ajudar!

Mais Informações no link

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Seu Evento Dentro da LEI

Quem organiza eventos, por vezes esquece a importância de seguir a legislação brasileira quanto a organização de eventos, assim evitando quaisquer conflitos com a justiça, vamos conhecer agora as principais leis para organizar um evento.

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Equipe de pista afina os treinos para o GP Brasil de Fórmula 1

O cockpit, que traz o emblema da FIA, divulgando sua campanha de segurança e sustentabilidade no automobilismo esportivo, é o melhor instrumento para preparar as equipes que cuidam de dois aspectos cruciais em uma corrida de F1: a remoção de um piloto em caso de acidente e a rápida intervenção dos médicos. O treino de extração do piloto pode ser executado com o cockpit na posição normal ou tombado para o lado esquerdo ou direito, quando a cabeça do piloto fica protegida pelo santo antônio. Nesse segundo caso, o primeiro médico a chegar é obrigado, praticamente, a entrar embaixo do carro para avaliar as condições do piloto.
O cockpit da FIA traz todas as características de um carro de F1 com as caixas laterais, santo antônio, banco removível, volante e cinto de segurança. O cockpit permite que o treinamento seja muito próximo da realidade de um carro de F1.
“Esta simulação faz com que a equipe enfrente uma situação, praticamente, idêntica à que pode enfrentar nos treinos ou na corrida” diz o diretor esportivo do GP Brasil, Alfredo Tambucci Jr.
Além de Tambucci Jr, o treinamento foi dirigido pelo novo diretor de prova Felippe Biazzi e pelo diretor médico do GP Brasil, Dino Altmann. E o cockpit voltará a ser utilizado também na semana no GP. Na quinta, dia 10 de novembro, haverá um exercício no box da equipe Mercedes e, na sexta, na pista, com a presença do delegado-médico da Federação Internacional de Automobilismo.

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Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016

Jogos Olímpicos de 2016 oficialmente Jogos da XXXI Olimpíada, mais comumente Rio 2016, será um evento multiesportivo realizado no segundo semestre de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

A escolha foi feita durante a 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, que aconteceu em Copenhague, Dinamarca, em 2 de outubro de 2009. Os Jogos Paralímpicos de Verão de 2016 serão sediados na mesma cidade e organizados pelo mesmo comitê.

Será a primeira vez que os Jogos Olímpicos serão sediados na América do Sul e a segunda vez na América Latina, depois da Cidade do México 1968. Será também a terceira vez que acontecerão no hemisfério sul, depois de Melbourne 1956 e Sydney 2000. Além disso, será também a oitava vez que o Brasil sediará um grande evento multiesportivo.

O evento ocorrerá entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016 e as Paraolimpíadas serão entre 7 e 18 de setembro do mesmo ano. O local de abertura e encerramento será no Estádio do Maracanã. Serão disputadas 28 modalidades, duas a mais em relação aos Jogos Olímpicos de Verão de 2012. O Comitê Executivo do COI sugeriu as inclusões do rugby sevens e do golfe, e foram aprovados durante a 121ª Sessão.
Abertura, Encerramento e Lema

Acontecerão no mês de agosto de 2016 na cidade do Rio de Janeiro (Brasil), os XXXI Jogos Olímpicos de Verão. A abertura será realizada no dia 5 de agosto. A cerimônia de encerramento ocorrerá no dia 21 de agosto. O lema dos jogos será “Viva sua paixão”. As duas cerimônias acontecerão no Estádio do Maracanã.

O estádio do Maracanã foi totalmente reformado e modernizado. Sua capacidade atual é de 82.000 espectadores.

As cerimônias de abertura e encerramento serão vistas pela televisão por, aproximadamente, 4,5 bilhões de pessoas no mundo todo (estimativa).

A expectativa é de que participem, nas Olimpíadas 2016, cerca de 10.500 atletas de 206 nações.

Modalidades

Ao todo serão disputadas 28 modalidades olímpicas, duas a mais (Rúgbi de sete e Golfe) do que as dos Jogos Olímpicos de 2012.

