República Federativa do Brasil

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Números da Indústria de Eventos no Brasil

É o que mostra o relatório “2º Dimensionamento Econômico do Setor de Eventos”, elaborado pela Associação Brasileira das Empresas de Eventos (Abeoc) em parceria com o Sebrae.

Segundo o relatório divulgado no dia 14 de outubro, durante o ano de 2013 foram realizados 590 mil eventos no país, com um total de 202,2 milhões de participantes e R$ 209,2 bilhões em receitas – o equivalente a 4,32% do PIB do país no período. O valor representa também um crescimento de 460% em relação ao ano de 2001, utilizado como base no último levantamento equivalente.

A região Sudeste continua sendo o principal polo, abrigando 52% do total de eventos (305,7 mil) e 53% do público (106,2 milhões). O segundo lugar é dividido entre as regiões Nordeste, com 116,3 mil eventos (20% do total); e Sul, com 37,3 milhões de participantes (18% do total).

Em relação aos meios utilizados para divulgação e promoção, a internet definitivamente substituiu os canais tradicionais.

Segundo o relatório, sites (84,4%), redes sociais (66,6%) e e-mail marketing (46,6%) são as três ferramentas mais utilizadas – vale destacar que todas essas funcionalidades são oferecidas pela Eventioz. O mobile aparece na 12º posição, com 7,9% de participação e deve crescer nos próximos anos.

No total, estima-se que a indústria de eventos gere cerca de 7,5 milhões de empregos direta e indiretamente. Para chegar aos números, o relatório consultou 60 mil empresas do segmento. Para ler o relatório na íntegra, click Abeoc.

Vídeo com algumas informações:

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Fornecedores | Paradyse Foto & Video

Abrangendo Eventos Sociais como Casamentos – Aniversários – Corporativos podemos oferecer um diferencial: Preços competitivos aliados a boa qualidade.

Contamos com profissionais especializados e com isto, proporcionando aos seus clientes satisfação e respeito.

A Paradyse vem se destacando no segmento, com equipamentos de última geração registrando assim os melhores momentos de pessoas que desejam guardar com segurança as lembranças únicas de sua vida e com isso nós conseguimos com o passar do tempo conquistar não somente clientes, mas amigos.
Oferecemos vários pacotes que podem se adequar perfeitamente a sua necessidade.

Nosso objetivo é fazer com que cada cena de seu evento seja eternizada através de um trabalho de qualidade, pois tratamos o nosso cliente com total exclusividade.

Serviços Prestados:
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* CERIMONIAL

Contato: Marcos Ormiga
Escritório: (11) 2293-3991
Celular: (11) 99943-1218 (Tim)
Site: www.paradysevideo.com.br

Casamento

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Mercado de Eventos

O Brasil está na rota dos grandes shows e eventos de negócios do mundo e esse é um setor que cresce, em média, 10% ao ano.
A boa notícia para o trabalhador é que há vagas para muitas áreas. O mercado de eventos é promissor e envolve todo o tipo de profissional que trabalha no desenvolvimento dos projetos, na montagem, na execução… É uma grande estrutura que cresce e que atrai muita gente.
Uma das áreas em ascensão é a de live marketing – o marketing ao vivo. “A gente está falando de eventos, de campanhas de incentivo, de campanhas promocionais ao consumidor, ao público intermediário e ativações que acontecem no ponto de venda”, explica Kito Mansano, presidente da Associação de Marketing Promocional.
O live marketing vai além da promoção de uma marca. Tem um time de criação sim, mas envolve muito mais profissionais. “Um advogado para construir uma autorização de realização de um evento, um engenheiro para fazer a assinatura das plantas de um palco”, afirma Kito.
Já existem cursos técnicos de live marketing e faculdade para quem quer seguir carreira. “Algumas faculdades oferecem o curso de live marketing, que é uma especialização e existem algumas faculdades que já tem um curso chamado mercadologia, que também é um curso de live marketing”, orienta Kito.
Para quem quer seguir na área de eventos, as feiras podem ser uma oportunidade. O Brasil realiza mais de 2,2 mil feiras de negócios por ano. Sudeste, Sul e Nordeste são as regiões onde acontece o maior número de feiras, um mercado que movimenta 49 mil empresas expositoras.
Uma feira realizada no pavilhão do Anhembi, em São Paulo, por exemplo, levou um ano de planejamento e ocupou 85 mil metros quadrados. Foram cinco dias de montagem, outros sete para desmontar e milhares de profissionais. “Aqui pra gente montar, realizar e desmontar gera em torno de 14 mil empregos. Nós temos profissional de marketing, engenharia, comunicação, equipe de operacional, tem arquitetos, engenheiros”, afirma Liliane Bortloluci, diretora da Reed Exhibitions.

Tem ainda os profissionais que movimentam os estandes, como vendedores, expositores, modelos e atores. Lilian Bragança trabalha como recepcionista em eventos há 16 anos e tem alguns segredos: ela fala inglês, francês, não desce do salto alto por nada e conserva sempre o sorriso, mesmo que o tempo demore pra passar: “Você tem que ficar linda o dia inteiro, recebendo as pessoas, conversando, explicando, ajudando. Não tem horário, já cheguei a fazer 13 horas de evento”.

Lollapalooza

Um dos grandes eventos realizados no Brasil é Lollapalooza, festival internacional que começa no próximo sábado (28) em São Paulo. Em dois dias são esperadas 150 mil pessoas e milhares de profissionais para dar conta de tudo. “Toda a parte de banheiros, de acessos, de pisos, de tendas de comida, de bebida, enfim, toda a parte de gradiamento, de perímetro de festival”, explica Pedro Braga, coordenador de área de festival.

“Tudo que as agências de publicidade criam e a gente executa aqui em campo, em uma melhor forma para o público, pra que não interfira nas passagens, nos acessos, nos palcos…”, relata a produtora Alessandra Câmara.
Há cerca de 20 anos, festivais gigantes como esse eram poucos no Brasil. “Quando eu comecei a trabalhar, eu fazia dois shows por ano, ou dois festivais e também tinha muito pouca gente no mercado e pouca demanda”, conta Fabiana Lian, diretora do curso On Stage Lab.

Agora, é um atrás do outro. “Quando acaba um festival, a gente já começa a pensar no outro. O Brasil virou foco de turnê, de banda, mega festivais. São muitos festivais acontecendo no Brasil só esse ano. A gente acaba criando um mercado muito amplo, mas falta a mão de obra”, diz Victor Pelúcia, diretor técnico de montagem.
Falta profissional qualificado porque o mercado cresceu e o nível de exigência também. O diretor de eventos Pablo Fantoni é professor do curso que prepara quem quer trabalhar com show business: “É uma situação muito profissional. Hoje em dia a fiscalização é muito grande, a responsabilidade dos promotores de evento é gigante. Formar as pessoas pra que esse resultado seja o mais profissional possível é super interessante e super positivo”.
Tem muita gente estudando para entrar nesse mercado. “Eu trabalho na área desde os 16 anos como freelancer e acho que faltava a parte de aprender realmente, o papel, uma planilha, então faltava realmente isso, você tem a prática, mas faltava a essência, conta a estudante Luly Souza.

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Motor Keppe | Norberto Keppe

Recebe este nome porque foi desenvolvido segundo princípios inovadores que surgiram da pesquisa do cientista Norberto Keppe sobre a física, e expostos em sua obra “A Nova Física da Metafísica Desinvertida”, escrita em 1996, na França.

A tecnologia Keppe Motor não prevê limites de aplicação no seu desenvolvimento e pode conferir eficiência tão próxima de 100% quanto se deseje, tanto para motores de alta como de baixa potência, bastando para isso apenas investir em configurações e materiais que lhe sejam mais adequados. Sabemos que, por limitações da tecnologia de motores convencionais, as eficiências maiores são atingidas apenas por motores de grande potência, sendo que os pequenos apresentam eficiência muito aquém do desejado.

Qual a importância do KEPPEMOTOR?

As mudanças climáticas já são evidentes e isso nos faz mais conscientes sobre a importância de encontrarmos fontes de energia mais eficientes e sustentáveis. Num futuro muito próximo, somente motores de alto desempenho poderão ser comercializados, de maneira a cumprir regulamentos e acordos que já estão sendo implementados por governos de muitos países.

O Keppe Motor surge como resposta às demandas destes novos padrões globais, pois oferece até 90% de economia de energia.

O benefício trazido por um motor que economiza até 90% de eletricidade para o meio ambiente e para a economia de uma nação é evidente. Os motores elétricos de baixa potência são os mais utilizados pois acionam eletrodomésticos, ferramentas elétricas, bombas hidráulicas, sistemas de refrigeração doméstica, etc. Eles somam centenas de milhões em todo o mundo e estão diretamente vinculados ao desenvolvimento de um país ou região, pois com o aumento do poder aquisitivo das famílias, mais motores são proporcionalmente adquiridos.