Mascotes

As Olimpíadas do Rio 2016 contará com dois animados mascotes. Representando a fauna e a flora, eles são: Vinícius (representa os animais do Brasil) e Tom (representa as plantas do Brasil). Os nomes são justas homenagens a dois grandes compositores da música popular brasileira: Vinícius de Moraes e Tom Jobim.

Locais de competição:

As provas ocorrerão em 32 locais de competição em quatro regiões (zonas) da cidade do Rio de Janeiro:

Zona Barra

– Centro Olímpico de Treinamento: basquetebol, handebol, judô, lutas e taekwondo
– Centro Olímpico de Hóquei: hóquei sobre a grama
– Centro Olímpico de Tênis: tênis
– Velódromo Olímpico do Rio: ciclismo de pista
– Centro Aquático Maria Lenk: polo aquático e saltos ornamentais
– Estádio Olímpico de Desportos Aquáticos: nado sincronizado e natação
– Arena Olímpica do Rio: ginástica artística, ginástica rítmica e ginástica de trampolim
– Riocentro: badminton, halterofilismo e tênis de mesa e boxe.
– Condomínio Reserva Uno: golfe

Zona Deodoro

– Centro Nacional de Hipismo: hipismo
– Centro Nacional de Tiro: tiro esportivo
– Parque do Pentatlo Moderno: pentatlo moderno
– Arena de Deodoro: esgrima
– Parque Radical: BMX, canoagem slalom e mountain bike

Zona Maracanã

– Estádio do Maracanã: cerimônias de abertura e encerramento e finais do futebol.
– Estádio Olímpico João Havelange: competições de atletismo.
– Praia de Copacabana: sede da maratona aquática, do voleibol de praia e do triatlo.
– Ginásio do Maracanãzinho: voleibol
– Sambódromo da Marquês de Sapucaí: tiro com arco e chegada da maratona
– Estádio São Januário: rugby de sete

Zona Copacabana

– Lagoa Rodrigo de Freitas: canoagem velocidade e remo
– Praia de Copacabana: maratona aquática, voleibol de praia e triatlo
– Marina da Glória: vela
– Parque do Flamengo: ciclismo de estrada e marcha atlética

Estádio do Maracanã: cerimônias de abertura, encerramento e finais do futebol.

Áreas não esportivas

– IBC/MPC
– Praia Olímpica
– Vila de Mídia
– Vila Olímpica

Saiba mais (notícias, informações, números e curiosidades):

– Em 14/06/16, foram apresentadas as medalhas que serão distribuídas aos atletas nos Jogos Olímpicos de 2016. A novidade é que elas são sustentáveis. As medalhas de ouro são totalmente livres de mercúrio. Jás as medalhas de prata e bronze possuem, em sua composição metálica, 30% de material de origem reciclável.

– Em 2020, as Olimpíadas ocorrerão na cidade do Tóquio (capital do Japão).

– Acesse mais informações sobre as Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016 no site oficial do evento: Rio 2016.

– A tocha olímpica foi acessa em 21 de abril de 2016, na cidade de Olímpia (Grécia). A pira olímpica será acessa em 5 de agosto de 2016, no Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro). A tocha olímpica chegará ao Brasil em 3 de maio. Em nosso país, será conduzida por 12 mil pessoas, passando por mais de trezentas cidades.

– Nos Jogos Olímpicos do Rio de 2016, farão a cobertura jornalística cerca de seis mil profissionais de imprensa e vinte mil de televisão.

– Serão disputadas 306 provas com medalhas. Serão 161 provas masculinas, 136 femininas e 9 mistas.

– Antes do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, serão realizados 39 eventos-teste. Estes tem como objetivo principal identificar possíveis falhas ou possibilidades de melhorias.

– Outro número que impressiona neste evento é o número de ingressos colocados a disposição: 7,5 milhões.

– Cerca de 45 mil voluntários participarão da organização das Olimpíadas de 2016.

– Serão distribuídas 971 medalhas durante os Jogos Olímpicos.