O Keppe Motor representa a melhor opção para os governos que têm que garantir energia elétrica para suas populações em desenvolvimento.

Além disso, o consumo reduzido do Keppe Motor permite sua utilização em pequenos sistemas de bombeamento de água e refrigeração, quando conjugado a um sistema de baterias e placas fotovoltaicas em regiões remotas onde o sol é abundante e a rede pública se faz ausente. Inúmeros projetos de sistemas auto-sustentáveis com energia solar poderiam ser implementados pelos governos com o Keppe Motor, levando mais conforto e dignidade às populações mais carentes do mundo todo.

O impacto do uso da tecnologia Keppe Motor no consumo de energia é impressionante. Vejamos este exemplo:

No Brasil, são comercializados anualmente cerca de 5 milhões de novos ventiladores de teto de uso residencial e comercial. Se todos estes ventiladores utilizassem a tecnologia Keppe Motor no período de 1 ano o resultado seria o seguinte:

Consumo anual de energia de novos ventiladores – uso 4 horas | 510 GWh/ano

Consumo anual de energia de novos ventiladores com Keppe Motor – uso 4 horas | 20 GWh / ano

Economia anual de energia resultante desta substituição | 490 GWh/ano

Com o uso de motores Keppe Motor em novos ventiladores de teto no Brasil, haveria uma economia de 490 GWh/ano. Isso corresponde a:

Produção Energética Economizada a 490 GWh/ano | 1470 GWh/ano

Usina Geradora Equivalente para produzir 1470 GWh/ano | 165 MW

Produção de Energia Equivalente de uma Usina Termelétrica | Queima de 2,9 milhões de Barris de Petróleo

Emissão Evitada de C02 | 71.400 toneladas de CO2

Esta Emissão Evitada é o Equivalente ao Plantio de | 451.000 árvores

Eficiência energética

Considerando-se o aspecto Eficiência Energética, podemos destacar as principais relevâncias, citadas abaixo:

Para a indústria Mundial: Significa um “up grade” tecnológico em linhas inteiras de produtos tradicionais, além de viabilizar soluções inovadoras até então impossibilitadas pelas limitações das tecnologias motrizes vigentes.

Para as distribuidoras de energia: Qualquer ação que reduza o consumo de energia traz o benefício de uma postergação de investimentos no atendimento dos consumidores, pode-se com a mesma estrutura suprir os uma quantidade maior, desde que esses tenham um uso mais eficiente de energia;

Para as entidades e profissionais: Capacitar pesquisadores em desenvolver produtos, absolutamente, focados em eficiência energética e o aprofundamento acadêmico em estudos de modelagens matemáticas, são exemplos da ampla gama de possibilidades necessárias para o perfeito entendimento científico e a difusão desta inovação tecnológica
O resultado dessa pesquisa pode mostrar um motor que pode ser estudado em outras aplicações, aumentando o desenvolvimento tecnológico da instituição;
a comunidade científica será o entendimento da aplicação dos efeitos da ressonância em uma conversão eletromecânica de energia, ou seja, em motores elétricos.

Para o consumidor final: O uso de produtos eletrodomésticos com a tecnologia Keppe Motor, altamente eficientes, alimentados pela rede elétrica ou fontes alternativas de energia –Painéis Fotovoltaicos, Eólica, Biomassa – reduzindo drasticamente as contas de energia.

Para o país: Ter produtos com uma tecnologia inovadora de concepção nacional, capacitando a indústria nacional a competir no mercado mundial, aumentando o desenvolvimento tecnológico nacional e gerando mais empregos.

Keppe Motor – Parte 1/3

Keppe Motor – Parte 2/3

Keppe Motor – Part 3/3

Sobre a tecnologia Keppe Motor

O Keppe Motor recebeu este nome porque foi desenvolvido com base nos princípios descritos no livro “A Nova Física da Metafísica Desinvertida”, escrito pelo cientista e pesquisador Norberto Keppe em 1996. A teoria da Nova Física de Norberto Keppe é corajosa e profética, pois reformula todos os princípios fundamentais da ciência e abre o caminho para levar a humanidade a níveis altíssimos de desenvolvimento tecnológico e social.
Neste fantástico livro, Dr. Norberto Keppe delineia a base para uma nova física que transcende completamente os postulados de Newton e Einstein e até mesmo os conceitos propostos pela
física quântica. Ele desinverte a fórmula de Einstein (E=mc2) afirmando que a matéria tem origem na chamada energia escalar que existe em todo o universo. Sua fórmula passou a ser: M=RE/TS, ou seja, a matéria é formada pela ressonância magnética conforme o tempo e o espaço. Segundo Keppe, pode-se notar a inversão que Einstein cometeu, inspirado em Isaac Newton, ao colocar a formação da energia advinda do elemento material, motivo pelo qual a natureza de nosso planeta está sendo destruída.
A originalidade da tecnologia Keppe Motor está no uso do conceito de ressonância para a otimização de sua eficiência. Assim, pelas mãos dos engenheiros Cesar Soós, Roberto e Alexandre Frascari da Associação STOP a Destruição do Mundo que encontraram uma forma de capturar a energia escalar estabelecida por Nikola Tesla (e chamada de energia essencial ou divina por Keppe), nasce uma nova categoria de motores elétricos denominados industrialmente de motores RC (Corrente Ressonante).
Os ventiladores Keppe Motor Universe turbo são os primeiros produtos equipados com a tecnologia Keppe Motor. A sua linha de ventilação já conta com mais de 100 produtos residenciais, comerciais e industriais.
Keppe Motor já tem a sua patente reconhecida em alguns países como EUA, China, Rússia e México.

Para informações adicionais acesse www.keppemotor.com e www.stop.org.br/site.

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Blocos do Carnaval de Rua 2015 em São Paulo

Confira a agenda dos principais blocos:

SEXTA-FEIRA 23/1

Acadêmicos do Baixo Augusta – lançamento do bloco
PERFIL: Bloco desfila pela via que dá nome ao cordão ostentando a presença de famosos. A atriz Alessandra Negrini é a rainha do bloco, e a cantora Tulipa Ruiz, madrinha. Em 2015 o bloco estreia com a banda do cantor Wilson Simoninha.
ONDE: Rua Augusta, 765, Consolação
HORÁRIO: 22h. (Festa de lançamento da banda da nova banda do bloco, comandada pelo músico Wilson Simoninha)
PREÇO: R$ 20 a R$ 40

Unidos do Grande Mel – Ensaio
PERFIL: Bloco estreia no Carnaval paulistano misturando diferentes ritmos musicais, dentre eles o afoxé, frevo samba-reggae e marchinhas.
ONDE: Terraço do Red Bull Station – Praça da Bandeira, 137, Centro
HORÁRIO: das 16h às 20h
PREÇO: Gratuito

Nu’Interessa – Ensaio
PERFIL: Bloco formado por sete amigos para celebrar o carnaval e a boemia pelas ruas de São Paulo.
ONDE: Club A – Av. das Nações Unidas, 12559 – Brooklin – Sheraton Hotel
HORÁRIO: 2h
PREÇO: Até 00h – Homem R$ 80 – Mulher R$ 40. Após 00h – Homem R$100 – Mulher R$50. Informações: (11) 3043-8343

SÁBADO – 24/1

Unidos do Grande Mel – Ensaio
PERFIL: Bloco que estreia este ano em desfile no Centro de São Paulo
ONDE: Terraço do Red Bull Station – Praça da Bandeira, 137, Centro
HORÁRIO: das 15h às 19h
PREÇO: Gratuito

Saia de Chita
PERFIL: Bloco fundado por ex-estudantes da faculdade de Direito da USP e amigos. Os rapazes da bateria tocam vestidos de saia de chita.
ONDE: Rua Tucuna, 1150, Perdizes
HORÁRIO: 14h concentração, saída às 17h
PREÇO: Gratuito

Bloco do Bagaça
PERFIL: Bloco do Bagaça visa resgatar a tradição do carnaval de rua no bairro da Lapa, na Zona Oeste.
ONDE: Igreja do Galo – Rua Domingos Rodrigues, n° 306, Lapa.
Percurso: Rua Domingos Rodrigues, Albion, Dom João V e Isac Annes
HORÁRIO: 12h às 19h
PREÇO: Gratuito

Kolombolo Diá Piratininga – Ensaio
PERFIL: Tradicional cordão carnavalesco da Vila Madalena, o grupo resgata a memória do samba paulistano.
ONDE: Praça Aprendiz das Letras – Rua Belmiro Braga, s/nº
HORÁRIO: das 14h às 16h
PREÇO: Gratuito

Baile Pré Carnaval do Bloco Bastardo
PERFIL: Formado por ex-membros do tradicional Vai Quem Qué
ONDE: Escola Sim de Música – Rua Cardeal Arcoverde, 206
HORÁRIO: a partir das 22hs
PREÇO: R$ 30