– A nadadora do Nepal Gaurika Singh é a atleta mais jovem que participará dos Jogos Olímpicos do Rio. Com apenas 13 anos, ela tentará ganhar uma medalha nos 100 metros costas.

– Haverá pela primeira vez, no Brasil, um álbum de figurinhas dos Jogos Olimpicos. A empresa Panini deverá dar destaque para os atletas olímpicos brasileiros que participarão das Olimpíadas de 2016.

Tabela de Jogos

Parque Nacional das Emas

O Parque Nacional das Emas é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região sudoeste do estado de Goiás. O parque abrange uma área de 132 000 ha, distribuídos pelos municípios de Mineiros, Chapadão do Céu, e parte de Costa Rica (Mato Grosso do Sul).

Criado através do Decreto No 49.874, emitido em 11 de janeiro de 1961 pelo então Presidente da República, Juscelino Kubitschek, teve seus limites revistos posteriormente pelo Decreto 70.375, de 6 de abril de 1972. O parque preserva as diversas nascentes dos rios Jacuba e Formoso, afluentes do rio Paranaíba, da bacia do rio Paraná.

O acesso ao parque pode ser feito por Serranópolis, por Chapadão do Céu, ou por Mineiros. É administrado atualmente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Importância do parque:

Preservar amostras representativas dos ecossistemas do Cerrado, em especial do campo limpo hiperestacional, área única conhecida desta fitofisionomia para o Cerrado.
Proteger as áreas da chapada do parque, como ponto mais setentrional das áreas de recarga do aqüífero Guarani.
Assegurar a qualificação do parque como área-núcleo da Reserva da Biosfera do Pantanal e como Patrimônio Natural da Humanidade.

Abrigar e assegurar o habitat de grandes mamíferos, em especial:

onça-parda (Puma concolor)
onça-pintada (Panthera onca)
cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus)
tamanduá-bandeira (Myrmecophaga trydactyla)
lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)
cachorro-vinagre (Speothos venaticus)

Assegurar a manutenção de populações viáveis das espécies ameaçadas de extinção, a saber:
Da fauna:

codorna-mineira (Nothura minor)
inhambu-carapé (Taoniscus nanu)
papagaio-galego (Amazona xanthops)
bacurau-rabo-branco (Caprimulgus candicans)
tapaculo-de-colarinho (Melanopareia torquata)
chorozinho-de-bico-comprido (Herpsilochmus longirostris)
andarilho (Geobates poecilopterus)
limpa-folha-do-brejo (Philydor dimidiatus)
fura-barreira (Hylocryptus rectirostris)
maria-corruíra (Euscarthmus rufomarginatus)
soldadinho (Antilophia galeata)
gralha-do-cerrado (Cyanocorax cristatellus)
gralha-do-cerrado (Cyanocorax cristatellus)
pula-pula-de-sobrancelha (Basileuterus leugophrys)
bandoleta (Cypsnagra hirundinacea)
cigarra-do-campo (Neothraupis fasciata)
batuqueiro (Saltator atricollis)
Porphyrospiza caerulescens
mineirinho (Charitospiza eucosma) e
capacetinho-do-oco-do-pau (Poospiza cinerea)
da flora:
coquinho-do-campo (Acrocomia hassleri)

Assegurar a manutenção de populações viáveis das espécies raras, a saber:
De aves:

bacurau-de-rabo-branco (Caprimulgus candicans)

de serpentes:

mussurana (Rhachidelus brazili)
bicuda (Lystrophis nattereri)
cobra-cega (Leptotyphlops koppesi)
cobra-cipó (Philodryas livida)
cobra-d’água (Liophis maryellenae)

de flora:

araticum (Annona coriacea)
murici-pequeno (Byrsonima coccolobifolia)
Camarea affinis
fel-de-gentil (Cayaponia espelina)
algodão-do-campo (Cochlospermum regium)
Combretum hilarianum
araticunzinho (Duguetia furfuracea)
Galactia decumbens
paratudo (Gomphrena macrocephala)
Hyptis eriophylla
rosa-de-caboclo (Langsdorffia hypogea)
folha-de-serra (Ouratea spectabilis) e
bolsa-de-pastor (Zeyheria montana)