DOMINGO – 25/1

Unidos do Grande Mel – Ensaio
PERFIL: Bloco que estreia este ano em desfile no Centro de São Paulo
ONDE: Praça Dom José Gaspar, 72, Centro – atrás da Biblioteca Mário de Andrade
HORÁRIO: das 16h às 20h
PREÇO: Gratuito

Tarado Ni você
PERFIL: Bloco que homenageia Caetano Veloso estreou no carnaval paulista em 2014. Este ano, fará uma festa no domingo, aniversário de São Paulo, com a ideia é arrecadar fundos para financiar o saída do cordão durante o carnaval.
ONDE: a definir
HORÁRIO: 14h
PREÇO: Gratuito

TERÇA-FEIRA – 27/1

Ensaio aberto do Bangalafumenga
PERFIL: Bloco super tradicional no Rio de Janeiro desfila na Vila Madalena junto com o bloco Sargento Pimenta, também carioca.
ONDE: Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros. Tel: 11 3813-8598
HORÁRIO: das 20 às 3h
PREÇO: R$ 50 – 3º lote

SEXTA-FEIRA – 30/01

Acadêmicos do Baixo Augusta – Ensaio
PERFIL: Bloco desfila pela via que dá nome ao cordão ostentando a presença de famosos. A atriz Alessandra Negrini é a rainha do bloco, e a cantora Tulipa Ruiz, madrinha. Em 2015 o bloco estreia com a banda do cantor Wilson Simoninha.
ONDE: Rua Augusta, 765, Consolação
HORÁRIO: 14h
PREÇO: Gratuito

SÁBADO – 31/1

Unidos Do Grande Mel
PERFIL: Bloco que estreia este ano em desfile no Centro de São Paulo
ONDE: Praça Dom José Gaspar, República.
HORÁRIO: concentração às 14h
PREÇO: Gratuito

Kolombolo Diá Piratininga – Ensaio
PERFIL: Tradicional cordão carnavalesco da Vila Madalena, o grupo resgata a memória do samba paulistano.
ONDE: Praça Aprendiz das Letras – Rua Belmiro Braga, s/nº
HORÁRIO: das 14h às 16h
PREÇO: Gratuito

Ritaleena
PERFIL: Bloco que homenageia a cantora Rita Lee. Se conseguir verba via financiamento coletivo, sairá pelas ruas de Pinheiros, na Zona Oeste, pela primeira vez.
ONDE: Rua dos Pinheiros, esquina com a Rua Cônego Eugênio Leite. A saída está marcada para as 16h, passando pelas ruas Francisco Leitão, Arthur de Azevedo, Mateus Grou e voltando ao ponto inicial.
HORÁRIO: a partir das 15h
PREÇO: Gratuito

DOMINGO – DIA 1º/2

Casa Comigo
PERFIL: Foliões vestidos de noivas e noivos cantam marchinhas pelas ruas da Vila Beatriz.
ONDE: Rua Beatriz altura do número 54
HORÁRIO: das 11h às 18h
PREÇO: Gratuito

Chega Mais
PERFIL: Bloco toca clássicos dos anos 80 em ritmo de carnaval.
ONDE: Rua Mourato Coelho, altura do 281, Vila Madalena
HORÁRIO: 10h
PREÇO: Gratuito

Bloco Pilantragi
PERFIL: Criado em 2013, o bloco é uma extensão da festa que ocorre semanalmente em um bar na região de Perdizes. O evento presta homenagem à cultura nacional.
ONDE: Avenida Professor Alfonso Bovero, 1107 – Perdizes
HORÁRIO: 13h às 22h
PREÇO: Gratuito

Cortejo de Iemanjá – Bloco Bastardo
PERFIL: Formado por ex-membros do tradicional Vai Quem Qué
ONDE: Rua Lisboa com Rua Cardeal Arcoverde.
HORÁRIO: a partir das 15h
PREÇO: Gratuito

SÁBADO – 7/2

Bangalafumenga e Sargento Pimenta
PERFIL: Blocos tradicionais do carnaval carioca, arrematam uma multidão de foliões em são Paulo desde 2011, quando estrearam na cidade. Bangalafumenga transforma músicas brasileiras em marchinhas. Sargento Pimenta faz versão carnavalesca das músicas dos Beatles.
ONDE: Avenida Paulo VI, no trecho entre a Av. Henrique Schaumann e estação de Sumaré do Metrô
HORÁRIO: concentração às 10h (Bangalafumenga desfila às 11h e Sargento Pimenta, às 15h)
PREÇO: Gratuito

Loveblock
PERFIL: Bloco faz versões carnavalescas de músicas de bandas de rock, pop e indie-rock
ONDE: Rua Cojubá até a Rua Lopes Neto, Itaim
HORÁRIO: das 14h às 18h
PREÇO: Gratuito

Bloco da Ressaca
PERFIL: Tradicional no bairro do Cambuci, reúne cerca de 5 mil foliões e faz desfile especial para celebrar 30 anos em 2014.
ONDE: Largo do Cambuci
HORÁRIO: 14h
PREÇO: Gratuito

Barracão da Folia
PERFIL: Bloco de torcedores do Palmeiras Futebol Clube.
ONDE: Rua Diana, entre a Rua Venâncio Aires e Turiassú, Pompeia
HORÁRIO: 11h
PREÇO: Gratuito

Ciga-nos
PERFIL: Bloco faz homenagem à cultura cigana
ONDE: Rua João Guimarães Rosa, praça Roosevelt, s/nº, Centro (em frente ao Caetano de Campos
HORÁRIO: 16h
PREÇO: Gratuito

Nu’Interessa
PERFIL: Bloco da Vila Madalena resgata a tradição dos antigos carnavais de rua, com sua banda animando os foliões com divertidas e famosas marchinhas de carnaval
ONDE: R. Filinto de Almeida, 50, Bar O pasquim – Vila Madalena
HORÁRIO: a partir das 13h
PREÇO: R$ 100 – 1º lote (apenas a concentração é gratuita)

Bloco Soviético
PERFIL: Bloco dos foliões ‘esquerdofestivos’ desfila pela terceira vez na região da Avenida Paulista.
ONDE: Rua Haddock Lobo, 74
HORÁRIO: 16h
PREÇO: Gratuito

Pholia na Luz
ONDE: entre a Estação da Luz e o Jardim da Luz.
HORÁRIOS:
14h30 – Bloco Esquenta do Partido Alto
15h15 – Bloco Estrela da Coroa
16h15 – Bloco do BSC
17h15 – Bloco A Bruxa Tá Solta
18h15 – Bloco Império do Morro
19h15 – Escola de Samba Quilombo
20h15 – Encerramento
PREÇO: Gratuito

Kolombolo Diá Piratininga
PERFIL: Tradicional cordão carnavalesco da Vila Madalena, o grupo resgata a memória do samba paulistano.
ONDE: Rua Belmiro Braga, s/nº – Vila Madalena, São Paulo/SP
HORÁRIO: concentração às 15h
Percurso: Rua Belmiro Braga – Rua Inácio Pereira da Rocha – Rua Mourato Coelho – Rua Aspicuelta – Rua Harmonia até a esquina com a Rua Luis Murat
PREÇO: Gratuito

DOMINGO – 8/2

Banda do Fuxico
PERFIL: Bloco LGBT que circula pelo Largo do Arouche desde 2000
ONDE: Largo do Arouche, 88/96
HORÁRIO: concentração às 10h (desfile das 18h às 23h)
PREÇO: Gratuito

Banda Grone’s
PERFIL: Bloco do Grêmio Cultural e Esportivo Grone’s completa 19 anos em 2015.
ONDE: Rua Eduardo Vicente Nasser, 354, Tremembé
HORÁRIO: concentração às 14h e desfile das 16h às 20h
PREÇO: Gratuito

Acadêmicos do Baixo Augusta – desfile
PERFIL: Bloco desfila pela via que dá nome ao cordão ostentando a presença de famosos. A atriz Alessandra Negrini é a rainha do bloco, e a cantora Tulipa Ruiz, madrinha. Em 2015 o bloco estreia com a banda do cantor Wilson Simoninha.
ONDE: Rua Augusta, 765, Consolação
HORÁRIO: das 14h às 20h
PREÇO: Gratuito

Não Serve Mestre
PERFIL: Bloco criado por amigos que trabalham com música.
ONDE: Rua Rodésia, 484, esquina com a Fradique Coutinho, Sumarezinho
HORÁRIO: 12h
PREÇO: Gratuito

Bloco do Pequeno Burguês
PERFIL: Bloco criado por um grupo de amigos da faculdade PUC na Zona Norte.
ONDE: esquina da rua Voluntários da Pátria com a Rua Pedro Doll, Santana.
HORÁRIO: das 12h às 20h
PREÇO: Gratuito