Assegurar a manutenção de populações viáveis das espécies em perigo da flora, a saber:

cajuzinho-do-cerrado (Anacardium humile)
Barjonia erecta
Deianira nervosa
caqui-do-cerrado (Diospyros hispida)
Eriope crassipes
Froelichia procera
jenipapo (Genipa americana)
Heteropteris campestris
anileiro (Indigofera gracilis)
Ipomoea virgata
Irlbachia speciosa
Pradosia brevipes e
pimenta-de-macaco (Xylopia aromatica)

Assegurar a manutenção de populações viáveis das espécies vulneráveis da flora, a saber:

decatuaba (Anemopaegma arvense)
araticum (Annona warmingiana = A. pygmaea)
pequi (Caryocar brasiliense)
Croton cinctus
araticunzinho (Duguetia gabriuscula)
Eremanthus sphaerocephalus
azulzinha (Evolvulus cressoides)
Evolvulus fuscus
Hoehnephyton trixoides
Hortia brasiliana
Ipomoea argentea
Ipomoea campestris
Ipomoea procurrens
Jacquemontia sphaereocephala e
carne-de-vaca (Roupala montana)

Assegurar a manutenção de populações viáveis das novas espécies encontradas no PNE, a saber:
de serpentes:

cobra-cega (Liotyphlops aff. Ternetzi)
falsa coral (Apostolepis aff. Lineata)
de lagartos:
Cnemidophorus aff. parecis
Cnemidophorus aff. ocellifer
cobra-de-vidro (Ophiodes sp) e
calango (Tropidurus sp)

de peixes:

lambari (Astyanax scabripinnis cf. paranae), Astyanax sp 1, Astyanax sp 2, Astyanax sp 3
lambari (Hasemania sp.)
piaba (Hyphessobrycon sp. 1), Hyphessobrycon sp. 2
canivete (Characidium aff. zebra), Characidium sp. 1, Characidium sp. 2
piau (Leporinus cf. paranensis)
timboré (Leporinus marcgravii)
Cyphocharax sp.
traíra (Hoplias aff. Malabaricus)
bagrezinho (Tatia intermedia)
baginho (Cetopsorhamdia sp)
Rhamdia sp
Hisonotus sp
barrigudinho (Phalloceros sp//)
talhoto (Rivulus pictus)
pirambóia (Synbranchus sp. 1) e Synbranchus sp.2

Assegurar que o PNE contribua como centro de reprodução e dispersão de animais silvestres e como fonte de repovoamento da região;

Contribuir, estimular e promover a utilização dos princípios e práticas de conservação da natureza no processo de desenvolvimento da zona de amortecimento do PNE;

Proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica no interior do PNE, em especial as Chapadas e Furnas do rio Jacuba e as diversas fitofisionomias do Cerrado existentes no interior do PNE;

Proteger as nascentes dos rios Jacuba e Formoso, afluentes do rio Corrente, da bacia do rio Paraná;

Proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e monitoramento ambiental, em especial: da prevenção de incêndios florestais, de estudos de ecologia da biodiversidade encontrada no PNE, do monitoramento das espécies invasoras, e estudos de biologia do campo limpo hiperestacional de Cerrado;

Assegurar a integridade e a riqueza do bioma Cerrado preservado pelo PNE;

Propiciar meios para o monitoramento do fogo, das espécies exóticas e invasoras, do uso de agrotóxicos no entorno no PNE, da qualidade da água das nascentes e das zonas de recarga que fluem para o PNE de forma que o PNE possa se tornar uma referência para outras áreas de Cerrado.

Favorecer e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza;

Assegurar que a única área protegida de Cerrado onde ocorre o fenômeno de bioluminescência seja preservada;

Propiciar a integração do PNE com outras UCs contíguas e próximas ao Parque de modo a favorecer a gestão em mosaico, tornando o PNE sua área núcleo;

Contribuir com a conectividade entre remanescentes florestais da região de forma a favorecer o trânsito e a troca genética dos corredores ecológicos das três bacias do Paraná, Araguaia e Pantanal.

Métodos

O desenvolvimento do Parque obedeceu à metodologia contida no roteiro metodológico do IBAMA “Parques Nacionais, Reservas Biológicas e Estações Ecológicas” (IBAMA, 2006), contendo informações coletadas e organizadas nos levantamentos realizados no parque e sua área de influência, com subsídios de informações colhidas junto à comunidade em várias etapas do planejamento. Foram, também, elaborados mapas temáticos, a partir da interpretação de cartas topográficas do IBGE e do DSG e informações coletadas “in crazy ” por GPS.

Sítio oficial Parque Nacional das Emas

Endereço: Rodovia GO 206, s/n – Chapadão do Céu, Mineiros – GO, 75828-000
Telefone: (64) 3929-6000

Projeto: LIVRO “PARQUE DAS EMAS, NO CORAÇÃO DO CERRADO”

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Ayrton Senna, há 22 anos R.I.P.

Tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna morreu durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola. O brasileiro perdeu o controle de sua Williams e bateu na curva Tamburello.

Ayrton Senna – A História em 1 Minuto

Durante os 10 anos de carreira, uma imagem de Senna a cada vitória se transformou em uma marca: a bandeira do Brasil tremulando na mão. “(O que me lembra ele) é a cena do cockpit com a bandeira fora”. “É a procura da bandeira, o falar do país, a maneira de se posicionar. E uma outra coisa: não falar o que você faz. As pessoas falam por você”.

Ayrton Senna

Canal Senna TV – Trailer 2016

Esse é o Senna TV, é um canal sobre o maior piloto de automobilismo de todos os tempos!

Para inaugurar o Senna TV, nada melhor do que bater um papo sobre a estreia de nosso tricampeão mundial com um jovem estreante da Formula 4, o piloto Giuliano Raucci.

Ayrton Senna superou até mesmo as barreiras do automobilismo! Em uma conversa com a ex-jogadora Magic Paula, falamos sobre como ele inspira esportistas de todo o mundo em diversas categorias.

Ayrton Senna Documentário – The Right To Win

Brasil

Brasil (pronuncia-se localmente AFI: [bɾaˈziw]), oficialmente República Federativa do Brasil, é o maior país da América do Sul e da região da, sendo o quinto maior do mundo em área territorial (equivalente a 47% do território sul-americano) e população (com mais de 200 milhões de habitantes). É o único país na América onde se fala majoritariamente a língua portuguesa e o maior país lusófono do planeta, além de ser uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas, em decorrência da forte imigração oriunda de variados locais do mundo.

Delimitado pelo oceano Atlântico a leste, o Brasil tem um litoral de 7.491 km. É limitado a norte pela Venezuela, Guiana, Suriname e pelo departamento ultramarino francês da Guiana Francesa; a noroeste pela Colômbia; a oeste pela Bolívia e Peru; a sudoeste pela Argentina e Paraguai e ao sul pelo Uruguai. Vários arquipélagos formam parte do território brasileiro, como o Atol das Rocas, o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha (o único destes habitado) e Trindade e Martim Vaz. O país faz fronteira com todos os outros países sul-americanos, exceto Chile e Equador. A sua Constituição atual, formulada em 1988, define o Brasil como uma república federativa presidencialista, formada pela união do Distrito Federal, dos 26 estados e dos 5.570 municípios.