Quizomba
PERFIL: Bloco carioca que faz versões para músicas internacionais e clássicos da MPB. Em 2015, será o terceiro desfile na capital paulista.
ONDE: Avenida Paulo VI (continuação da Avenida Sumaré – Sumaré)
HORÁRIO: 14h
PREÇO: Gratuito

Confraria do Pasmado
PERFIL: Tradicional bloco que nasceu na rua Rodésia, na Vila Madalena, deixa o reduto boêmio para desfilar na região de Pinheiros este ano.
ONDE: O percurso ainda está em vias de aprovação pela Prefeitura, mas deve se concentrar na Rua Padre de Carvalho, e percorrer vias até a dispersão, que será no Largo da Batata.
HORÁRIO: 13h
PREÇO: Gratuito

Pholia na Luz
ONDE: entre a Estação da Luz e o Jardim da Luz.
HORÁRIOS:
14h – Bloco Conselho do Samba
14h30 – Comunidade Boliviana
15h15 – Comunidade Paraguaia
15h45 – Bloco União dos Bairros
16h30 – Bloco Bateria Makossa
17h15 – Escola de Samba Acadêmicos do Parque Bristol
18h15 – Bloco Unidos da Melhor Idade
19h15 – Encerramento
PREÇO: gratuito

Cordão Samba do Congo
PERFIL: a marcha deste ano é uma homenagem ao bairro de Morro Grande. Bloco terá marchinhas de compositores do Congo e sambas dos carnavais antigos.
ONDE: saída da Rua Raulino Galdino da Silva, altura do número 300
HORÁRIO: 15h
PREÇO: Gratuito

TERÇA-FEIRA – 10/2

Umes Caras Pintadas
PERFIL: Bloco oficial da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo
ONDE: Praça Don Orione com 13 de Maio
HORÁRIO: concentração às 16h e desfile às 17h
PREÇO: Gratuito
QUARTA-FEIRA – 11/2

Banda do Candinho
PERFIL: Bloco tradicional do Centro, é famoso pelo desfile de mulatas.
ONDE: Rua Santo Antônio com a Rua 13 de Maio, Bela Vista
HORÁRIO: concentração às 18h e desfile às 21h
PREÇO: Gratuito

SEXTA-FEIRA – 13/2

Banda do Trem Elétrico
PERFIL: Bloco fundado na década de 80 por metroviários
ONDE: Rua Augusta com Rua Luiz Coelho, Estação Consolação do Metrô.
HORÁRIO: concentração às 19h e desfile às 21h
PREÇO: Gratuito

SÁBADO – 14/2

Tarado Ni Você
PERFIL: Bloco que homenageia Caetano Veloso desfila nas ruas do Centro.
ONDE: Avenida Ipiranga com a avenida São João
HORÁRIO: 14h
PREÇO: Gratuito

Bloco Bastardo
PERFIL: Formado por ex-membros do tradicional Vai Quem Qué
ONDE: Rua Galeno de Almeida, debaixo do viaduto
HORÁRIO: a partir das 17h
PREÇO: Gratuito

DOMINGO – 15/2

Bloco Bastardo
PERFIL: Formado por ex-membros do tradicional Vai Quem Qué
ONDE: Rua Galeno de Almeida, debaixo do viaduto
HORÁRIO: a partir das 17hs
PREÇO: Gratuito

Saia de Chita
PERFIL: Bloco fundado por ex-estudantes da faculdade de Direito da USP e amigos. Os rapazes da bateria tocam vestidos de saia de chita.
ONDE: Rua Tucuna, 1150, Perdizes
HORÁRIO: 14h concentração, saída às 17h
PREÇO: Gratuito

SEGUNDA-FEIRA – 16/2

Bloco Bastardo
PERFIL: Formado por ex-membros do tradicional Vai Quem Qué
ONDE: Rua Galeno de Almeida, debaixo do viaduto
HORÁRIO: a partir das 17hs
PREÇO: Gratuito

TERÇA-FEIRA – 17/2

Bloco Bastardo
PERFIL: Formado por ex-membros do tradicional Vai Quem Qué
ONDE: Rua Galeno de Almeida, debaixo do viaduto
HORÁRIO: a partir das 17hs
PREÇO: Gratuito

SÁBADO – 21/2

Cordão do Jamelão
PERFIL: tradicional bloco foca seu repertório em marchinhas de Carnaval
ONDE: Rua Rui Barbosa, 716, Bela Vista
HORÁRIO: das 12h às 18h
PREÇO: Gratuito

Bicho Maluco Beleza
PERFIL: A banda formada e liderada por Alceu Valença e mais sete músicos será acompanhada por 30 batuqueiros que participam da oficina de percussão do bloco no Rio de Janeiro. No repertório de estreia em São Paulo, promete músicas como: Bicho Maluco Beleza, Diabo Louro, Me Segura Senão eu Caio, Bom Demais, Tropicana, Ciranda de Lia, Ciranda da Rosa Vermelha, Girassol, Estação da Luz, Anunciação, Dois Animais, entre outras.
ONDE: Av. Paulo VI – saída da Praça Celso Delmonto, em Pinheiros até início da Avenida Sumaré, em Sumaré (abaixo do viaduto da Avenida Doutor Arnaldo)
HORÁRIO: das 14h às 17h
PREÇO: Gratuito

Rolando a Rocha Toda
PERFIL: Criado durante um bate-papo entre amigos na mesa de um bar, o bloco conta com integrantes da escola de samba Vai-Vai, além de moradores da Bela Vista e simpatizantes.
ONDE: Rua Rocha, 193, no bairro da Bela Vista
HORÁRIO: às 15h
PREÇO: Gratuito

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Rede Tupi

Depois de poucos meses de treinamento, alguns radialistas escolhidos por Assis Chateaubriand, o Chatô, lançaram-se à aventura de fazer TV. Os estúdios eram pequenos, o equipamento precário, mas o nascimento da TV Tupi foi solene. Chateaubriand presidiu a cerimonia que contou com a participação de um cantor mexicano, Frei José Mojica, que entoou “A canção da TV”, hino composto pelo poeta Guilherme de Almeida, que contou também com a atriz Lolita Rodrigues, especialmente para a ocasião. Um balé de Lia Marques e declamação da poetisa Rosalina Coelho, nomeada madrinha do “moderno equipamento” fizeram parte do show. A jovem atriz Yara Lins foi convocada especialmente para dizer o prefixo da emissora — PRF-3 — e o de uma série de rádios que transmitiam em cadeia o acontecimento. A seguir entrou a programação na tela dos cinco aparelhos instalados no saguão do prédio dos Diários Associados.

Há muitas histórias a respeito desse dia. Uma delas é que, empolgado, Chateaubriand com problemas na vida pessoal, teria quebrado uma garrafa de champanhe numa das duas câmeras RCA, fazendo com que a TV no Brasil entrasse em cena com apenas metade de sua capacidade, isto é: com apenas uma câmera. Outra é que, acabada a inauguração, a equipe se deu conta de que não havia o que colocar no ar no dia seguinte, pois ninguém havia pensado nisso.

O então radialista Cassiano Gabus Mendes que, aos 23 anos, assumiu a direção artística da Tupi, não podia ouvir essas histórias, desmentia quantas vezes fosse preciso. “É tudo invenção do Lima Duarte. Como ele é muito engraçado, as pessoas acabam se convencendo”, dizia ele pouco antes de morrer, em 1993. “Chateaubriand era um homem esclarecido, não ia danificar equipamento e tínhamos programação para as três semanas seguintes”.

Quando a TV Cultura, canal 2, foi lançada pelos Diários Associados, suas imagens interferiam no canal 3, onde a TV Tupi era sintonizada e vice-versa. Por essa razão, em 1960, a PRF-3 TV Tupi de São Paulo passou a ocupar o canal de número 4, onde ficaria até o fechamento. Isso se explica assim; os canais 2 e 3 são “adjacentes” ou seja, vizinhos, onde termina a frequência de um, ou “espaço” deste, começa a frequência ou espaço do outro, por essa razão, há a interferência mútua, assim, um interfere no outro. Já entre canais 4 e 5, há um “espaço” de 4 megahertz (os canais do padrão da nossa TV (PAL-M) ocupa um “espaço” de 6 megahertz cada um) desta maneira, os canais 4 e 5 não se interferem. Nos primórdios da TV, estava previsto o canal 1, porém antes da sua popularização, os radioamadores ocuparam o “espaço” do canal 1, então para um melhor aproveitamento da faixa 1 ou seja dos canais 1 ao 6, foi feito um arranjo, para um melhor aproveitamento destes canais, sem que ninguém sofresse com interferências.

Acostumados à improvisação e rapidez do rádio, os pioneiros não tiveram problemas em se adaptar ao moderno veículo e aprenderam muito: ator virava sonoplasta, autor dirigia, diretor entrava em cena. A TV Tupi dos primeiros anos era uma verdadeira escola. Dois dias depois da primeira emissão, em 20 de setembro de 1950, estreou o primeiro programa humorístico, chamado Rancho Alegre com Mazzaropi. Aos poucos, outros programas ganharam forma: o primeiro telejornal, a primeira telenovela. Nos primeiros tempos, os atores, acostumados ao rádio, gritavam em cena, assustando os telespectadores.