O território que atualmente forma o Brasil foi encontrado pelos europeus em 1500, durante uma expedição portuguesa liderada por Pedro Álvares Cabral. A região, que até então era habitada por indígenas ameríndios divididos entre milhares de grupos étnicos e linguísticos diferentes, torna-se uma colônia do Império Português. O vínculo colonial foi rompido, de fato, quando em 1808 a capital do reino foi transferida de Lisboa para a cidade do Rio de Janeiro, depois de tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte invadirem o território português. Em 1815, o Brasil se torna parte de um reino unido com Portugal. Dom Pedro I, o primeiro imperador, proclamou a independência política do país em 1822. Inicialmente independente como um império, período no qual foi uma monarquia constitucional parlamentarista, o Brasil tornou-se uma república em 1889, em razão de um golpe militar chefiado pelo marechal Deodoro da Fonseca (o primeiro presidente), embora uma legislatura bicameral, agora chamada de Congresso Nacional, já existisse desde a ratificação da primeira Constituição, em 1824. Desde o início do período republicano, a governança democrática foi interrompida por longos períodos de regimes autoritários, até um governo civil e eleito democraticamente assumir o poder em 1985, com o fim do último regime militar.

A economia brasileira é a maior da América Latina e do Hemisfério Sul, a sétima maior do mundo, tanto nominalmente quanto por paridade do poder de compra (PPC). Reformas econômicas deram ao país novo reconhecimento internacional, seja em âmbito regional ou global. O país é membro fundador da Organização das Nações Unidas (ONU), G20, BRICS, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), União Latina, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Mercado Comum do Sul (Mercosul) e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), além de ser um dos países BRIC. O Brasil também é o lar de uma diversidade de animais selvagens, ecossistemas e de vastos recursos naturais em uma grande variedade de habitats protegidos.

A História do Brasil por Bóris Fausto

Série narrada pelo historiador Bóris Fausto e que, por meio de documentos e imagens de arquivo, traça um panorama político, social e econômico do País, desde os tempos coloniais até os dias atuais. A série é composta, ainda, de entrevistas com algumas personalidades que ajudaram a escrever essa história.

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MEU AMIGO, CHARLIE BROWN | “You’re a Good Man, Charlie Brown”

CHARLIE BROWN

Uma superprodução para todas as idades, bom para as crianças e melhor ainda para os adultos que acompanham estes personagens desde os anos 50. Uma história que celebra a amizade e traz personagens humanos, repletos de dilemas atuais que culminam em situações muito engraçadas, mas que mostram de maneira genuína que a felicidade está presente nas pequenas coisas, nos pequenos gestos.
Baseada na célebre história em quadrinhos criada pelo desenhista Charles M. Schulz em 1950 e até hoje publicada em milhares de jornais de todo o mundo.

No papel do emblemático Snoopy o ator Tiago Abravanel de volta aos palcos dos musicais depois do grande sucesso de Tim Maia, Vale Tudo – o musical. O elenco também é formado por Leandro Luna (Charlie Brown), Mariana Elisabetsky (Sally Brown), Paula Capovilla (Lucy Van Pelt). Completam o elenco Guilherme Magon (Schroeder) e Mateus Ribeiro (Linus Van Pelt), assim dos Swings Tecca Ferreira e Douglas Tholedo.

As canções originais são de Clark Gesner, canções adicionais de Andrew Lippa. Direção original de You’re A Good Man, Charlie Brown (versão 1999), de Michael Mayer. A Direção Musical e regência são assinados por Sandro Silva e Direção Vocal por Rafael Villar. Cenografia de Chris Ayzner e os figurinos de Jô Resende são uma releitura da criação de Schulz, contudo não perdem a identidade e referências desse artista. A iluminação é de Paulo César Medeiros e a Realização da Néctar Cultural que traz à frente da produção Danny Olliveira e Leandro Luna.

Uma das histórias em quadrinhos mais populares e queridas de todos os tempos, o Peanuts da turma de Charlie Brown, Snoopy, Lucy e cia., foi adaptada para diversas formas de entretenimento: cinema, séries e especiais de TV, discos, livros, parques temáticos e, claro, espetáculos musicais. You’re a Good Man, Charlie Brown estreou Off-Broadway em 1967, com cerca de 1600 apresentações. Uma segunda versão seria montada em 1971. A versão definitiva é a de 1999, da qual Meu Amigo, Charlie Brown foi adaptada e recebeu dois prêmios Tony (melhor ator e melhor atriz em musical) e três prêmios Drama Desk (melhor remontagem de musical, melhor ator e melhor atriz). Essa montagem teve duas adaptações para a TV americana: um especial com atores na rede NBC e um especial de animação na CBS.
No Brasil a mesma montagem ganhou em 2010 o prêmio FEMSA Coca-Cola para melhor cenário, produção e atriz coadjuvante.

A HISTÓRIA

“Um dia normal na vida de Charlie Brown”. Assim os autores resumem a história deste musical. Um dia recheado de pequenos momentos da vida de Charlie Brown; do Dia do Amigo à temporada de beisebol, do extremo otimismo ao desespero total, tudo isso misturado às vidas de seus amigos e colocado juntos num único dia, de uma linda e incerta manhã a um pôr do sol cheio de esperança.
O universo de Charlie Brown se caracteriza pelo humor delicado e melancólico, com personagens inteligentes, sensíveis, mordazes e criativos que provocaram uma revolução no mundo das histórias em quadrinhos. Afinal, o protagonista é um menino cheio de preocupações e com algumas frustrações; Schroeder vive cobertor; Lucy tem uma banca de analista; Sally, a irmã mais nova de Charlie Brown, vive num dilema escolar e Snoopy é absolutamente extraordinário. Todos personagens refletem sobre a simplicidade e a complexidade do cotidiano, além de questionarem e tentarem entender tudo que os rodeia.
A dramaturgia e a música propõem o encontro do menino Charlie Brown com o mundo que o cerca, e sua constante busca pelo significado das coisas e dos sentimentos.

Ficha Técnica

MEU AMIGO CHARLIE BROWN
Um musical da Broadway
Direção de Coreografia – Alonso Barros
Teatro Shopping Frei Caneca (600 lugares)
Rua Frei Caneca, 569 – 7º Andar.
Informações: (11) 3472-2229 e 3472-2230
Grupos: (11) 3472-2226 / www.teatrofreicaneca.com.br
Bilheteria: de terça à domingo, das 13h até o início do espetáculo. Nos dias em que não houver espetáculo, a bilheteria funciona até às 19h. Sujeito a alteração do elenco.
Vendas: (11) 4003.1212 / www.ingressorapido.com.br
logo_ibisbudget_cmjn
Hospedagem Oficialibis budget São Paulo Frei Caneca
Reservas – (11) 2678-7555

Março:
Sábados e Domingos às 17h30 e 20h

Abril:
Sábados às 15h e 17h30 | Domingos às 16h

Ingressos:
R$ 80

Duração: 90 minutos
Recomendação: livre
Gênero: musical

Estreia dia 05 de Março de 2016

Temporada: até 24 de Abril

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COMIDA JAPONESA NO BRASIL

Abordando histórica e etnologicamente as raízes da cultura alimentar japonesa, professor Mori investiga como a gastronomia nipônica se adaptou, tanto do ponto de vista da cultura material bem como da cultura imaterial, às peculiares realidades objetivas encontradas em nosso país — passando por um amplo grau de diferenciação em relação ao quadro tradicional, revelando-se um sistema aberto: em diálogo com o exterior, flexível a ponto de transformar-se, variando e adotando novidades.
Atualmente, após um verdadeiro boom, lembrou o pesquisador, a culinária japonesa entrou na moda: são mais de 600 restaurantes em São Paulo, número superior ao de churrascarias. Essa comida, outrora tida como “incomível” — para muitos, o fato do peixe ser ingerido cru trazia, conjugada à incredulidade, certa repulsa fisiológica —, superou a imagem negativa.
O sushi e o sashimi, o missô (pasta de soja) e o shoyu (molho de soja) — ambos fermentados, o que representava problema de aceitação —, o “arroz de sushi” adocicado e o nori (folha de algas marinhas) — de aprovação também duvidosa —, acabaram se afirmando, sobretudo nos últimos trinta anos, como saborosos, saudáveis e esteticamente apurados. O peixe cru — livre, estranhamente, de qualquer “gosto de maresia” — viu seu simbolismo mudar, passou a significar algo fresco.
Professor Mori destaca a gastronomia japonesa, no início do milênio, como uma das principais matrizes culinárias globais. “O mundo está tão integrado”, comenta, “que a cozinha não poderia ficar de fora dessa fusão entre Oriente e Ocidente”. O sushi conquistou o planeta, observa, numa tendência dinâmica de inovação e não de manutenção de uma “nipocidade perfeita”. A imensa maioria dos restaurantes paulistanos, por exemplo, num contexto híbrido, não serve comida japonesa “clássica”: mistura sabores e técnicas, inventa uma culinária eclética de intercâmbio e adaptação.
Para destacar a realidade construída na cidade de São Paulo, razoavelmente próxima daquela que se viu na expansão acentuada da gastronomia japonesa nos Estados Unidos (principalmente em Los Angeles, que nos antecedeu), Mori organiza uma lista indicando a elasticidade das adaptações geradoras do nosso modelo de comida japonesa (melhor, segundo o estudioso, seria referir-se a ela como “comida brasileira de inspiração japonesa”):