O programa TV de Vanguarda revelou a primeira geração de atores, atrizes e diretores. Foram apresentadas peças como Hamlet, de Shakespeare, e Crime e Castigo, de Dostoiévski. Alguns programas dos primeiros tempos da TV Tupi tornaram-se campeões de audiência e permanência no ar: Alô Doçura, Sítio do Picapau Amarelo, O Céu é o Limite, comandado por J. Silvestre, e o Clube dos Artistas (que existiu de 1952 a 1980) e o famoso telejornal Repórter Esso (que ficou dezoito anos no ar).

A telenovela foi uma invenção da TV Tupi, que as exibia em capítulos semanais e era capaz de ousadias como mostrar beijo na boca. Foi em 1951, na novela “Sua vida me pertence”, que Vida Alves deixou-se beijar pelo galã Walter Forster.

No jornalismo a emissora repetiu na tela o sucesso do Repórter Esso, que marcou época no rádio brasileiro a partir de 1941. Os locutores Heron Domingues e Gontijo Teodoro entravam no ar com as últimas noticias nacionais e internacionais ao som de um dos mais famosos prefixos musicais da história do rádio e televisão brasileiros.

Se durante a primeira década de sua existência a Tupi foi líder absoluta, nos anos 60 as emissoras concorrentes aprimoraram sua programação para lutar pela audiência. Em 1968, a novela “Beto Rockfeller”, de Bráulio Pedroso, revoluciona a linguagem da televisão. A partir da figura de um anti-herói, surge um novo estilo de interpretação, mais natural. A TV Tupi revela mais uma geração de talentos.

Também na programação infantil a TV Tupi se destacou com o Clube do Capitão Aza, criado em 1966, onde clássicos do desenho animado como Speed Racer e séries como Ultraman e Ultraseven foram apresentadas.

A TV Tupi de São Paulo estava decidida a transmitir ao vivo a inauguração de Brasília em 21 de abril de 1960 para São Paulo. Nesta época ainda não havia satélites. A criatividade respondeu ao desafio: colocaram três aviões voando em círculos—dois da FAB e um da VASP. As aeronaves estavam distribuídas uniformemente na rota entre Brasília e São Paulo, de modo que uma tinha alcance para transmitir as ondas para outra. Assim, a imagem era captada em Brasília e transmitida para o primeiro avião, que retransmitia para o segundo, para o terceiro, o qual, por fim, retransmitia para a antena principal da TV Tupi em São Paulo, que a retransmitia para a região de alcance.

A longa crise dos Diários Associados já havia começado muito antes da morte de Assis Chateaubriand, em 4 de abril de 1968. Abalada por problemas financeiros, mal administrada e sem investimentos, a Tupi perde qualidade e audiência.

Em 1972, a Rede Tupi de Televisão começa a ser formada. Houve várias divergências sobre qual canal seria a “cabeça da rede”: o canal 4 paulistano ou o canal 6 carioca. Houve duas tentativas para que ambas comandassem a Rede Associada. Na primeira, a estação carioca comandaria as emissoras do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto que a emissora de São Paulo controlaria os canais do Sul e Sudeste. Na segunda, a Tupi paulista ficaria responsável pela produção de telenovelas, e a Tupi do Rio se encarregaria pelos shows e programas de auditório. Mas as duas ideias não vingaram, e a rixa entre as diretorias das duas estações agravaram a situação da Tupi. O único ponto positivo nestas duas tentativas foi que a Tupi foi a primeira rede de TV da América Latina a possuir duas cabeças geradoras de programação.

No ano de 1974, foi assinado o decreto que autoriza a TV Tupi a virar “REDE TUPI DE TV”, decreto que foi lido por Gontijo Teodoro na Rádio Tupi.

As emissoras concorrentes vão ocupando os espaços vazios deixados pela pioneira. Ano após ano, a crise se aprofunda. E com a novata Rede Globo impondo seu domínio avassalador, a Tupi se enfraquece. Ainda assim, a emissora pioneira consegue emplacar sucessos na década como “Mulheres de areia” (1973), “Meu rico português” (1975) e “A Viagem” (1975). No fim dos anos 70 a situação piora. Os salários atrasam cada vez mais. Há dívidas astronômicas junto à Previdência Social. Proliferam muitos escândalos financeiros. Em agosto de 1977, “Éramos Seis”, “Cinderela 77” e “Um sol maior” registravam os mais baixos índices de audiência da história do canal. Além da audiência, a publicidade também escapulia para as concorrentes, o caixa se esvaziava, os salários deixavam de ser pagos e a greve era questão de tempo. Em outubro de 1977, com três meses de salários atrasados, os funcionários iniciaram a primeira greve, mas ela é interrompida com o pagamento parcelado dos débitos.

Os constantes atrasos dos salários mantinham o clima tenso na pioneira. As perspectivas de pagamento dos atrasados eram cada vez mais remotas e as explicações dadas aos funcionários, cada vez mais inconsistentes. Para piorar ainda mais a situação, em outubro de 1978 um incêndio no prédio da emissora, em São Paulo, tirou a Tupi do ar por alguns minutos e destruiu os novos equipamentos adquiridos pela emissora no mesmo ano, e que nem chegaram a entrar em funcionamento. Ainda em 1978, iniciou a construção de sua nova antena transmissora, que seria a maior torre de TV da América do Sul (essa torre seria concluída pelo SBT alguns anos depois). No ano seguinte, o elenco de “O Espantalho”, de Ivani Ribeiro (uma produção dos Estúdios Silvio Santos feita em 1977), processou a Tupi por não pagar os direitos conexos aos atores que trabalharam na trama. Entre 1979 e 1980, nova greve. A crise chegou a Brasília. O então presidente da República, João Figueiredo, se dispôs a receber uma comissão de dirigentes dos sindicatos envolvidos. Muito se discutia, pouco se fazia.

A greve persistiu até o início de fevereiro de 1980, quando a emissora fechou seu departamento de dramaturgia e dispensou os 250 funcionários que trabalhavam nesse setor. Foram interrompidas as novelas “Drácula, Uma História de Amor”, que só teve 4 capítulos exibidos, e “Como salvar meu casamento”, a 20 episódios de seu desfecho. Além disso, outra trama, “Maria Nazaré”, estava em fase de pré-produção e 32 cenas já estavam gravadas na época, mas não chegou a entrar no ar. Para substituir Drácula, uma História de Amor, foi colocada a reprise da novela Éramos Seis, e em substituição à Como Salvar Meu Casamento, foi colocada a reprise de A Viagem.

Em 16 de julho, faltando apenas dois meses antes de completar 30 anos no ar, a Tupi tem 7 de suas 10 concessões declaradas peremptas (termo jurídico que significa “não-renovável”) pelo Governo Federal; a decisão foi publicada no Diário Oficial, no dia seguinte. Minutos antes do meio-dia de 18 de julho, três engenheiros do Departamento Nacional de Telecomunicações (Dentel) subiram ao décimo andar do edifício-sede da TV Tupi de São Paulo, na avenida Professor Alfonso Bovero, nº 52, no bairro do Sumaré, e lacraram os transmissores. Saíam também do ar a TV Tupi do Rio, a TV Itacolomi de Belo Horizonte, a TV Marajoara de Belém, a TV Piratini de Porto Alegre, a TV Ceará de Fortaleza, e a TV Rádio Clube do Recife.

Um delegado da Polícia Federal e mais quatro agentes davam proteção aos engenheiros. A emissora saía do ar exatamente 29 anos e dez meses depois de sua inauguração. Permanece, entretanto, um acervo de duzentos mil rolos de filmes, 6.100 fitas de videotape e textos de telejornais que contam 30 anos de muitas histórias do Brasil e do mundo.

Das sete concessões declaradas peremptas, a última que saiu do ar foi a Tupi do Rio. Em 17 de julho, os funcionários da estação iniciaram uma vigília de 18 horas, comandada pelo apresentador Jorge Perlingeiro, com o objetivo de impedir que o canal fosse fechado. Várias personalidades, como o cantor Agnaldo Timóteo e o humorista Costinha deram apoio aos funcionários. Mas nada adiantou. Às 12:36 de 18 de julho, logo após a exibição de um vídeo da missa do Papa João Paulo II realizada no Aterro do Flamengo e a leitura, feita pelo ator e locutor Cévio Cordeiro, de uma mensagem dirigida ao presidente Figueiredo pedindo para que a estação não fosse fechada, o sinal da Tupi do Rio era definitivamente cortado. Durante o vídeo e a mensagem citados, os funcionários puseram na tela os dizeres “Até Breve, Telespectadores Amigos. Rede Tupi”. E, ao fim, aparecia o logotipo da TV Tupi. Uma das frases mais marcantes no dia do fechamento foi: “Nos deixe trabalhar”.

Após o fechamento da Rede Tupi, o governo federal passou o ativo da emissora para empresários. Estavam no páreo o Grupo Abril, o Grupo Silvio Santos (que controla o SBT), o Grupo Bloch (Rede Manchete), além de outras companhias menores. Como na época a Revista Veja estava incomodando o governo com críticas, eles decidiram passar em 23 de abril de 1981 uma nova licença do canal 4 paulistano para a TVS, o canal 6 carioca para o Grupo Bloch e, a partir de 1985, os outros ativos da emissora “prédio, equipamentos e outro canal não utilizado” para o Grupo Abril.

Atualmente o prédio da emissora é a sede da Abril Radiodifusão, que por 23 anos gerou o canal MTV Brasil, atualmente em transmissão por assinatura diretamente pela Viacom, sob o nome MTV. Apesar de não conseguir a licença do canal 4 em VHF, necessário para realizar o projeto de criação de sua rede de televisão, em janeiro de 1987 o Grupo Abril conseguiu o seu canal em UHF. Após conseguir seu canal próprio, e com a maturidade da MTV Brasil no mercado, a Abril Radiodifusão efetuou em 2003 o pedido de várias licenças de RTV (retransmissão de canal) em várias localidades do país. Após uma rápida crise no grupo e a enorme queda de audiência, não apenas para concorrentes diretos, mas também para a internet, a MTV Brasil fechou em 30 de setembro de 2013, dando lugar a Ideal TV que anteriormente foi um canal por assinatura, agora como emissora provisória, uma vez que a Abril não manifesta interesse em manter o canal. O Grupo Abril anunciou por comunicado em 18 de dezembro de 2013 a venda da Abril Radiodifusão, que transmite a Ideal TV, para o Grupo Spring de Comunicação, que edita a edição brasileira da revista Rolling Stone.2 3 Os valores da transação não foram divulgados, mas segundo fontes ouvidas pelo jornal Folha de S. Paulo, a venda foi fechada em cerca de R$ 350 milhões e foi realizada pelo banco americano JP Morgan.4 5 A venda ainda terá que ser aprovada pelo Ministério das Comunicações e pelo CADE.6

Os Diários Associados ganharam na Justiça em 1998 ação indenizatória contra o Governo Federal, e terão de ser indenizados pela intervenção que resultou na perda de 5 dos 7 canais das Emissoras Associadas, que não enfrentavam dificuldades financeiras na época. Somente a TV Tupi de São Paulo e a TV Tupi do Rio estavam com salários atrasados. No caso do canal 6 carioca, boa parte de suas contas eram pagas pela Super Rádio Tupi do Rio, uma vez que a rádio e a TV faziam parte da mesma razão social (S/A Rádio Tupi). Na época, a lei previa que o governo federal teria de nomear um interventor para assumir a administração das empresas em dificuldades, afastando com isso os seus controladores, que a levaram a crise que estavam enfrentado, e somente em caso de falência, que não houve, é que caberia a decisão que foi tomada, o que não era o caso de TV Tupi de São Paulo, e nem da TV Tupi do Rio, pois seus patrimônios, imóveis, equipamentos, instalações, etc., cobriam as dívidas existentes.

logos Tupi

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A Fantástica História da TV Tupi – Pt. 1

A Fantástica História da TV Tupi – Pt. 2

Ana Maria Braga na Rede Tupi

Silvio Santos apresentando pela Rede Tupi de Televisão o programa “Clube dos Quinze”, oferecimento do Carnê de Mercadorias do Baú e Lojas Tamakavy. Video de 1976.

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Silvio Santos

Silvio Santos, nome artístico de Senor Abravanel (Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1930), é um prestigiado apresentador de televisão e empresário brasileiro. Proprietário do Grupo Silvio Santos, que inclui empresas como a Liderança Capitalização (administradora da loteria Tele Sena), a Jequiti Cosméticos e o Sistema Brasileiro de Televisão (mais conhecido como SBT), Silvio Santos possui um patrimônio avaliado em aproximadamente seis bilhões de reais.

Biografia

Senor Abravanel é filho de imigrantes judeus sefarditas. Seu pai, Alberto Abravanel, nasceu em Tessalônica, na atual Macedônia, em 1897 e morreu no Rio de Janeiro em 1976, sua mãe, Rebecca Caro, nasceu em Esmirna, Império Otomano, em 1907 e morreu também no Rio de Janeiro em 1989. Ambos estão sepultados lado a lado no Cemitério Israelita do Caju.

Senor, filho primogênito do casal, nasceu na travessa Bentevi, no bairro boêmio da Lapa, região central da então capital federal, além de seus pais, Senor possuía cinco irmãos, Beatriz, Perla, Sara, Leon e Henrique.

Aos catorze anos já era camelô, trabalhando no centro do Rio de Janeiro, geralmente entre a avenida Rio Branco e a rua Sete de Setembro junto com o irmão Leon e um sobrinho de Adolfo Bloch que trabalhavam para Silvio como faróis, denominação dada a quem ficava de vigia, um pouco mais a frente, observando se a polícia viria fazer o rapa, outra denominação, dada a repressão da polícia aos camelôs. Silvio trabalhava como camelô apenas 45 minutos por dia, que era o tempo do almoço do guarda que trabalhava na localidade onde vendia seus produtos, enquanto o guarda almoçava, geralmente em um bar, sob a vigília de Leon, Silvio, abria sua banquinha de camelô.

O primeiro tipo de produto que começou a comercializar foi capa para título de eleitor (o Brasil entrava numa fase de redemocratização após a ditadura do Estado Novo).

Um fiscal de posturas da prefeitura carioca, percebendo o potencial de voz de Silvio, o convidou a fazer um teste na Rádio Guanabara (atual Rádio Bandeirantes do Rio de Janeiro).

Silvio conquistou o primeiro lugar no teste da rádio, ganhando de nomes como Chico Anysio e José Vasconcelos, mas se manteve apenas 1 mês como radialista pois como ambulante ganhava mais.

Aos dezoito anos serviu ao Exército Brasileiro como paraquedista, em Deodoro (bairro da Zona Oeste do Rio).

Sabendo que a carreira de camelô era incompatível com a de militar, Silvio decidiu ser locutor de uma rádio em Niterói.

Percebendo que as viagens das barcas entre o Rio de Janeiro e Niterói eram marcadas pela monotonia, decidiu montar um serviço de alto-falantes nas embarcações. Nos intervalos das músicas, Silvio fazia anúncios de produtos.

Nas barcas para a Ilha de Paquetá, os passageiros faziam filas nos bebedouros após dançarem as músicas tocadas por Silvio. Este então teve outra ideia: fez um acordo com a cervejaria Antarctica para vender cerveja e refrigerantes. Na compra, o consumidor ganhava uma cartela de bingo e concorria a prêmios como jarras e quadros.

A carreira de Silvio Santos em São Paulo começava a se desenhar após um acidente com a barca em que atuava. Com a embarcação no estaleiro, Silvio ficou sem poder exercer sua função. E o diretor da Antárctica o convidou a passar um tempo na “Terra da Garoa”.

Em São Paulo, Silvio começou a trabalhar em bares, apresentando espetáculos e sorteios em caravanas de artistas. Como Silvio Santos tinha um tom de pele claro, ficava vermelho com facilidade; por falar bastante, começou a ser apelidado “peru que fala”. As caravanas do Peru falante ficaram conhecidas na capital de São Paulo, em cidades do interior e em outros estados.

Nesse meio tempo, formou-se técnico em contabilidade.

Logo passou à televisão, adaptando o formato dos shows, espetáculos e sorteios que fazia no circo. Seu primeiro programa, Vamos Brincar de Forca, estreou em 1962 e era transmitido pela TV Paulista, à noite. Um grande sucesso. Em 1964, passou a comandar seu programa aos domingos, das 12 às 14 horas. No decorrer dos anos, o formato seria expandido e aprimorado no Programa Silvio Santos.

Paralelamente, Silvio partiu para novos empreendimentos: adquiriu de seu amigo Manuel de Nóbrega e de um alemão o Baú da Felicidade, empresa que vendia baús de presentes de Natal para crianças mediante pagamento em prestações. Depois de reformas no plano de negócios, a empresa ficou conhecida pela venda de carnês e sorteios.

Quando a TV Paulista foi incorporada à Rede Globo, Silvio seguiu pagando aluguel pelo seu horário dominical, revendendo o tempo dos anúncios a outras empresas. Na medida em que aumentava o sucesso do Programa Silvio Santos, Silvio tinha ótimos resultados financeiros. Realizava sorteios de carros, móveis e eletrodomésticos, o que motivou a expansão dos negócios do grupo (Móveis Tamakavy, concessionária de veículos Vimave).