1. Preparações salgadas menos adocicadas que no Japão;
2. Emprego do shoyu e do missô nacionais. Nosso produto é bem diferente do japonês (feito com soja e trigo, sem a presença de milho);
3. Sushis com a metade do tamanho normalmente encontrado no Japão, para que o cliente não precisasse “encher a boca”, comportamento considerado inapropriado na cultura alimentar brasileira;
4. Sushis mais prensados, pois o brasileiro utiliza o molho de soja em quantidades maiores, dando um verdadeiro banho no bolinho;
5. Predileção por uma pequena variedade de peixes: o de carne branca, o amarelo (salmão) — largamente preferido — e o vermelho (atum). No Japão, a diversidade de peixes e frutos-do-mar empregados é vastamente maior;
6. Sushis de salmão defumado;
7. Emprego de frutas tropicais: abacaxi, manga, kiwi, e até mesmo abacate;
8. Uso eventual de um pouco de sumo de limão, principalmente em peixes de carne branca, para quebrar o paladar forte, adaptando ao gosto típico mais convencional;
9. Sushis ou sashimis de peixes brasileiros de água doce;
10. Invenção do uramaki, literalmente, “enrolado pelo avesso”. A folha de alga é posicionada na parte interna e não na cobertura externa do sushi, ficando dissimulada, já que muitos clientes não gostam da idéia de comer “papel-carbono”;
11. Inovações na disposição dos pratos e nas regras para servir à mesa: festivais de sushi, rodízios, buffets, “por quilo”, “combinados” — belos arranjos apresentados, normalmente, sobre um barco de madeira;
12. “Sakerina”: caipirinha, o mais brasileiro dos drinques, preparada com saquê;
13. Uso de azeite e de alho em algumas preparações.

São essas estratégias de abrasileiramento, distantes dos compromissos com a tradição culinária de origem, que fizeram a gastronomia japonesa vencer a barreira étnica, geográfica e simbólica. O sushi, de prato principal transformou-se em entrada, presente inclusive em churrascarias de rodízio. Comida antes incomum, passa a ser provada freqüentemente, populariza-se.
Outro fator contaminador foi larga emprego da mão-de-obra nordestina nas cozinhas e salões japoneses em São Paulo. Esse pessoal, que não estava preso aos valores culturais nipônicos, incentivou uma nova abordagem da cozinha japonesa, muito mais próxima do gosto dos brasileiros.
Curiosamente se nota, a maioria das pessoas percebe e partilha tão pouca coisa a respeito do Japão que, incapaz de reconhecer a falsa experiência, aceita a mais leve sugestão de ligação histórica (decoração orientalista com lanternas de papel, “gueixas” como garçonetes ou “pauzinhos” para comer), sem preocupações com a legitimidade ou com a pureza. O que se vivencia não é o Japão (cultura intensa, grandiosa) é sim o modo como se espera que o Japão seja. Claro que, como professor Mori indica, e isso importa de maneira definitiva, a comida em si, bastante diferente da original, muitíssimo bem adaptada, é uma delícia!