Porém, no início dos anos 1970, Boni e Walter Clark, diretores da Rede Globo, promoveram reformas no padrão de qualidade da emissora, investindo em filmes, esporte, jornalismo e novelas, e acabando com os programas independentes. Para os executivos, o programa de Silvio Santos destoava da grade de programação.

O apresentador quase saiu da emissora em 1972, mas o próprio Roberto Marinho o convenceu a ficar, renovando contrato por mais quatro anos. Por este contrato, Silvio não poderia ser acionista ou dono de nenhuma outra emissora de televisão, o que motivou sua saída da Globo.

Dessa forma, a partir de 1976, Silvio começou a fazer programas na Rede Tupi (ao contrário do que muitos pensam, a Tupi nunca vendeu horários), assegurando a transmissão nacional de seu programa, ao mesmo tempo que lutava politicamente para obter seus próprios canais de televisão.

No dia 22 de outubro de 1975, o presidente Ernesto Geisel assinou o decreto 76.488, outorgando a Silvio Santos o canal 11 do Rio de Janeiro. Silvio passou a transmitir seus programas simultaneamente na Tupi e na TVS (TV Studios).

Depois da falência da Rede Tupi, em 1980, o Programa Silvio Santos em São Paulo foi transferido para a Rede Record. Durante a década de 1980 Silvio chegou a ser dono de 50% da emissora do empresário Paulo Machado de Carvalho. Todavia, Silvio planejava ter uma rede nacional de televisão, produzir uma programação completa e usar o canal para seus sorteios e promoções.

Em 1981, através de um lobby com a primeira-dama Dulce Figueiredo, com quem tinha longas conversas por telefone, Silvio Santos obteve a licença para operar o canal 4 de São Paulo, que se tornou a TVS da capital paulista. A partir das emissoras do Rio e de São Paulo, surgiu o embrião do SBT. A rede se expandiu rapidamente através de afiliações, mas o Programa Silvio Santos continuava sendo transmitido simultaneamente pela Record, especialmente para alcançar o interior de São Paulo. A marca SBT passou a ser usada em toda a rede no final da década de 1980.

Em 1987, Silvio teve problemas com a voz, ficando praticamente afônico por alguns dias. Teve suspeita de câncer na garganta, não divulgada ou confirmada. Silvio chegou a interromper um de seus programas para transmitir depoimentos emocionados e lembranças da sua carreira, incluindo particularidades sobre suas relações com o pessoal do Exército (na juventude, Silvio servira como paraquedista). Silvio teve que fazer um tratamento no exterior e ficou algumas semanas sem gravar os seus programas dominicais, causando preocupação de seus fãs quanto ao seu real estado de saúde. Mais tarde, Orestes Quércia, governador de São Paulo, gravou longo depoimento congratulando Silvio Santos pelo retorno, salientando a ausência sentida por todos os telespectadores.

Silvio não voltaria a ter problemas sérios com a voz, mas temeu por seu próprio futuro como apresentador. Em 1988, Silvio assegurou a permanência de Gugu Liberato no SBT, cobrindo uma proposta da Globo. Gugu passou a apresentar alguns quadros do Programa Silvio Santos e sua participação cresceu expressivamente nos anos 1990, com o sucesso do Domingo Legal. Outros quadros passaram a ser comandados por Celso Portiolli e por outros apresentadores.

Também em 1988, Silvio Santos propôs sua candidatura a prefeito de São Paulo. Considerando seus recentes problemas de saúde, Silvio anunciou sua intenção como forma de retribuir à sociedade todas as suas conquistas como apresentador e homem de negócios. O anúncio foi feito durante um dos quadros do Programa Silvio Santos; o episódio foi amplamente divulgado pela imprensa. A candidatura, contudo, não se concretizou.

Em novembro de 1989, com a campanha eleitoral para a Presidência do Brasil já em andamento, tentou ser candidato a presidente pelo pequeno Partido Municipalista Brasileiro, no lugar do candidato do partido, o pastor evangélico Armando Corrêa. Também se cogitou a renúncia do candidato Aureliano Chaves, do PFL, um partido maior e mais poderoso, para que Silvio o substituísse. Silvio chegou a fazer algumas gravações para a propaganda eleitoral, pedindo votos para o número 26, do PMB, com insistência, pois não haveria tempo para mudar o nome impresso nas cédulas de votação. A alguns dias da eleição, Silvio Santos teve seu registro de candidatura impugnado pelo Tribunal Superior Eleitoral, por irregularidades no registro do PMB. Silvio filiou-se ao PFL e ensaiou participar de outras eleições, mas as brigas entre grupos políticos e os acordos e negociações inerentes à política fizeram Silvio continuar cuidando exclusivamente de seus negócios.

Silvio Santos foi homenageado em fevereiro de 2001 pela escola de samba carioca Tradição, com o enredo “Hoje É Domingo, É Alegria. Vamos Sorrir e Cantar!”, de Lourenço e Adalto Magalha. Silvio Santos desfilou como destaque num carro alegórico num traje todo prateado. Outros artistas do SBT participaram do desfile, como o locutor Lombardi.

Em 21 de agosto de 2001, a filha de Silvio Santos, Patrícia Abravanel, foi sequestrada na porta da própria casa, no Jardim Morumbi, em São Paulo. Depois de alguns dias de negociação, o resgate foi pago e Patrícia foi libertada. O sequestrador Fernando Dutra Pinto acabou sendo perseguido pela polícia e matou a tiros dois policiais. Sem ter para onde ir, acabou invadindo a casa de Silvio Santos no dia 30 de agosto; o apresentador estava na sala de ginástica fazendo exercícios. O sequestrador manteve Silvio e toda sua família como reféns. Silvio convenceu o sequestrador a libertar rapidamente as outras pessoas da família e seguiu em cativeiro em sua própria casa durante sete horas. Fernando só se entregou com a chegada do governador Geraldo Alckmin, que garantiu a integridade do criminoso. Alguns meses depois de preso, no dia 2 de janeiro, Fernando morreu em consequência de uma infecção generalizada causada por um corte profundo nas costas. Há indícios de que a morte do detento tenha sido causada por maus tratos e negligência médica.

Em julho de 2003, enquanto estava em férias na cidade de Orlando, Flórida, Silvio Santos concedeu uma entrevista à revista Contigo! revelando que tinha uma doença terminal e que restavam-lhe apenas seis anos de vida.15 Por isso, Silvio havia vendido o SBT para um consórcio formado por Boni e pela rede mexicana Televisa.

Alguns dias mais tarde, Silvio desmentiu suas declarações nos programas Boa Noite, Brasil, apresentado por Gilberto Barros na Rede Bandeirantes, e no Domingo Legal. Disse que respondeu à entrevista em tom de brincadeira diante da insistência do repórter, e que acreditava que a revista notaria sua intenção. No entanto, Contigo! decidiu publicar a matéria transcrevendo ipsis litteris as declarações de Silvio Santos, ao mesmo tempo que punha em dúvida as declarações do entrevistado. Silvio dizia, por exemplo, que estava se locomovendo em cadeira de rodas. A revista mostrou fotos do período que mostram o empresário andando normalmente.

Silvio foi casado com Maria Aparecida Vieira, falecida em virtude de câncer em 1977, com quem adotou suas duas primeiras filhas: Cíntia e Silvia. Em 1978 casou-se com Íris Passaro, com quem tem quatro filhas: Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata. Silvio é descendente de Isaac Abravanel, um estadista judeu português, filósofo, comentador da Bíblia e financista. O nome Senor vem de seu avô Señor Abram Abravanel, falecido em 1933.

Íris Abravanel (nascida em 1949) é uma empresária brasileira, dona da empresa Sisters in Law. Silvio tem tido uma relação tumultuada nos últimos anos com a esposa e as filhas, que se tornaram protestantes. Silvio, de origem judaica, chegou a se separar por breves períodos, quando morou em uma casa que tem nas proximidades do Ibirapuera.

Em 2006, durante as comemorações dos 25 anos do SBT, Silvio afirmou oficialmente estar preparando sua filha Patrícia Abravanel para sucedê-lo nos negócios da família.

Na noite do dia de seu aniversário de 80 anos, foi “interrompido” seu programa e foi colocado ao ar um especial feito por funcionários, suas filhas e amigos de Silvio, em homenagem ao seu aniversário. Foi narrado por Marília Gabriela.

Desde 2008, sua filha Daniela Beyruti está no comando da emissora.

Uma pesquisa feita em 2011, apontou Silvio como a personalidade mais admirada no Brasil, ganhando de Angelina Jolie, Jesus Cristo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Bill Gates.

Em fevereiro de 2013 a revista Forbes divulgou um levantamento em que o patrimônio de Silvio Santos gira em torno US$ 1,3 bilhão (equivalente a cerca R$ 2,5 bilhões), o que o coloca na lista dos homens mais ricos do mundo.

Em 2011, houve boatos de que a Igreja Mundial do Poder de Deus iria comprar a programação da madrugada do canal de Silvio Santos por R$ 300 milhões por ano. Em 2013, após algumas entrevistas à Folha de S. Paulo, ele se manifestou sobre o ocorrido dizendo que nenhuma religião entrará na emissora, por seus princípios religiosos e que o SBT é uma emissora judaica.

O Programa Silvio Santos, ao longo dos anos, tornou-se um agrupamento de vários programas de auditório e quadros, somando quase cem atrações diferentes.

Os programas sempre tiveram a participação do auditório, cujas participantes são chamadas de “colegas de trabalho”. O auditório é considerado por Silvio “o mais feminino do Brasil”, pois nos primeiros anos do programa a entrada de homens na plateia não era permitida. Silvio acreditava que os namorados das “colegas de trabalho” poderiam ficar com ciúmes de cantores e artistas homens admirados pelas namoradas. Com o tempo, este costume foi sendo ligeiramente relaxado, principalmente nos programas envolvendo sorteios e perguntas e respostas.

Além de transformar Silvio Santos em um dos grandes ícones da TV, o Programa Silvio Santos deu destaque ao locutor Lombardi, cujo rosto nunca era visto, ao produtor Roque e a outros membros da equipe, como o animador Liminha.

No dia 30 de novembro de 2011, foi anunciado que Silvio perdeu em última instância o direito de executar “Silvio Santos Vem Aí”, jingle que marcou sua carreira na televisão, só poderá ser executado se Silvio comprar os direitos da música, sendo que desde 2001, Silvio travava um processo contra Archimedes Messina, disputando os direitos autorais. Silvio terá de pagar 5 milhões de reais a Messina como indenização. Como já estava na última instância, não houve possibilidade de recurso.

Durante muitos anos Silvio Santos gravou marchinhas carnavalescas. Fez muito sucesso com Coração corintiano, cuja letra fazia referência a cirurgia de transplante de coração, técnica utilizada no Brasil pelo pioneiro Dr. Zerbini. Outra marchinha que fez sucesso foi “A pipa do vovô não sobe mais”, alardeando a impotência sexual masculina. Essas marchinhas depois foram reprisadas ao longo dos anos no SBT, durante o Carnaval.

Silvio Santos foi radialista da sua mocidade até a década de 1980, abandonando paulatinamente esta carreira em função da profissão de apresentador.

Na década de 1970 atuou também como locutor: Silvio gravou várias coletâneas de disquinhos de histórias infantis. Mais tarde os discos foram relançados em CD, com bastante sucesso.

Ao longo dos anos, o Programa Silvio Santos e a programação da TVS e do SBT acumularam uma reputação de popularescos e alienantes, situação agravada pelo fato de Silvio ter conquistado suas concessões de televisão durante a ditadura militar e transmitir desde o governo Figueiredo o oficialista A Semana do Presidente. A partir de 1988, Silvio Santos revelou preocupação com os rumos do Brasil e pôs em prática várias ações para incluir conteúdo socialmente edificante na programação do SBT. A manobra surpreendeu alguns críticos e intelectuais.

No início dos anos 1990, Silvio tentou convencer as outras emissoras a transmitir telejornais de no mínimo trinta minutos no horário noturno, todos no mesmo horário, para incentivar o brasileiro a assistir a notícias, refletir e se informar melhor, mesmo que fosse por um período curto. Tal iniciativa não encontrou apoio da maioria das emissoras e Silvio Santos logo abandonou a proposta.

Desde os anos 1990, Silvio tem estimulado o Teleton, programa de televisão de 24 horas, transmitido uma vez por ano, para arrecadar fundos para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). O SBT cede gratuitamente seus artistas, empregados e recursos materiais para o projeto. Silvio também produziu um Show do Milhão especial com políticos, no qual os prêmios seriam destinados a instituições de caridade.

Grupo Silvio Santos

O Grupo Silvio Santos, formado por 34 empresas, completou em 2008, 50 anos de atuação com cerca de onze mil funcionários, incluindo entre as mais conhecidas, a Liderança Capitalização (que opera a Tele Sena), o Hotel Jequitimar, a Jequiti Cosméticos, e empreendimentos agropecuários e imobiliários como a Sisan.

Apesar de tido como um “comprador nato”, Silvio se desfez de algumas empresas nos anos 1980: o CLAM (Clube de Assistência Médica), o plano de aposentadoria privada Aposentec e as lojas de móveis Tamakavy. Sobre o CLAM, Silvio reiterou ser muito difícil administrar uma empresa de saúde e que se sentiria indiretamente responsável por falhas que provocassem morte ou graves danos.

Em 8 de novembro de 2010, o Grupo Silvio Santos entra em crise financeira por conta de um rombo ocorrido no Banco PanAmericano, também pertencente ao grupo. O prejuízo dado pelo banco somou uma quantia próxima a R$ 2,5 bilhões, o que provocou a necessidade de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito para recuperar o banco.

Em razão desse empréstimo, o Grupo Silvio Santos colocou como garantia para pagamento do empréstimo algumas empresas do grupo, incluindo o SBT, a Jequiti Cosméticos e o Baú da Felicidade, agravando a crise em que a emissora entrou a partir de 2007, quando perdeu a vice-liderança para a Rede Record. O prazo para pagamento desse empréstimo seria de 10 anos.

Em 1 de fevereiro de 2011, Silvio Santos anunciou a venda do Banco PanAmericano ao BTG Pactual, por R$ 450 milhões.

Em 13 de junho do mesmo ano, o Grupo Silvio Santos anunciou a venda da rede “Baú da Felicidade” ao Grupo Magazine Luiza. A rede desembolsou R$ 83 milhões pelo Baú, em uma operação envolvendo 121 lojas em São Paulo, Minas Gerais e Paraná, segundo fato relevante ao mercado. Além disso, o Magazine Luiza adiciona 3 milhões de clientes à sua base de cartões.

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Este documento é parte da primeira e única entrevista com Silvio Santos, promovida no seu programa de calouros em 03/1988. No evento, ele se propunha a responder a qualquer pergunta feita pelos jurados, pelo auditório e pelo telefone. Uma relíquia em video, do maior animador e apresentador de auditórios que o Brasil já conheceu.

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Trecho do programa “Quem tem medo da verdade?”, apresentado por Carlos Manga na TV Record a partir de 1968, onde celebridades eram submetidas a um júri composto por figuras do meio artístico.

Nesse trecho, Silvio Santos apresenta sua defesa a favor de Roberto Carlos, na berlinda no programa em questão.

Esse raríssimo vídeo foi exibido no programa “Em nome do amor”, do SBT, em 3/1/1999, quando o Rei foi liberado pela Rede Globo para ir buscar seus troféus Imprensa, o prêmio mácssimo da televisão brasileira.

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Abertura e trecho do segmento depois das onze da noite do programa Silvio Santos Diferente, produzido pelos Estúdios Silvio Santos Cinema e Televisão, na Vila Guilherme, e exibido pela TV Tupi em 1975.

Este programa era exibido às sextas-feiras à noite pela TV Tupi, enquanto o Programa Silvio Santos era exibido aos domingos pela TV Globo.

Neste bloco, é apresentado o quadro Bolsa de Piadas com a participação de Márcia de Windsor, Dr. Felisberto Pinto, Carlos Renato, Zilda Muller, Silvia Falkenburg (Silvia Bandeira) e dos humoristas Geraldo Alves e Murilo Amorim Corrêa. Ary Toledo também participou, porém esta parte não consta no vídeo.

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Silvio Santos fala um pouco sobre o início das transmissões da TVS Rio de Janeiro, a pioneira do Sistema Brasileiro de Televisão, e quais foram os desafios para montar e colocar a emissora no ar.

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Em 19 de agosto de 1981, Silvio Santos recebe do governo militar de João Baptista Figueiredo as concessões da antiga Rede Tupi e discursa sobre a luta pela conquista dos canais. Naquele momento nascia a Rede denominada SBT.

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Na estreia da A Praça é Nossa em 1987 Silvio Santos conta o porque se tornou dono da TV Studios, futuro SBT.

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Silvio Santos faz propaganda da atrações que compunham a programação da TVS canal 11 Rio de Janeiro. Dentre eles se destacam o filme As crianças e o mordomo, Um instante maestro e o filme o Império com Charles Bronson.

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Parklet

A Parklet é um pequeno espaço que serve como uma extensão da calçada para proporcionar conforto e espaço verde para as pessoas que utilizam a rua . É tipicamente o tamanho de vários lugares de estacionamento. Parklets normalmente se estendem a partir da calçada no nível da calçada para a largura do espaço de estacionamento adjacentes.

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Telefones Úteis (Bombeiro 193, Polícia Militar 190, SAMU 192)

Bombeiro – 193, Polícia Militar – 190, SAMU – 192, Polícia Rodoviária Federal – 191, Polícia Federal – 194 e Polícia Civil – 197.
Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista – Tel.: (11) 3120-4417